quinta-feira, 25 de junho de 2009

BOVESPA ACUMULA SAÍDA R$ 3,188 BI EM K EXTERNO EM JUNHO ATÉ DIA 23

20:52 BOVESPA ACUMULA SAÍDA R$ 3,188 BI EM K EXTERNO EM JUNHO ATÉ DIA 23

São Paulo, 25 - Os estrangeiros já retiraram R$ 3,188 bilhões da Bovespa em junho, com a saída de R$ 1,061 bilhão no dia 23 - data marcada pela Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações ordinárias da Brasil Telecom Participações e da Brasil
Telecom operadora. Na terça-feira, o Ibovespa subiu 0,64%, com forte giro de R$ 6,988 bilhões, dos quais R$ 2,564 bilhões eram referentes à oferta.

O saldo negativo apurado em junho é resultado de compras de R$ 28,870 bilhões e vendas de R$ 32,059 bilhões. Com isso, no acumulado do ano, o volume de entradas, que fechou o mês de maio em R$ 11,2 bilhões, caiu para R$ 8,011 bilhões.
(Fabiana Holtz)

FED PASSA DE ESTRAGA-PRAZERES A HERÓI EM MENOS DE 24 HORAS

20:39 FED PASSA DE ESTRAGA-PRAZERES A HERÓI EM MENOS DE 24 HORAS

Josué Leonel, jornalista

São Paulo, 25 - O mercado de ações fechou ontem em leve baixa e os indicadores futuros das bolsas de Nova York operaram em queda moderada nesta manhã. Um dos motivos apontados por analistas era uma certa frustração com o conteúdo do comunicado do Fomc, o comitê de política monetária do Fed que se reuniu na quarta-feira. Embora sem muita convicção, alguns analistas demonstraram desagrado com a avaliação ainda cautelosa do BC americano sobre a atividade econômica e com o não incremento do programa de compra de títulos. A partir da abertura dos pregões regulares da bolsa hoje, porém, as coisas mudaram e as ações foram ganhando fôlego.

As bolsas americanas acabaram fechando em alta expressiva nesta quinta-feira, sendo acompanhadas também pelas ações brasileiras. Se ontem a explicação para a baixa em Wall Street não pareceu muito convincente, dado que, a rigor, o comunicado do Fed veio dentro do esperado, hoje a motivação da alta também não parece clara. Na Bloomberg, alguns analistas chegaram a atribuir o otimismo ao depoimento do chairman do Fed, Ben Bernanke, na Câmara dos Representantes, sobre a operação de compra do Merrill Lynch pelo Bank of America.

Bernanke defendeu a transação e negou ter interferido no processo, reiterando que o Fed agiu com integridade. "Bernanke é um dos poucos verdadeiros heróis naquilo que está acontecendo nesta crise", afirmou ao site da Bloomberg Michael Holland, da firma Holland & Co. Isso menos de 24 horas após o comunicado do Fomc ter sido apontado como o estraga-prazeres que impediu a alta das bolsas.

Além das explicações sobre a operação BoFa-Merrill, Bernanke também procurou tranquilizar os parlamentares sobre a inflação, garantindo que a instituição poderá ajustar os programas de resgate financeiro e manter os preços sob controle. Mais objetivo pareceu o anúncio do Fed, também feito hoje, de extensão da linha de swap com 13 bancos centrais estrangeiros, entre eles o brasileiro. A notícia, somada à informação de que o BC japonês também vai estudar a ampliação da linha, ajuda a reforçar o sentimento de confiança nas economias dos países beneficiados - embora ao mesmo tempo possa ser entendida como um sinal de preocupação persistente em evitar uma recidiva do contágio da crise global.

Em certa medida, as declarações do Fed hoje parecem pouco expressivas para explicar um apetite tão forte dos investidores, que favoreceu as bolsas dos EUA e Brasil, treasuries, commodities e moedas como o euro e o real. Os indicadores divulgados nesta quinta também não foram tão consistentes. No Brasil, houve maior homogeneidade, com números positivos tanto do emprego do IBGE quanto do sentimento do consumidor da FGV. Nos EUA, porém, se de um lado o PIB do primeiro trimestre mostrou uma recessão menos profunda do que nas prévias anteriores (mas ainda assim bem profunda, de -5,5%), o número de pedidos de auxílio-desemprego, um dado mais recente, veio bem mais negativo do que se previa.

Houve ainda notícias corporativas bem recebidas pelo mercado, como o anúncio feito pela Bed Bath & Beyond de lucros trimestrais acima do esperado. O resultado puxou os papéis da companhia e de outras varejistas. Embora seja possível ponderar que a empresa não é nenhum titã, nenhuma Microsoft ou Intel, o fato foi que seus números encontraram hoje um mercado receptivo, disposto a ver as notícias pelo lado positivo. Ademais, se o noticiário desta quinta-feira pode não ter parecido suficiente para justificar tanto otimismo, o fato é que também os fatos de ontem não eram convincentes para explicar a baixa. No final das contas, os mercados deram mais uma demonstração da "boa" e velha volatilidade, tão apreciada pelos investidores mais arrojados. (Josué Leonel é colaborador da AE e comentarista da Rede Eldorado)

NY: BOLSA INTERROMPE SEQUÊNCIA DE BAIXA E FECHA EM FORTE ALTA

20:20 NY: BOLSA INTERROMPE SEQUÊNCIA DE BAIXA E FECHA EM FORTE ALTA

Nova York, 25 - O mercado de ações norte-americano interrompeu uma sequência de vários fechamentos negativos e subiram forte nesta quinta-feira, com os investidores comprando uma variedade de ações atingidas na recente liquidação, entre elas de
empresas ligadas a commodities e consumo. O movimento de alta se desenvolveu apesar do aumento muito acima do esperado no número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, segundo traders e analistas.

O mercado de ações parece mudar de ideia a cada dois dias com relação a quando a economia atingiu o fundo do poço, disse Uri Landesman, estrategista-chefe global da ING Investment Management. "Os investidores queriam ver o copo meio cheio (hoje). Eles estão pegando pedaços de notícias e interpretando-os positivamente. É um mercado esquizofrênico. Eu não estou certo se podemos dizer: os dias felizes estão aqui novamente", acrescentou.

O índice Dow Jones subiu 2,08% e fechou com 8.472,40 pontos. O Nasdaq avançou 2,08% e fechou com 1.829,54 pontos. O S&P-500 avançou 2,14% e fechou com 920,26 pontos.

As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)

NY: EURO RECUPERA PARTE DAS PERDAS ANTE DÓLAR COM APETITE POR RISCO

NY: EURO RECUPERA PARTE DAS PERDAS ANTE DÓLAR COM APETITE POR RISCO

Nova York, 25 - O euro recuperou parte das perdas registradas ontem ante o dólar beneficiado por uma volta do apetite por risco, mas se manteve dentro das faixas de variação apresentadas recentemente. As bolsas dos EUA e os contratos de petróleo avançaram, o que encorajou operadores a comprar moedas de maior risco e vender dólar.

Além disso, muitos analistas disseram que o rali do dólar ante o euro verificado ontem após a divulgação do resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve foi exagerado, já que não houve surpresas.

O euro subiu para US$ 1,3988, de US$ 1,3901 ontem, enquanto o dólar subiu para 95,86 ienes, de 95,68 ienes. As informações são da Dow Jones. (Danielle Chaves)

NY: FORTE DEMANDA NO LEILÃO DE NOTES DERRUBA JUROS DOS TREASURIES

18:56 NY: FORTE DEMANDA NO LEILÃO DE NOTES DERRUBA JUROS DOS TREASURIES

Nova York, 25 - O Departamento do Tesouro encerrou uma semana de emissões recordes com uma forte demanda no leilão de US$ 27 bilhões em notes de 7 anos, o que provocou uma acentuada alta dos preços dos Treasuries, com respectiva queda dos juros, no período da tarde, segundo traders e analistas.

"Uma coisa está bastante clara", observou Dan Greenhaus, estrategista da Miller Tabak & Co. "O Tesouro está tendo relativamente pouca, ou nenhuma, dificuldade para vender sua dívida." Os Treasuries com vencimento no meio da curva de juro lideraram os ganhos nesta quinta-feira.

A demanda dos investidores foi facilmente atendida esta semana com a emissão de US$ 104 bilhões em T-notes de 2 anos, 5 anos e de 7 anos. As ofertas indiretas, que incluem a demanda de bancos centrais estrangeiros, estiveram elevadas em cada leilão, e na operação de hoje alcançou 67%, quase o dobro da fatia usual.

O bem sucedido leilão ofuscou sem dificuldade a notícia de mais cedo, sobre a primeira tentativa do Federal Reserve de retirar parte do apoio ao mercado que foi lançado há mais de 18 meses no auge da crise financeira.

Os Treasuries mantiveram seus ganhos, enquanto o Fed anunciava reduções em dois de seus programas especiais de mais longa duração, a Linha de Empréstimo a Termo (TAF) e a Linha de Empréstimo a Termo de Ativos (TSLF). Para compensar isso, o Fed prorrogou para o próximo ano programas que ainda considera útil para afrouxar as condições de crédito, entre elas as linhas para os mercados de commercial papers e empréstimos de ativos para bancos dealers.

A Linha de Empréstimos a Termo de Ativos Lastreados em Ativos (Talf), desenhada para ajudar o fluxo de crédito as famílias e empresas, ainda está programada para terminar no final do ano. Ao mesmo tempo, o Fed prorrogou suas linha de swap cambial com bancos centrais estrangeiros até 1 de fevereiro de 2010.

Os Treasuries começaram a subir logo cedo em reação ao aumento acima do esperado de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, que alimentou as persistentes dúvidas com relação a perspectiva econômica. A compra de US$ 3,249 bilhões em Treasuries com vencimento entre 2026 e 2039 pelo Fed também ajudou a dar suporte à parte longa da curva.

Os ganhos desta manhã mais do que repararam as perdas de quarta-feira, que foram baseadas em um comunicado aparentemente desapontador - pelo menos para os que postavam na alta dos preços dos Treasuries - do Fed, pela ausência de indicações de possível aumento nos programas de compra de ativos hipotecários e Treasuries.

Finalmente, houve pouca reação no mercado de bônus aos comentários do presidente do Fed, Ben Bernanke, ao Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara, que o convocou para falar sobre o papel do banco central na aquisição do Merrill Lynch pelo Bank of America.

Em uma prolongada sessão de perguntas e respostas, Bernanke também teve a chance de reiterar sua convicção de que o banco central pode sair de seus programas de resgate enquanto mantém a inflação sob controle.

No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,316%, de 4,447% ontem; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,526%, de 3,697% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 1,113%, de 1,212% ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)

REDUÇÃO DO IPI LEVOU A RECORDE DE PRODUÇÃO DA WHIRPOOL EM MAIO

REDUÇÃO DO IPI LEVOU A RECORDE DE PRODUÇÃO DA WHIRPOOL EM MAIO

São Paulo, 25 - O diretor de Relações Institucionais da Whirpool, Armando Ennes do Valle Júnior, afirmou à Agência Estado que a produção da companhia, voltada para itens da linha branca, bateu recorde em maio, resultado que deve se repetir em junho. A empresa, dona das marcas Brastemp e Consul, teve alta de 20% nas encomendas em maio, chegando a 25% apenas nas máquinas de lavar roupa, puxada pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Maio foi o grande mês da nossa indústria. Junho aponta para a mesma direção de maio", disse.

Segundo ele, o aquecimento das vendas em junho acontece não apenas em razão do aumento do consumo, mas também pela expectativa do final da vigência da medida, no início da segunda quinzena de julho. "Existe uma tendência, entre as redes de varejo, em aumentar os estoques, com a isenção do IPI, aproveitando o preço mais baixo", destacou Valle Júnior.

O executivo acrescentou que a empresa tomou a decisão de manter os mesmo patamares de produção, independente da renovação da redução do IPI. "Vamos manter o pé no acelerador. Há outras medidas, como a retomada do crédito e queda dos juros, que justificam a manutenção da produção. Se não houver a prorrogação do IPI, poderemos reavaliar a produção, a partir de agosto", afirmou.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, confirmou que o crescimento das vendas, entre 20% e 25% na indústria, se mantém em junho. Ele ressaltou que a redução do IPI para automóveis, que já dura seis meses com chance de nova prorrogação, justificaria uma renovação por mais três meses também à linha branca. (Rodrigo Petry)

TENDÊNCIAS: PREÇO MÉDIO DO PETRÓLEO DEVE CHEGAR AOS US$ 60 NO ANO

TENDÊNCIAS: PREÇO MÉDIO DO PETRÓLEO DEVE CHEGAR AOS US$ 60 NO ANO

São Paulo, 25 - Os preços do petróleo vêm apresentado altas significativas desde fevereiro, movimento que ganhou impulso nos últimos dois meses: de maio até o dia 24 de junho, o valor médio do Brent sofreu valorização de 34,47% e o do WTI, de 39,59%. Essa trajetória pode ser associada à redução da incerteza em relação ao panorama da economia mundial, motivado pelas medidas de incentivo e socorro implementadas pelos governos dos países mais afetados pela crise e pela percepção de que o pior já teria sido ultrapassado. Como consequência, observou-se a redução da aversão ao risco e seus reflexos sobre o aumento da liquidez nos mercados e bolsas do mundo todo, além da redução da demanda por dólar, que desencadeou um processo de desvalorização da moeda norte-americana. A valorização no preço da commodity no mercado internacional se deu apesar dos claros sinais de enfraquecimento da demanda, diz o consultor Walter De Vitto, da equipe de Análise Setorial.

Agência Estado.

FONTES: DEMANDA NO IPO DA VISANET SUPERA OFERTA EM OITO VEZES

FONTES: DEMANDA NO IPO DA VISANET SUPERA OFERTA EM OITO VEZES

HSBC/ Sadia e Perdigão!

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PIB EUA

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MESMO SEM CHINA, AGNELLI DIZ QUE PREÇO DO MINÉRIO ESTÁ FIXADO

MESMO SEM CHINA, AGNELLI DIZ QUE PREÇO DO MINÉRIO ESTÁ FIXADO

Rio, 25 - Embora ainda não tenha fechado acordo de preço do minério de ferro com a China, o presidente da Vale, Roger Agnelli, enfatizou hoje que o benchmark para o preço da commodity deste ano já está fixado e prevê uma queda entre 28,2% e 44% para os contratos de fornecimento de longo prazo. Com isso, o executivo sinaliza que não pretende oferecer um tratamento diferenciado para a China.

"Esse é o preço que entendemos ser o benchmark. Se quiser continuar com contrato de longo prazo, o benchmark está formado no mundo inteiro", disse. A Vale já fechou nesse patamar com a gigante ArcelorMittal, sua maior cliente, e também com siderúrgicas no Japão e Coreia do Sul. Agnelli não se mostrou preocupado com a demora na conclusão das negociações deste ano. "O timing é deles. Eles são os clientes, nós temos que respeitar", disse. (Mönica Ciarelli)

AGNELLI NEGA INTERESSE DA VALE NA XSTRATA

AGNELLI NEGA INTERESSE DA VALE NA XSTRATA

Rio, 25 - O presidente da Vale, Roger Agnelli, negou rumores de que a companhia brasileira teria voltado a olhar com interesse a mineradora anglo-suíça Xstrata, que ano passado foi alvo de uma oferta pela Vale. "A Xstrata não está no nosso radar", disse hoje. Esta semana um jornal inglês publicou matéria afirmando que a Vale iria se juntar com a Chinalco para olhar com interesse para a Xstrata e a Anglo American. "Não tem nenhuma conversa, absolutamente nada, nenhum tipo de movimentação", afirmou.

Segundo ele, a Vale está envolvida em rumores desse tipo por ser hoje "uma empresa forte, com capacidade de fazer movimentos estratégicos no mundo da mineração." E completou "Todo mundo vai ficar especulando o tempo inteiro.
Mas, eu digo o seguinte. Estamos quietinhos, tocando nosso investimento. Temos uma carteira enorme de investimentos, então temos que ir com calma", disse. (Monica Ciarelli)

GABRIELLI: ESTÁ DESCARTADA PARCERIA COM VALE NO PRÉ-SAL NO MOMENTO

GABRIELLI: ESTÁ DESCARTADA PARCERIA COM VALE NO PRÉ-SAL NO MOMENTO

Rio, 25 - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, descartou há pouco qualquer possibilidade de a estatal abrir mão de parcela de sua participação nas concessões de áreas do pré-sal. "Não há essa possibilidade", disse em entrevista coletiva à imprensa, após o presidente da Vale, Roger Agnelli, anunciar sua pretensão de participar de investimentos nas áreas do pré-sal.

Gabrielli disse que a possibilidade de parceria "com a Vale ou com qualquer outra empresa" não tem como ser discutida porque ainda não há um marco regulatório do setor. "Nós só vamos pensar sobre isso depois da decisão sobre as novas regras do setor", destacou Gabrielli.

O executivo, entretanto, lembrou que no plano de Negócios da companhia até 2020, estão previstos investimentos de US$ 111 bilhões em áreas do pré-sal e não há nenhuma perspectiva de farm-out (processo de venda de fatia em uma concessão). (Kelly Lima e Mônica Ciarelli)

VALE TEM INTERESSE EM INVESTIR NO PRÉ-SAL, DIZ AGNELLI

VALE TEM INTERESSE EM INVESTIR NO PRÉ-SAL, DIZ AGNELLI

Rio, 25 - O presidente da Vale, Roger Agnelli, revelou hoje que a mineradora tem interesse em investir na exploração de bloco de petróleo no pré-sal. "Nós vamos querer estar nisso também", afirmou o executivo, que hoje assinou com a Petrobras um memorando de entendimento para exploração de três blocos de petróleo e gás no litoral do Espírito Santos.

Agnelli fez questão de enfatizar que a entrada da Vale depende do modelo de regulamentação que o governo prepara para investimentos nessa área. Mas, deixou claro que o interesse é fazer parcerias. "Se a Petrobras for, eu quero estar de bracinho dado, de mãos dadas com a Petrobras, estamos nessa", brincou. Agnelli lembrou que a Vale é uma grande consumidora de gás para suas pelotizadoras e também locomotivas. (Mônica Ciarelli)

EUA: TESOURO ANUNCIA MEDIDAS DE REFORMA REGULATÓRIA HOJE, DIZ FOX

EUA: TESOURO ANUNCIA MEDIDAS DE REFORMA REGULATÓRIA HOJE, DIZ FOX

Nova York, 25 - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, vai anunciar hoje medidas que o seu departamento pode adotar para começar a implementar partes do novo plano de reforma regulatório, por meio de processo administrativo, relatou a rede Fox Business, citando uma autoridade sênior do governo.

Embora o Congresso precise aprovar algumas partes do plano de reforma, explicou a autoridade, outras partes podem ser implementadas por meio de uma decisão padrão do departamento ou outros procedimentos. Os comentários de Geithner devem ser feitos durante reunião do Grupo de Trabalho do Presidente sobre Mercados Financeiros hoje. As
informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)

RÚSSIA:GAZPROM DEVERÁ CORTAR EM 30% PLANO DE INVESTIMENTO PARA 2009

RÚSSIA:GAZPROM DEVERÁ CORTAR EM 30% PLANO DE INVESTIMENTO PARA 2009

BOLSA FICA À DERIVA COM ESTRANGEIRO FOCADO EM OPERAÇÕES ESPECÍFICAS

12:06 BOLSA FICA À DERIVA COM ESTRANGEIRO FOCADO EM OPERAÇÕES ESPECÍFICAS

São Paulo, 25 - A revisão do dado do PIB do primeiro trimestre norte-americano para uma queda menos pronunciada do que a inicialmente divulgada poderia até ajudar em uma alta da Bovespa. Mas o aumento dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada nos EUA e a escassez de fluxo de entrada de estrangeiros para o mercado secundário de ações compõem fatores importantes para uma abertura em baixa da Bolsa. Já reduzidos pela temporada de verão no Hemisfério Norte, os recursos estrangeiros continuam concentrados em operações específicas como a oferta pública inicial da VisaNet, que prorrogou o prazo de reservas para as ações. E um dia após o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve decidir pela manutenção de suas políticas atuais nos EUA, o mercado não tem razão para trazer novos prêmios às sobrevalorizadas ações.

"O mercado segue muito parado, já que é período de verão no Hemisfério Norte. E os recursos estrangeiros estão direcionados para operações específicas, como a IPO da VisaNet e operações como o leilão de papéis do Bradesco ontem", disse uma fonte.

"Os estrangeiros só estão focados nessas operações, deixando a bolsa sem vigor", disse uma fonte de uma corretora paulista. Ontem, os estrangeiros mostraram-se ativos na ponta compradora do leilão de venda de 3.730.979 ações ON e de outras 25.294.621 dos papéis PN.

(Patricia Lara)

Análise conjuntura by RGM

Análise conjuntura by RGM

Algumas frases do FED de ontem:

1- "....o comitê continua a antecipar que as ações de política monetária para estabilizar os mercados.........., estímulos fiscal e monetário e forças do mercado contribuirão para uma gradual retomada do crescimento econômico sustentável em um contexto de estabilidade de preços".

2- " Os preços de energia e comodities vem subindo....no entanto, uma substancial folga de recursos vai esfriar as pressões de custo e o comitê acredita que a inflação irá permanecer contida por algum tempo..."

3- " ...antecipar que as condições econômicas provavelmente vão garantir níveis excepcionalmente baixos da taxa dos Fed funds por um período prolongado..."

4- " O comite continuará a avaliar o momento e os volumes gerais de compras de ativos à luz da evolução da perspectiva econômica e das condições nos mercados econômicos..."

Efeito:

O mercado não gostou da não ampliação dos programas de liquidez do FED, os juros aumentaram, o dólar valorizou-se, as comodities cairam e as bolsa seguiu o efeito manada.......

Vou tentar ser mais conciso destas vez.............

Os mercados continuarão ariscos e os fluxos inconsistentes....não haverá aumento de aversão ao risco, vejam que o VIX após cair das máximas continua a rondar o patamar de 25/30......não há medo explícito no mercado...há somente precaução.........

O discurso do momento: Aumento dos juros por conta de aumento de inflação deixam o mercado nervoso...

O fato é que, perto ou próximo do final de períodos recessivos, os melhores indicadores de tempo real da atividade econômica são os pedidos de auxílio desemprego.....e este indicador, ainda nebuloso, começa a cair significativamente......

O ISM industrial subiu novamente pelo quinto mês consecutivo e até mesmo os indicadores de imóveis estão melhorando....

Pelo discurso de ontem eu acho que:

a) Cair mais os juros, para auxiliar o processo de recuperação, não cairão.....
b) Subir os juros em função de expectativas de inflação, também não....
c) Menor preocupação do a deflação, sim haverá....
d) Maior preocupação com a inflação, não, não haverá....

Muita gente acredita que os juros permanecerão baixos até 2011, onde o crescimento americano deverá ser forte, permitindo o FED aumentar os juros. Acreditam também que mesmo nessa época haverá um novo padrão para os Fed Funds....ao redor de 2 a 2,50%, ao invés dos 4 a 5% dos últimos ciclos....

A melhor coisa em relação a todo este debate é que HÁ recuperação a caminho....o fundo foi deixado para trás e a economia volta a crescer novamente............

O timing para entradas mais agressivas acho que será em Julho, se for o caso, pois teremos no início deste mês o payroll e o início dos resultados corporativos........

Se o resultados superarem novamente as expectativas, como o ocorrido no primeiro trimestre, estará provado que a recuperação dos mercados de ações antecipou uma tendência de recuperação nos lucros e o ajuste dos PL´s futuros ocorreu.....

De toda a forma.......existem muito menos opções hoje de alocação de recursos no mundo....a liquidez é abundante e assim continuará a ser...e as opções são esparsas.....a Rússia parece fora do game, os países do leste europeu passam por momentos de desconfiança creditória....vai sobrar pra quem?

Para quem tem mercado interno forte...para quem passou o período de crises sem tarumas significativos e para quem ajustou as suas políticas internas e crescerá, apesar da paradeira geral...

Na China os "expertsss" que previam contração forte do PIB já preveêm crescimento de 8% em 2009 e de 9,60% para 2010......efeito: sustentabilidade nas comodities...

Neste universo seletivo de alocação de capital nós também teremos o nosso banquinho garantido.....e acho que quem quiser sentar deve começar a procurá-lo.

Até mais....

EIU: NÚMERO DE DEFAULTS PODEM AUMENTAR COM A FALTA DE CRÉDITO

EIU: NÚMERO DE DEFAULTS PODEM AUMENTAR COM A FALTA DE CRÉDITO

A redução do fluxo de capital está ameaçando a estabilidade macroeconômica nos países em desenvolvimento. A crise econômica e financeira global escasseou o crédito e fez com que os investidores se retirassem dos ativos mais seguros, tornando mais difícil para os mercados emergentes cumprir com o serviço da dívida em moeda estrangeira ou financiar os déficits em conta corrente. Consequentemente, a Economist Intelligence Unit espera que o financiamento externo permanecerá difícil para muitos países, no mínimo, pelos próximos dois anos. A recuperação do crescimento da OCDE necessária para aliviar as pressões nos mercados emergentes dependentes de exportações levará tempo para se materializar, e de qualquer forma é improvável que essa recuperação seja robusta. Enquanto isso, vai aumentar o número de países que decretarão default em sua dívida soberana ou que precisarão da ajuda do FMI.

No Global Development Finance 2009 publicado em 22 de junho, o Banco Mundial mencionou o dramático impacto negativo da desaceleração global no acesso dos mercados emergentes ao crédito do setor privado e investimentos. De acordo com estimativas do Banco, a entrada de capital privado líquido para as economias emergentes totalizou US$ 707 bilhões em 2008, uma queda de 39% em relação aos US$ 1,16 trilhão em 2007. A oferta de capital será até menor este ano; na previsão do Banco a entrada de capital cairá para US$ 363 bilhões.

As projeções da Economist Intelligence Unit salientam a extensão dos problemas que o mundo em desenvolvimento está enfrentando, em particular a falta de acesso ao capital estrangeiro. Projetamos que no agregado as economias que estão fora da OCDE precisarão levantar US$ 134 bilhões em financiamento externo em 2009, embora me 2008 elas tenham sido credoras líquidas de US$ 477 bilhões.

Entretanto, essa riqueza nos dados reflete, de maneira ampla, o tamanho do superávit em conta corrente da China e dos países do Oriente Médio ricos em petróleo. Excluindo a China, os países que estão fora da OCDE enfrentaram uma falta de financiamento externo de US$ 458 bilhões em 2009, embora em cada um dos cincos anos anteriores a combinação de fluxo de capital e conta corrente na verdade excedeu a necessidade de financiamento externo (permitindo que as reservas estrangeiras crescessem).

A situação será particularmente desafiadora por duas razões. A primeira é que a desaceleração econômica está atingindo o comércio mundial - esperamos uma contração de 8,2% este ano. Isso Enfraqueceu o equilíbrio em conta corrente em muitos países em desenvolvimento. No agregado, esperamos que os países que não fazem parte da OCDE irão registrar um superávit em conta corrente de 1,6% do PIB, queda em relação aos 5,1% registrados ano passado. Como as exportações não geram mais moeda forte como antes, parte do mercado emergente terá de financiar um déficit grande em conta corrente, ou pelo menos pequenos superávits - embora o enfraquecimento nas importações possa amortecer isso em muitos casos.

Como o Banco Mundial observou países com uma combinação de amplos déficits em conta corrente, reservas estrangeiras pequenas e dívida estrangeira em níveis elevados estão particularmente vulneráveis em relação à crise do equilíbrio no balanço de pagamentos. Isso já é um problema em várias economias do Leste Europeu, com os tomadores de empréstimo que fizeram dívida em moeda estrangeira com os bancos da Europa Ocidental tendo de se esforçar para cumprir com seus compromissos, à medida que as condições macroeconômicas pioraram.

A segunda razão é que o peso do financiamento externo aumentou ao mesmo tempo em que o acesso ao capital estrangeiro foi nitidamente cortado. Os bancos estrangeiros reduziram ou cortaram o crédito para os arriscados mercados emergentes, embora as turbulências nos mercados de globais de ações e dívida tenham amortecido a demanda por ações ou emissão de títulos. Embora a emissão de títulos tenha registrado um pico no início de 2009, de acordo com o Banco Mundial, e o rali recente nos mercados de ações tenha sido mais pronunciado nos mercados emergentes, o ambiente continua difícil. Entretanto, os países com grande necessidade de capital estrangeiro são provavelmente aqueles com menor capacidade para atraí-lo.

O investimento estrangeiro direto (FDI) até agora se manteve melhor do que outras fontes de recursos fluxo de capital privado para os mercados emergentes. De acordo com estimativas do Banco Mundial, fluxo líquido de FDI cresceu 12% para US$583 bilhões em 2008. Isso por que o FDI é mais focado no longo prazo, e porque as decisões de FDI têm um período de gestação muito mais longo. A ocorrência de risco em FDI de coisas como fábricas também é difícil de desenvolver. Pela mesma razão, a aversão ao risco provavelmente será mais difícil de superar até bem depois do final da recessão global. Os investidores estrangeiros diretos provavelmente serão mais cautelosos em manter capital em ativos sem liquidez durante longos períodos de tempo.

As implicações potenciais do declínio no fluxo de capital para os mercados emergentes são numerosas. O risco de defaults de dívida comercial ou soberana em moeda estrangeira aumentou para muitos países. Em março, por exemplo, rebaixamos o rating soberano para a Ucrânia de B para CCC. A crise atingiu a Letônia que foi rebaixada duas vezes nos últimos oito meses.

Até o momento, muitas economias do mercado emergente permanecem relativamente em boa forma - como China e Índia. Esses países têm melhores perspectivas de médio e curto prazo do que alguns do mndo desenvolvido. Embora a parte afetada dos mercados emergentes se esforçará para atrair capital estrangeiro, o grande problema é que os investidores da OCDE não têm dinheiro. Muitas das corporações dos países desenvolvidos têm seus próprios problemas para lidar, e isso está restringindo sua capacidade de fazer investimentos no exterior.

Empresas que anteriormente podiam pensar em se expandir por meio de FDI, por exemplo, estão agora simplesmente tentando sobreviver. Entretanto, está ficando mais difícil obter financiamento para grandes investimentos; em alguns casos recebedores de apoio financeiro do governo enfrentarão pressões políticas para fazer investimentos o dinheiro do contribuinte em casa ao invés de fazer isso no exterior.

Um fato que potencialmente pode amortecer essas causas é que o poder do enfraquecimento dos preços e a redução no crescimento econômico na OCDE nos próximos anos criarão incentivos para as empresas mudar sua produção para localidades com custo mais baixo. Isso pode expandir o FDI no mundo em desenvolvimento. Ironicamente, isso pode significar que parte das causas que agora estão restringindo o fluxo de capital privado para os mercados emergentes pode indiretamente trazer o investimento de volta. (TRADUZIDO POR PATRÍCIA BRAGA)

Fonte: Economist Intelligence Unit

CREDIT SUISSE: RECUPERAÇÃO GLOBAL TAMBÉM PODERÁ SER SINCRONIZADA

CREDIT SUISSE: RECUPERAÇÃO GLOBAL TAMBÉM PODERÁ SER SINCRONIZADA

A divulgação recente de uma série de dados que mostraram um recuo na desaceleração da atividade econômica global gerou otimismo entre os participantes do mercado. Prova disso e que várias revisões nas perspectivas futuras globais começaram a ser delineadas. Em análise distribuída recentemente economistas do Credit Suisse reconhecem a melhoria nas condições econômicas, e apostam agora que o crescimento do próximo ano voltará a ficar em linha com a tendência observada nas muitas décadas. Apesar do otimismo, o banco avalia que ainda é muito difícil prever como a perda da
produção potencial será ajustada, ou mais precisamente o PIB que o mundo "deixou para trás" durante os trimestres recentes de "grande recessão".

Há cerca de seis meses o sentimento e possivelmente a realidade em torno da ideia de que a produção poderia ficar tão fora do normal era por si mesma digna de nota. Por isso, o Credit Suisse diz esperar alguma mudança nesse espírito, baseada amplamente na intensidade das respostas políticas, e com os participantes do mercado financeiro percebendo cada vez mais os possíveis e contínuos sinais de saída da recessão com as novas e gratificantes notícias.

Com a recessão chegando ao final, existe uma grande probabilidade de as respostas políticas começarem a diminuir. Nesse caso, a tendência é que os mercados comecem a se preocupar com as consequências desse movimento. Apesar disso, mesmo que ocorra algum evento ou uma série deles, o Credit Suisse acredita que, por exemplo, os principais bancos centrais não deverão aumentar a taxa de juros até o próximo ano. Enquanto isso, claro que as atitudes e comentários dos BCs serão monitorados de perto por eles mesmos em busca de sinais que indiquem alguma mudança no cenário do
mercado.

O cenário de médio prazo do Credit Suisse para a economia dos EUA e Reino Unido aponta um retorno relativamente cedo para crescimento da economia. O mesmo pode ser verdade para o Japão, mas o banco reconhece que está mais preocupado com a sustentabilidade naquele país. Para a zona do euro o retorno ao crescimento ocorrerá mais tarde, embora no caso da Alemanha esse retorno possa ser relativamente mais forte. A China vem sendo a menos afetada pela recessão e o restante da Ásia - fora Japão - deve se beneficiar da recuperação no comércio global. Nessa base, o risco
possível para a previsão é que a recuperação pode ser quase tão sincronizada quanto foi a recessão. "A recessão foi mais severa porque foi sincronizada e a recuperação pode ser mais forte se o mesmo processo ocorrer na direção oposta", avalia o Credidt Suisse. (PATRÍCIA BRAGA)

BOVESPA: SAÍDA DE K EXTERNO EM JUNHO SOMA R$ 2,127 BI ATÉ O DIA 22

07:31 BOVESPA: SAÍDA DE K EXTERNO EM JUNHO SOMA R$ 2,127 BI ATÉ O DIA 22

São Paulo, 25 - A Bovespa volta a registrar forte saída de capital externo, com a retirada de R$ 687,967 milhões em no dia 22. Nesse dia, o Ibovespa recuou 3,66%, aos 49.494,80 pontos - maior queda porcentual desde 2 de março.

Com isso, no acumulado de junho o saldo negativo sobe para R$ 2,127 bilhões, resultado de compras de R$ 27,238 bilhões e vendas de R$ 29,365 bilhões. Em 2009, o volume de entradas sobe para R$ 9,073 bilhões. (Fabiana Holtz)