quarta-feira, 8 de julho de 2009

PETROBRAS DESCARTA RISCO DE HAVER POÇOS SECOS ONDE OPERA NO PRÉ-SAL

PETROBRAS DESCARTA RISCO DE HAVER POÇOS SECOS ONDE OPERA NO PRÉ-SAL

São Paulo, 8 - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, acredita que não há risco de encontrar poços vazios nos seis campos de exploração de petróleo na camada pré-sal, operados pela companhia na Bacia de Santos. "Nós temos seis áreas e estamos com todos os dados constatando as nossas informações iniciais", disse, ontem à noite, após participar do evento "Melhores e Maiores", da revista Exame.

O executivo não quis comentar o fato de um dos poços do bloco BM-S-22, na Bacia de Santos, ser seco. Essa área é operada pela Exxon, que possui participação de 40%. Parcela igual tem a Hess Corporation, ficando o restante com a Petrobras. "Não comentamos o que não é operado por nós", disse. No entanto, acrescentou que novos estudos devem ser feitos nessa área. Trata-se do primeiro poço perfurado no pré-sal de Santos em que não foi encontrada reserva de petróleo.

Gabrielli minimizou ainda a questão da interrupção dos testes em Tupi. Na última segunda-feira, dia 6, a Petrobras informou que foi detectado um problema técnico em um dos parafusos do equipamento que controla a pressão e vazão do poço submarino desse bloco, e por isso a companhia precisou suspender o teste de longa duração (TLD). A troca de equipamento deverá durar entre três e quatro meses, mas ainda assim o executivo não acredita que o cronograma para extração de óleo dessa área será comprometido. "É preciso fazer apenas uma substituição e ainda teremos 15 meses para os testes", disse. O início da produção comercial dessa área está previsto para o quarto trimestre de 2010.

O executivo se mostrou confortável em relação às necessidades de financiamento da companhia para os próximos dois anos. Gabrielli reiterou que o caixa é suficiente para arcar com os investimentos por no mínimo dois anos, podendo chegar a cinco.
No cenário de pior estresse, com a cotação média do barril de petróleo a US$ 37 neste ano, US$ 40 no ano que vem e US$ 45 em 2011, as receitas e as captações já feitas seriam suficientes para as necessidades da empresa para os próximos dois anos, disse ele. Já no caso da média ficar em US$ 65, a companhia teria garantidos cinco anos de suas necessidades. Nesse período, o plano é investir US$ 174,4 bilhões, parte proveniente das receitas operacionais e outros US$ 30 bilhões de captações com terceiros. No entanto, só nos cinco primeiros meses deste ano a companhia já conseguiu mais de US$ 33 bilhões. "E, se houver novas oportunidades no mercado, podemos captar mais", afirmou Gabrielli. (Ana Paula Ribeiro)

0 comentários: