AE-PROJEÇÕES: CRISE SERÁ OBSTÁCULO À ALTERAÇÃO DE META PARA 2011
São Paulo, 26 - A crise mundial e seus efeitos sobre a economia brasileira deverão se apresentar como os principais obstáculos à alteração da meta de inflação para 2011, segundo analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções. Na terça-feira, dia 30, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá para ratificar a meta para 2010 e estabelecer a taxa central para 2011. No campo teórico, até surgiram discussões defendendo que já está na hora de, pelo menos, começar a se pensar na possibilidade de redução do centro da meta para a inflação para 2011 para 4,00% ou 3,50%.
Mas, quando convidados a dar suas opiniões do ponto de vista da prática, o grosso dos analistas prefere acreditar que o CMN não mexerá na taxa, o que significa dizer que ela será mantida nos 4,50% pelo sexto ano consecutivo.
O ex-presidente do Banco Central e atual sócio da Gávea Investimentos, Armínio Fraga, foi um dos que defenderam a oportunidade de o CMN já começar a pensar em reduzir a meta para 2011. Ele fez esta defesa no XI Seminário Anual de Metas de Inflação para Metas de Inflação organizado no Rio em maio. Vale ressaltar que o ex-BC fez esta defesa, mas destacou que isso teria que ser feito de forma gradual. O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse à época que concordava com a relevância do tema e que em algum momento deveria ser colocado para debate, mas não naquele momento.
A economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Zara, nem é tão radical. Para ela, seria até possível que o CMN mexesse na meta. Mas se isso ocorresse, de acordo com ela, seria uma alteração muito marginal já que a economia ainda se encontra no meio da crise. "Não acredito que o CMN vá mexer na meta porque quando se está no meio de uma crise fica difícil fazer análises para os médio e longo prazos", considera a economista.
"Ficaria muito surpreso se reduzissem a meta", diz o economista-chefe da BRZ Investimentos, Alexandre de Ázara. Para ele, a alteração do centro da meta depende muito da estatura da taxa da inflação para o médio prazo. "E isso não mudou", atesta o economista, que trabalha com uma taxa de inflação de 4,30% para o ano que vem, mesma taxa registrada pela mediana das expectativas dos analistas do mercado na pesquisa Focus da última segunda-feira.
Para a economista-chefe do Banif Banco de Investimentos, Lilian Fujiy, o CMN até poderia alterar o valor do centro da meta de inflação para 2011 porque a estrutura macroeconômica brasileira acomodaria a medida e pelo fato de a meta estar em 4,50% há muito tempo. "Mas estou um pouco cética de que eles vão mudar a meta", reforça a economista. (Francisco Carlos de Assis e Flavio Leonel)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
BC: REUNIÃO DO CMN É ADIADA PARA TERÇA-FEIRA, ÀS 15 HS
BC: REUNIÃO DO CMN É ADIADA PARA TERÇA-FEIRA, ÀS 15 HS
FAZENDA:ANÚNCIO DE MEDIDAS DE ESTÍMULO À ECONOMIA SERÁ 2ªF,ÀS 11H30
FAZENDA:ANÚNCIO DE MEDIDAS DE ESTÍMULO À ECONOMIA SERÁ 2ªF,ÀS 11H30
Brasília, 26 - O Ministério da Fazenda informou há pouco que as medidas de estímulo à economia serão anunciadas na segunda-feira, às 11h30, no Palácio do Itamaraty, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Entre as medidas, estarão incentivos para o setor de bens de capital e a possível prorrogação da redução do IPI para alguns setores, como automóveis e construção civil. (Renata Veríssimo)
Brasília, 26 - O Ministério da Fazenda informou há pouco que as medidas de estímulo à economia serão anunciadas na segunda-feira, às 11h30, no Palácio do Itamaraty, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Entre as medidas, estarão incentivos para o setor de bens de capital e a possível prorrogação da redução do IPI para alguns setores, como automóveis e construção civil. (Renata Veríssimo)
NY: JUROS DOS TREASURIES CAEM APÓS NOVO AUMENTO NA TAXA DE POUPANÇA
NY: JUROS DOS TREASURIES CAEM APÓS NOVO AUMENTO NA TAXA DE POUPANÇA
Nova York, 26 - Os preços dos Treasuries subiram modestamente, com respectiva queda dos juros, ajudados pelas notícias de que os americanos estão aumentando sua taxa de poupança, segundo traders e analistas.
O movimento de alta dos Treasuries ocorreu em um dia de moderada pressão de baixa no mercado de ações, o que ajudou a dar um viés positivo ao mercado de bônus como um refúgio de segurança.
O mercado de bônus ficou satisfeito com os indicadores econômicos divulgados mais cedo, porque sugeriam uma fraqueza econômica. De fato, os dados de renda e gastos pessoais mostraram pouco sinal de melhoria no consumo, que continua a limitar tanto o crescimento e a inflação nos EUA. Os gastos pessoais cresceram apenas 0,3% no mês em maio, depois de um resultado estável no mês anterior.
A poupança pessoal como porcentual da renda pessoal disponível foi de 6,9% em maio, a maior desde dezembro de 1993. O nível de poupança pessoal em maio foi de US$ 768,8 bilhões, a maior desde que os registros começaram, em janeiro de 1959.
Os esforços de estímulo do governo ajudaram a expandir em 1,6% a renda pessoal disponível, ou renda após impostos. Mas ainda não existem sinais de que os americanos estão usando esse dinheiro para fazer compras. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), a medida favorita de inflação do Fed, subiu apenas 0,1% na variação mensal e anual. O núcleo do índice PCE, que exclui os preços de energia e alimentos, também subiu apenas 0,1% no mês.
"O acúmulo de perdas de empregos geraram perda de salário que, combinado com a desalavancagem das famílias, está esfriando os gastos", disse Steve Wood, da Insight Economics. "Contudo, as recentes mudanças na política estão começando a dar impulso à renda pessoal", observou.
Os ganhos de hoje coroaram uma forte semana para os Treasuries, onde a moral subiu bastante após três leilões bem sucedidos de vendas de notes. Os compradores absorveram um volume recorde de US$ 104 bilhões na semana em notes de 2 anos, 5 anos e de 7 anos, dissipando as preocupações de que as imensas necessidades de financiamento da administração do presidente Barack Obama teriam esticado demais o apetite do investidor pelos ativos governamentais.
No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,326%, de 4,316% ontem; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,511%, de 3,526% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 1,105%, de 1,113% ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
Nova York, 26 - Os preços dos Treasuries subiram modestamente, com respectiva queda dos juros, ajudados pelas notícias de que os americanos estão aumentando sua taxa de poupança, segundo traders e analistas.
O movimento de alta dos Treasuries ocorreu em um dia de moderada pressão de baixa no mercado de ações, o que ajudou a dar um viés positivo ao mercado de bônus como um refúgio de segurança.
O mercado de bônus ficou satisfeito com os indicadores econômicos divulgados mais cedo, porque sugeriam uma fraqueza econômica. De fato, os dados de renda e gastos pessoais mostraram pouco sinal de melhoria no consumo, que continua a limitar tanto o crescimento e a inflação nos EUA. Os gastos pessoais cresceram apenas 0,3% no mês em maio, depois de um resultado estável no mês anterior.
A poupança pessoal como porcentual da renda pessoal disponível foi de 6,9% em maio, a maior desde dezembro de 1993. O nível de poupança pessoal em maio foi de US$ 768,8 bilhões, a maior desde que os registros começaram, em janeiro de 1959.
Os esforços de estímulo do governo ajudaram a expandir em 1,6% a renda pessoal disponível, ou renda após impostos. Mas ainda não existem sinais de que os americanos estão usando esse dinheiro para fazer compras. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), a medida favorita de inflação do Fed, subiu apenas 0,1% na variação mensal e anual. O núcleo do índice PCE, que exclui os preços de energia e alimentos, também subiu apenas 0,1% no mês.
"O acúmulo de perdas de empregos geraram perda de salário que, combinado com a desalavancagem das famílias, está esfriando os gastos", disse Steve Wood, da Insight Economics. "Contudo, as recentes mudanças na política estão começando a dar impulso à renda pessoal", observou.
Os ganhos de hoje coroaram uma forte semana para os Treasuries, onde a moral subiu bastante após três leilões bem sucedidos de vendas de notes. Os compradores absorveram um volume recorde de US$ 104 bilhões na semana em notes de 2 anos, 5 anos e de 7 anos, dissipando as preocupações de que as imensas necessidades de financiamento da administração do presidente Barack Obama teriam esticado demais o apetite do investidor pelos ativos governamentais.
No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,326%, de 4,316% ontem; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,511%, de 3,526% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 1,105%, de 1,113% ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
AE-PROJEÇÕES: REUNIÃO DO CMN É PRINCIPAL EVENTO DA AGENDA DA SEMANA
AE-PROJEÇÕES: REUNIÃO DO CMN É PRINCIPAL EVENTO DA AGENDA DA SEMANA
São Paulo, 26 - A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcada para a próxima segunda-feira, dia 29, é o principal evento da agenda econômica doméstica da semana que vem. Teoricamente, o CMN se reúne nos finais de junho para ratificar a meta de inflação para o ano seguinte e estabelecer a taxa central de dois anos à frente. Para este ano, no entanto, os analistas do mercado acham pouco provável que o Conselho vá alterar a meta para 2011, atualmente em 4,50% com dois pontos porcentuais para cima e dois para baixo, o que manterá a meta inalterada pelo sexto mês consecutivo. A justificativa dos profissionais para a descrença em relação a uma possível redução da meta é a expectativa de que a economia retomará a trajetória do crescimento a partir do segundo semestre de 2009, bem como as indicações de que a taxa básica de juros continuará a cair.
De certa forma, ao divulgar hoje o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) referente ao segundo trimestre, o Banco Central reforçou para alguns analistas a percepção de que nada de diferente será feito em relação às metas de inflação. O BC reduziu a sua expectativa de crescimento do PIB, mas para uma taxa muito mais otimista do que espera a média do mercado financeiro. A previsão do BC para o crescimento do PIB para este ano foi reduzida de 1,20% para 0,80%. Além disso, a expectativa do BC para a inflação em 2010, pelo cenário de mercado, foi reduzida em apenas 0,20 ponto porcentual, de 4,40% para 4,20%, taxa que não se distancia muito do centro da meta e 4,50% e que ainda está sujeita aos efeitos defasados dos cortes de juros acumulados do começo do ano até agora. Pelo cenário de referência do Banco Central, a expectativa para o IPCA no ano que vem caiu de 4,00% para 3,90%. Esse cenário é aquele que é traçado levando em conta a estabilidade das taxas de juros e câmbio, o que nem sempre ocorre.
Também na segunda-feira, o BC irá divulgar o Relatório de Mercado, a chamada Pesquisa Focus, com as medianas das expectativas dos analistas do mercado para os principais indicadores da economia brasileira. No documento anterior, divulgado na segunda-feira passada, 22, a previsão mediana do mercado para o IPCA de 2009 caiu para 8,75%, de uma previsão anterior de 9,00%. Para o IPCA a expectativa foi elevada de 4,39% para 4,40 enquanto que, para 2010, ficou estável em 4,30%. Ainda no mesmo dia, serão conhecidos mais dois indicadores: o IGP-M de junho e o resultado fiscal do setor público consolidado de maio. O primeiro fechou em maio mostrando uma deflação de 0,07% e o segundo , um superávit de R$ 12,494 bilhões.
(Francisco Carlos de Assis e Flavio Leonel)
São Paulo, 26 - A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcada para a próxima segunda-feira, dia 29, é o principal evento da agenda econômica doméstica da semana que vem. Teoricamente, o CMN se reúne nos finais de junho para ratificar a meta de inflação para o ano seguinte e estabelecer a taxa central de dois anos à frente. Para este ano, no entanto, os analistas do mercado acham pouco provável que o Conselho vá alterar a meta para 2011, atualmente em 4,50% com dois pontos porcentuais para cima e dois para baixo, o que manterá a meta inalterada pelo sexto mês consecutivo. A justificativa dos profissionais para a descrença em relação a uma possível redução da meta é a expectativa de que a economia retomará a trajetória do crescimento a partir do segundo semestre de 2009, bem como as indicações de que a taxa básica de juros continuará a cair.
De certa forma, ao divulgar hoje o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) referente ao segundo trimestre, o Banco Central reforçou para alguns analistas a percepção de que nada de diferente será feito em relação às metas de inflação. O BC reduziu a sua expectativa de crescimento do PIB, mas para uma taxa muito mais otimista do que espera a média do mercado financeiro. A previsão do BC para o crescimento do PIB para este ano foi reduzida de 1,20% para 0,80%. Além disso, a expectativa do BC para a inflação em 2010, pelo cenário de mercado, foi reduzida em apenas 0,20 ponto porcentual, de 4,40% para 4,20%, taxa que não se distancia muito do centro da meta e 4,50% e que ainda está sujeita aos efeitos defasados dos cortes de juros acumulados do começo do ano até agora. Pelo cenário de referência do Banco Central, a expectativa para o IPCA no ano que vem caiu de 4,00% para 3,90%. Esse cenário é aquele que é traçado levando em conta a estabilidade das taxas de juros e câmbio, o que nem sempre ocorre.
Também na segunda-feira, o BC irá divulgar o Relatório de Mercado, a chamada Pesquisa Focus, com as medianas das expectativas dos analistas do mercado para os principais indicadores da economia brasileira. No documento anterior, divulgado na segunda-feira passada, 22, a previsão mediana do mercado para o IPCA de 2009 caiu para 8,75%, de uma previsão anterior de 9,00%. Para o IPCA a expectativa foi elevada de 4,39% para 4,40 enquanto que, para 2010, ficou estável em 4,30%. Ainda no mesmo dia, serão conhecidos mais dois indicadores: o IGP-M de junho e o resultado fiscal do setor público consolidado de maio. O primeiro fechou em maio mostrando uma deflação de 0,07% e o segundo , um superávit de R$ 12,494 bilhões.
(Francisco Carlos de Assis e Flavio Leonel)
CENÁRIO É ALTAMENTE FAVORÁVEL À REDUÇÃO DA META, DIZ PADOVANI
CENÁRIO É ALTAMENTE FAVORÁVEL À REDUÇÃO DA META, DIZ PADOVANI
Josué Leonel, jornalista
São Paulo, 26 - O economista-chefe do banco WestLB no Brasil, Roberto Padovani, considera viável a possibilidade de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduza a meta de inflação para 2011 na reunião desta terça-feira. Embora reconheça que este não seja um ponto pacífico dentro do governo, Padovani observa que o cenário atual é altamente favorável para que o País passe a contar com uma meta um pouco menor que a atual, de 4,5%. Para ele, o objetivo a ser perseguido pelo Banco Central poderia cair para 4,25% ou até mesmo 4%.
Roberto Padovani considera que uma redução da meta no momento atual teria um impacto altamente positivo sobre a percepção dos investidores, especialmente os estrangeiros, em relação à economia brasileira. "O impacto para o investidor será excelente, pois, neste ambiente de crise, o melhor que se pode fazer é reforçar o ambiente de estabilidade e a reputação da política econômica", argumentou o economista.
Para Padovani, uma redução da meta hoje seria justificada tanto do ponto de vista estritamente técnico e econômico quanto do ponto de vista político. Do ponto de vista econômico, ele observa que poucas vezes o Brasil contou com um quadro tão positivo para a inflação, com o IPCA sendo projetado abaixo da meta tanto para 2009 quanto para 2010. Assim, seriam praticamente absolutas as chances de o mercado considerar crível a eventual adoção de um objetivo menor.
Quanto aos aspectos políticos envolvidos na questão da meta, Padovani destaca dois, ambos positivos. Um é o próprio fato de que, com a inflação já abaixo da meta, é possível aos técnicos do governo que eventualmente sejam favoráveis à redução da meta argumentar que um número menor, de 4% ou 4,25%, não exigirá qualquer aperto adicional da política monetária. "Não há qualquer necessidade de desinflacionar a economia, pois a inflação já está bastante baixa", enfatizou o economista. Assim, acredita, estaria enfraquecido o argumento politicamente sensível de que uma meta menor exigiria uma política monetária mais apertada e diminuiria o impulso de crescimento do PIB.
Outro aspecto político que favoreceria uma diminuição da meta, afirma o economista do WestLB, é a popularidade do governo, que se vê às vésperas das eleições gerais de 2010. Ao contrário do senso comum de que uma política mais permissiva seria positiva para os governos do ponto de vista político-eleitoral, Padovani considera que a inflação baixa no Brasil, especialmente nas duas últimas décadas, tem sido sempre uma variável positiva em termos de dividendos eleitorais. "O cálculo político hoje no Brasil deve considerar a responsabilidade econômica", destacou. O economista lembra ainda que a inflação mais baixa tem um impacto positivo na renda real do trabalhador, já no plano imediato. Também os investimentos e o próprio crescimento econômico acabariam se tornando mais sustentáveis diante do aumento da previsibilidade econômica.
Outro ponto lembrado por Roberto Padovani é o impacto de uma meta de inflação menor sobre a própria expectativa inflacionária. "Há estudos que mostram que uma meta, desde que seja crível, funciona como âncora das expectativas", comentou. Ou seja, o próprio fato de a meta ser reduzida (em um cenário percebido como favorável a esta medida) contribuiria para melhorar as expectativas inflacionárias futuras. Com isto, seria criado um "círculo virtuoso", na visão de Padovani. A própria definição de uma meta menor ajudaria a reduzir a inflação futura, permitindo ao País ter juros mais baixos, e não mais altos. (Josué Leonel é colaborador da AE e comentarista da Rede Eldorado)
Josué Leonel, jornalista
São Paulo, 26 - O economista-chefe do banco WestLB no Brasil, Roberto Padovani, considera viável a possibilidade de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduza a meta de inflação para 2011 na reunião desta terça-feira. Embora reconheça que este não seja um ponto pacífico dentro do governo, Padovani observa que o cenário atual é altamente favorável para que o País passe a contar com uma meta um pouco menor que a atual, de 4,5%. Para ele, o objetivo a ser perseguido pelo Banco Central poderia cair para 4,25% ou até mesmo 4%.
Roberto Padovani considera que uma redução da meta no momento atual teria um impacto altamente positivo sobre a percepção dos investidores, especialmente os estrangeiros, em relação à economia brasileira. "O impacto para o investidor será excelente, pois, neste ambiente de crise, o melhor que se pode fazer é reforçar o ambiente de estabilidade e a reputação da política econômica", argumentou o economista.
Para Padovani, uma redução da meta hoje seria justificada tanto do ponto de vista estritamente técnico e econômico quanto do ponto de vista político. Do ponto de vista econômico, ele observa que poucas vezes o Brasil contou com um quadro tão positivo para a inflação, com o IPCA sendo projetado abaixo da meta tanto para 2009 quanto para 2010. Assim, seriam praticamente absolutas as chances de o mercado considerar crível a eventual adoção de um objetivo menor.
Quanto aos aspectos políticos envolvidos na questão da meta, Padovani destaca dois, ambos positivos. Um é o próprio fato de que, com a inflação já abaixo da meta, é possível aos técnicos do governo que eventualmente sejam favoráveis à redução da meta argumentar que um número menor, de 4% ou 4,25%, não exigirá qualquer aperto adicional da política monetária. "Não há qualquer necessidade de desinflacionar a economia, pois a inflação já está bastante baixa", enfatizou o economista. Assim, acredita, estaria enfraquecido o argumento politicamente sensível de que uma meta menor exigiria uma política monetária mais apertada e diminuiria o impulso de crescimento do PIB.
Outro aspecto político que favoreceria uma diminuição da meta, afirma o economista do WestLB, é a popularidade do governo, que se vê às vésperas das eleições gerais de 2010. Ao contrário do senso comum de que uma política mais permissiva seria positiva para os governos do ponto de vista político-eleitoral, Padovani considera que a inflação baixa no Brasil, especialmente nas duas últimas décadas, tem sido sempre uma variável positiva em termos de dividendos eleitorais. "O cálculo político hoje no Brasil deve considerar a responsabilidade econômica", destacou. O economista lembra ainda que a inflação mais baixa tem um impacto positivo na renda real do trabalhador, já no plano imediato. Também os investimentos e o próprio crescimento econômico acabariam se tornando mais sustentáveis diante do aumento da previsibilidade econômica.
Outro ponto lembrado por Roberto Padovani é o impacto de uma meta de inflação menor sobre a própria expectativa inflacionária. "Há estudos que mostram que uma meta, desde que seja crível, funciona como âncora das expectativas", comentou. Ou seja, o próprio fato de a meta ser reduzida (em um cenário percebido como favorável a esta medida) contribuiria para melhorar as expectativas inflacionárias futuras. Com isto, seria criado um "círculo virtuoso", na visão de Padovani. A própria definição de uma meta menor ajudaria a reduzir a inflação futura, permitindo ao País ter juros mais baixos, e não mais altos. (Josué Leonel é colaborador da AE e comentarista da Rede Eldorado)
AE-PROJEÇÕES: IGP-M DE JUNHO DEVE REGISTRAR TAXA DE -0,10% A 0,12%
AE-PROJEÇÕES: IGP-M DE JUNHO DEVE REGISTRAR TAXA DE -0,10% A 0,12%
São Paulo, 26 - A taxa do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho deverá ser de -0,10% a 0,12%, segundo levantamento realizado nesta sexta-feira pelo AE Projeções com 20 instituições do mercado financeiro. A Fundação Getúlio
Vargas (FGV) anunciará o resultado efetivo do indicador na próxima segunda-feira, dia 29, às 8 horas. Com base na análise descritiva do intervalo coletado, a mediana calculada é uma taxa negativa de 0,02%.
Dos cinco meses de 2009 que já contaram com medição de inflação da FGV por meio do IGP-M, quatro deles apresentaram deflação, com destaque para março, que teve resultado negativo de 0,74%, o número mais baixo para o indicador desde julho
de 2003, quando houve queda de 1,00%. Em janeiro, abril e maio, foram registradas baixas de 0,44%, de 0,15% e de 0,07%, respectivamente. A exceção no ano ficou por conta do mês de fevereiro, quando o IGP-M subiu 0,26%, ainda assim um resultado que não preocupou o mercado financeiro.
Para junho, com o movimento de queda menos acentuado já observado entre abril e maio, até a própria FGV não descartava a possibilidade de o IGP-M migrar para o terreno positivo.
Outro fator importante que poderia levar naturalmente o IGP para cima é o período sazonal de reajustes salariais do setor de construção civil.
Durante o mês de junho, entretanto, apesar de os preços agropecuários e os da construção civil realmente chegarem ao fim do período com os comportamentos esperados, os preços industriais seguiram um caminho diferente. Em vez de amenizar a
queda, intensificaram este movimento, aliviando a variação dos IGPs e abrindo espaço para a possibilidade de uma nova queda do indicador geral.
No levantamento do AE Projeções, apesar de haver taxas positivas entre as estimativas, a maioria das casas consultadas trabalha com mais uma deflação. Das 20 instituições consultadas, 11 calcularam recuo do IGP-M de junho, sendo que seis
delas no nível de 0,05%.
(Flavio Leonel e Francisco Carlos de Assis)
São Paulo, 26 - A taxa do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho deverá ser de -0,10% a 0,12%, segundo levantamento realizado nesta sexta-feira pelo AE Projeções com 20 instituições do mercado financeiro. A Fundação Getúlio
Vargas (FGV) anunciará o resultado efetivo do indicador na próxima segunda-feira, dia 29, às 8 horas. Com base na análise descritiva do intervalo coletado, a mediana calculada é uma taxa negativa de 0,02%.
Dos cinco meses de 2009 que já contaram com medição de inflação da FGV por meio do IGP-M, quatro deles apresentaram deflação, com destaque para março, que teve resultado negativo de 0,74%, o número mais baixo para o indicador desde julho
de 2003, quando houve queda de 1,00%. Em janeiro, abril e maio, foram registradas baixas de 0,44%, de 0,15% e de 0,07%, respectivamente. A exceção no ano ficou por conta do mês de fevereiro, quando o IGP-M subiu 0,26%, ainda assim um resultado que não preocupou o mercado financeiro.
Para junho, com o movimento de queda menos acentuado já observado entre abril e maio, até a própria FGV não descartava a possibilidade de o IGP-M migrar para o terreno positivo.
Outro fator importante que poderia levar naturalmente o IGP para cima é o período sazonal de reajustes salariais do setor de construção civil.
Durante o mês de junho, entretanto, apesar de os preços agropecuários e os da construção civil realmente chegarem ao fim do período com os comportamentos esperados, os preços industriais seguiram um caminho diferente. Em vez de amenizar a
queda, intensificaram este movimento, aliviando a variação dos IGPs e abrindo espaço para a possibilidade de uma nova queda do indicador geral.
No levantamento do AE Projeções, apesar de haver taxas positivas entre as estimativas, a maioria das casas consultadas trabalha com mais uma deflação. Das 20 instituições consultadas, 11 calcularam recuo do IGP-M de junho, sendo que seis
delas no nível de 0,05%.
(Flavio Leonel e Francisco Carlos de Assis)
FECHAMENTO: BOVESPA RECUA 0,06% HOJE, MAS SOBE 0,21% NA SEMANA
FECHAMENTO: BOVESPA RECUA 0,06% HOJE, MAS SOBE 0,21% NA SEMANA
São Paulo, 26 - Depois de uma semana de muito sobe-e-desce, a Bovespa acabou encerrando o período praticamente no zero a zero. Conseguiu acumular nas cinco sessões um pequeno ganho, de 0,21%. No mês, a bolsa registra perda de 3,22% e, no
ano, ganho de 37,11%. Hoje, o índice trabalhou a tarde toda em alta, mas virou no finalzinho, para fechar em baixa de 0,06% (para 51.485,61 pontos). O pregão, com poucos investidores com disposição para ir às compras, acabou sendo conduzido por
movimento técnico.
O giro financeiro somou R$ 3,855 bilhões - o menor da semana -, com a ausência de estrangeiros. "E quando o investidor externo fica de fora, a Bolsa perde a direção", comentou o gestor de renda variável da Nobel Asset Management, André Spolidoro, ao justificar o comportamento do principal índice doméstico na contramão de Nova York.
Até houve noticiário relevante internamente - e externamente. O Banco Central divulgou seu relatório trimestral de inflação, no qual reviu para baixo a previsão do PIB para 2009, de 1,2% estimado em março para 0,8%. De acordo com o texto, essa
queda da estimativa "reflete, em parte, uma recuperação da atividade econômica mais lenta do que a que se antecipava naquela oportunidade". E isso é um sinal de que o Banco Central pode ampliar sua política de corte de juros, o que é benéfico ao mercado acionário. No entanto, o assunto não fez preço nos ativos nesta sexta-feira.
Nos Estados Unidos, os indicadores conhecidos foram bons, mas os investidores ficaram mal-humorados com o dado que mostrou que os norte-americanos estão escaldados com a crise e, por isso, estão economizando mais do que gastando.
Havia uma esperança de que os consumidores tirariam o país da recessão.
As bolsas reagiram em queda aos dados: o Dow Jones recuou 0,40% e o S&P perdeu 0,15%. O Nasdaq subiu 0,47%. A renda pessoal dos norte-americanos cresceu 1,4% em maio (0,2% esperado), com ajuda dos programas de estímulo do governo, o que levou a taxa de poupança pessoal para o maior nível em 15 anos, de 6,9%. Já o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,1% em maio em comparação a abril. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,1% em maio, em linha com as projeções.
No Brasil, a Bovespa acabou sustentando-se no azul com a ajuda das ações das siderúrgicas e dos bancos. Petrobras também operou em alta na maior parte do dia, na contramão do fechamento do petróleo. No final, Petrobras ON terminou em +0,15% e PN, estável. Na Nymex, o contrato para agosto recuou 1,52%, a US$ 69,16 o barril.
Vale, por outro lado, operou praticamente no vermelho o dia todo. Na avaliação de Spolidoro, da Nobel, as ações da mineradora estão devolvendo parte dos ganhos recentes. Hoje, a empresa informou o fechamento de preço de referência de pelotas com a Nu-Iron Unlimited, subsidiária da Nucor Corporation em Trinidad & Tobago. Vale ON terminou em -1,70% e PNA, em -1,92%.
No setor siderúrgico, Gerdau PN recuou 0,20%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,27%, Usiminas PNA, +0,85%, e CSN ON, +0,34%. No setor bancário, Bradesco PN terminou em +1,08%, Itaú Unibanco PN, em +1,58%, e BB ON, em -0,47%. Vale lembrar que o Bradesco foi acionista vendedor na distribuição secundária da Visanet, que estreia na Bovespa na segunda-feira, com o código de VNET3. (Claudia Violante)
São Paulo, 26 - Depois de uma semana de muito sobe-e-desce, a Bovespa acabou encerrando o período praticamente no zero a zero. Conseguiu acumular nas cinco sessões um pequeno ganho, de 0,21%. No mês, a bolsa registra perda de 3,22% e, no
ano, ganho de 37,11%. Hoje, o índice trabalhou a tarde toda em alta, mas virou no finalzinho, para fechar em baixa de 0,06% (para 51.485,61 pontos). O pregão, com poucos investidores com disposição para ir às compras, acabou sendo conduzido por
movimento técnico.
O giro financeiro somou R$ 3,855 bilhões - o menor da semana -, com a ausência de estrangeiros. "E quando o investidor externo fica de fora, a Bolsa perde a direção", comentou o gestor de renda variável da Nobel Asset Management, André Spolidoro, ao justificar o comportamento do principal índice doméstico na contramão de Nova York.
Até houve noticiário relevante internamente - e externamente. O Banco Central divulgou seu relatório trimestral de inflação, no qual reviu para baixo a previsão do PIB para 2009, de 1,2% estimado em março para 0,8%. De acordo com o texto, essa
queda da estimativa "reflete, em parte, uma recuperação da atividade econômica mais lenta do que a que se antecipava naquela oportunidade". E isso é um sinal de que o Banco Central pode ampliar sua política de corte de juros, o que é benéfico ao mercado acionário. No entanto, o assunto não fez preço nos ativos nesta sexta-feira.
Nos Estados Unidos, os indicadores conhecidos foram bons, mas os investidores ficaram mal-humorados com o dado que mostrou que os norte-americanos estão escaldados com a crise e, por isso, estão economizando mais do que gastando.
Havia uma esperança de que os consumidores tirariam o país da recessão.
As bolsas reagiram em queda aos dados: o Dow Jones recuou 0,40% e o S&P perdeu 0,15%. O Nasdaq subiu 0,47%. A renda pessoal dos norte-americanos cresceu 1,4% em maio (0,2% esperado), com ajuda dos programas de estímulo do governo, o que levou a taxa de poupança pessoal para o maior nível em 15 anos, de 6,9%. Já o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,1% em maio em comparação a abril. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,1% em maio, em linha com as projeções.
No Brasil, a Bovespa acabou sustentando-se no azul com a ajuda das ações das siderúrgicas e dos bancos. Petrobras também operou em alta na maior parte do dia, na contramão do fechamento do petróleo. No final, Petrobras ON terminou em +0,15% e PN, estável. Na Nymex, o contrato para agosto recuou 1,52%, a US$ 69,16 o barril.
Vale, por outro lado, operou praticamente no vermelho o dia todo. Na avaliação de Spolidoro, da Nobel, as ações da mineradora estão devolvendo parte dos ganhos recentes. Hoje, a empresa informou o fechamento de preço de referência de pelotas com a Nu-Iron Unlimited, subsidiária da Nucor Corporation em Trinidad & Tobago. Vale ON terminou em -1,70% e PNA, em -1,92%.
No setor siderúrgico, Gerdau PN recuou 0,20%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,27%, Usiminas PNA, +0,85%, e CSN ON, +0,34%. No setor bancário, Bradesco PN terminou em +1,08%, Itaú Unibanco PN, em +1,58%, e BB ON, em -0,47%. Vale lembrar que o Bradesco foi acionista vendedor na distribuição secundária da Visanet, que estreia na Bovespa na segunda-feira, com o código de VNET3. (Claudia Violante)
PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO DEVE CAIR 15% EM 2009, ESTIMA UNCTAD
PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO DEVE CAIR 15% EM 2009, ESTIMA UNCTAD
Rio, 26 - Mesmo com os sinais de recuperação da demanda chinesa, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) prevê uma queda de 15% na produção mundial de aço este ano. Em relatório divulgado hoje, a entidade destaca que o setor vive a pior retração de atividade desde a crise do petróleo entre 1974 e 1975, o que vem se traduzindo em volumes menores de compras de minério de ferro.
Segundo a Unctad, a recuperação mais rápida dos países em desenvolvimento, especialmente da China, é que irá abrir caminho para uma retomada da demanda mundial de aço para níveis pré-crise. No ano passado, a produção siderúrgica mundial cresceu 3,6% e atingiu 1,7 bilhão de toneladas.
É nesse cenário que estão se desenhando as negociações entre as siderúrgicas internacionais e as grandes mineradoras para formação de um preço de referência para os contratos de longo prazo do minério de ferro, principal matéria-prima na produção do aço.
A indústria japonesa manteve a tradição e foi a primeira a fechar um acordo com a australiana BHP Billiton e a brasileira Vale. Em seguida, a sul-coreana Posco e a europeia ArcelorMittal sancionaram o porcentual acertado com a japonesa Nippon Steel.
A incerteza gira em torno da China, que resiste em concordar com uma queda de 33% para o minério fino da BHP e de 28,2% da Vale.
"A China ainda é uma incerteza, mas é provável que o acordo seja alcançado com as taxas já negociadas com outros produtores asiáticos", destacou o relatório. A Unctad observa que boa parte das vendas para a China já vêm sendo feitas no mercado à vista, sem a necessidade de se estabelecer um porcentual para reajustar o preço do insumo comercializado em contratos de longo prazo.
No documento, a Unctad lembra que os projetos já anunciados apontam para uma expansão da capacidade produtiva mundial de minério de ferro de mais de 430 milhões de toneladas entre 2009 e 2011. Segundo a entidade, os projetos com maior probabilidade de sair do papel estão localizados na Austrália, país que disputa com o Brasil a posição de maior vendedor do insumo para a China.
Após 2011, o setor previa um incremento de capacidade de mais 300 milhões de toneladas de minério. Entretanto, segundo a Unctad, muitos desses projetos podem não se concretizar em função do cenário econômico.
No relatório, a Unctad ressalta que a Vale deu passos importantes nos últimos anos para se consolidar como maior produtor mundial de minério de ferro. O principal deles, segundo a entidade, foi a expansão das atividades da mina de Carajás, no Pará. O insumo produzido na mina é considerado de alta qualidade, o que permitiu à Vale em 2008 negociar um prêmio para ele sobre o restante do insumo comercializado pela mineradora. Além desses projetos, o órgão destacou também os investimentos nas minas de Serra Sul e Apollo, em Minas Gerais. (Mônica Ciarelli)
Rio, 26 - Mesmo com os sinais de recuperação da demanda chinesa, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) prevê uma queda de 15% na produção mundial de aço este ano. Em relatório divulgado hoje, a entidade destaca que o setor vive a pior retração de atividade desde a crise do petróleo entre 1974 e 1975, o que vem se traduzindo em volumes menores de compras de minério de ferro.
Segundo a Unctad, a recuperação mais rápida dos países em desenvolvimento, especialmente da China, é que irá abrir caminho para uma retomada da demanda mundial de aço para níveis pré-crise. No ano passado, a produção siderúrgica mundial cresceu 3,6% e atingiu 1,7 bilhão de toneladas.
É nesse cenário que estão se desenhando as negociações entre as siderúrgicas internacionais e as grandes mineradoras para formação de um preço de referência para os contratos de longo prazo do minério de ferro, principal matéria-prima na produção do aço.
A indústria japonesa manteve a tradição e foi a primeira a fechar um acordo com a australiana BHP Billiton e a brasileira Vale. Em seguida, a sul-coreana Posco e a europeia ArcelorMittal sancionaram o porcentual acertado com a japonesa Nippon Steel.
A incerteza gira em torno da China, que resiste em concordar com uma queda de 33% para o minério fino da BHP e de 28,2% da Vale.
"A China ainda é uma incerteza, mas é provável que o acordo seja alcançado com as taxas já negociadas com outros produtores asiáticos", destacou o relatório. A Unctad observa que boa parte das vendas para a China já vêm sendo feitas no mercado à vista, sem a necessidade de se estabelecer um porcentual para reajustar o preço do insumo comercializado em contratos de longo prazo.
No documento, a Unctad lembra que os projetos já anunciados apontam para uma expansão da capacidade produtiva mundial de minério de ferro de mais de 430 milhões de toneladas entre 2009 e 2011. Segundo a entidade, os projetos com maior probabilidade de sair do papel estão localizados na Austrália, país que disputa com o Brasil a posição de maior vendedor do insumo para a China.
Após 2011, o setor previa um incremento de capacidade de mais 300 milhões de toneladas de minério. Entretanto, segundo a Unctad, muitos desses projetos podem não se concretizar em função do cenário econômico.
No relatório, a Unctad ressalta que a Vale deu passos importantes nos últimos anos para se consolidar como maior produtor mundial de minério de ferro. O principal deles, segundo a entidade, foi a expansão das atividades da mina de Carajás, no Pará. O insumo produzido na mina é considerado de alta qualidade, o que permitiu à Vale em 2008 negociar um prêmio para ele sobre o restante do insumo comercializado pela mineradora. Além desses projetos, o órgão destacou também os investimentos nas minas de Serra Sul e Apollo, em Minas Gerais. (Mônica Ciarelli)
FECHAMENTO: RTI SUGERE MAIS CORTE DA SELIC E JUROS TÊM FORTE QUEDA
FECHAMENTO: RTI SUGERE MAIS CORTE DA SELIC E JUROS TÊM FORTE QUEDA
São Paulo, 26 - Depois de uma semana em que as taxas de juros futuro oscilaram entre altas e baixas sem vigor, hoje os DIs embicaram para baixo com força após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) mais benigno do que o esperado.
O documento sinalizou que a taxa básica de juro pode cair até setembro. Antes, a expectativa era de que no encontro de julho a autoridade monetária promovesse o último corte da Selic. Além disso, o mercado avaliou que o novo ciclo de aperto monetário deverá demorar um pouco mais para ser iniciado. "O relatório confirmou que não há pressão sobre a inflação e abre espaço para o BC continuar cortando os juros, mesmo com a previsão de expansão do PIB maior que o esperado pelo mercado", disse um operador.
No relatório divulgado hoje, o BC informou que o projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009, no cenário de referência, que tem como base projeções que levam em conta a manutenção da taxa Selic em 9,25% ao ano e do câmbio em R$ 1,95, subiu de 4% para 4,1%, ainda bastante abaixo da meta central de 4,50% perseguida pela autoridade monetária para este ano. Situação semelhante pôde ser observada no cenário de mercado, no qual o BC usa a trajetória esperada para a taxa Selic e câmbio conforme pesquisa junto aos analistas do mercado financeiro. Neste cenário, a expectativa para o índice oficial de inflação do País subiu de 4,1% para 4,2%. Com relação ao PIB, o BC previu que a expansão do PIB neste ano é de 0,8%, patamar 0,4 ponto porcentual abaixo do projetado no documento de março, quando a estimativa de evolução econômica era de 1,2%.
"Quando vemos o texto do documento, o espaço para cortes de juros é até pequeno, mas, quando vemos as projeções citadas no Relatório, com cenário de inflação bem abaixo da meta, o espaço para ajustes é até maior", afirmou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, em entrevista ao jornalista Flavio Leonel. "O Relatório tira um pouco das discussões as dúvidas entre uma redução de 0,25 ponto a 0,50 ponto na Selic e faz o mercado tender mais claramente para um corte de 0,50 ponto porcentual em julho", complementou.
Já para o economista-chefe da BRZ Investimentos, Alexandre de Ázara, ouvido pelo jornalista Francisco Carlos de Assis, as projeções do BC para o crescimento do PIB neste ano e para a inflação no próximo ano pelo cenário de referência consolidam a possibilidade de o Copom promover mais dois cortes de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic) este ano, para 8,25%. (Alessandra Taraborelli)
São Paulo, 26 - Depois de uma semana em que as taxas de juros futuro oscilaram entre altas e baixas sem vigor, hoje os DIs embicaram para baixo com força após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) mais benigno do que o esperado.
O documento sinalizou que a taxa básica de juro pode cair até setembro. Antes, a expectativa era de que no encontro de julho a autoridade monetária promovesse o último corte da Selic. Além disso, o mercado avaliou que o novo ciclo de aperto monetário deverá demorar um pouco mais para ser iniciado. "O relatório confirmou que não há pressão sobre a inflação e abre espaço para o BC continuar cortando os juros, mesmo com a previsão de expansão do PIB maior que o esperado pelo mercado", disse um operador.
No relatório divulgado hoje, o BC informou que o projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009, no cenário de referência, que tem como base projeções que levam em conta a manutenção da taxa Selic em 9,25% ao ano e do câmbio em R$ 1,95, subiu de 4% para 4,1%, ainda bastante abaixo da meta central de 4,50% perseguida pela autoridade monetária para este ano. Situação semelhante pôde ser observada no cenário de mercado, no qual o BC usa a trajetória esperada para a taxa Selic e câmbio conforme pesquisa junto aos analistas do mercado financeiro. Neste cenário, a expectativa para o índice oficial de inflação do País subiu de 4,1% para 4,2%. Com relação ao PIB, o BC previu que a expansão do PIB neste ano é de 0,8%, patamar 0,4 ponto porcentual abaixo do projetado no documento de março, quando a estimativa de evolução econômica era de 1,2%.
"Quando vemos o texto do documento, o espaço para cortes de juros é até pequeno, mas, quando vemos as projeções citadas no Relatório, com cenário de inflação bem abaixo da meta, o espaço para ajustes é até maior", afirmou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, em entrevista ao jornalista Flavio Leonel. "O Relatório tira um pouco das discussões as dúvidas entre uma redução de 0,25 ponto a 0,50 ponto na Selic e faz o mercado tender mais claramente para um corte de 0,50 ponto porcentual em julho", complementou.
Já para o economista-chefe da BRZ Investimentos, Alexandre de Ázara, ouvido pelo jornalista Francisco Carlos de Assis, as projeções do BC para o crescimento do PIB neste ano e para a inflação no próximo ano pelo cenário de referência consolidam a possibilidade de o Copom promover mais dois cortes de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic) este ano, para 8,25%. (Alessandra Taraborelli)
FISHER/FED: EUA DEVE RETOMAR CRESCIMENTO NO 2ºSEMESTRE DE 2009
16:31 FISHER/FED: EUA DEVE RETOMAR CRESCIMENTO NO 2ºSEMESTRE DE 2009
Nova York, 26 - O presidente do Federal Reserve Bank de Dallas, Richard Fisher, disse que espera ver o retorno do crescimento econômico nos EUA mais tarde este ano. Falando em Dallas, Fisher disse que o "ritmo de declínio vai moderar" e algum tipo de impulso positivo deve voltar ao longo do segundo semestre deste ano.
Fisher disse que existem evidências substanciais de que as ações do Fed evitaram um colapso. Os sinais são animadores, acrescentou, mas "não estamos fora de perigo ainda". Ele disse ainda que a perspectiva para a inflação era fraca. Grande parte do discurso formal de Fisher foi uma repetição de um feito em Washington no final de maio. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
Nova York, 26 - O presidente do Federal Reserve Bank de Dallas, Richard Fisher, disse que espera ver o retorno do crescimento econômico nos EUA mais tarde este ano. Falando em Dallas, Fisher disse que o "ritmo de declínio vai moderar" e algum tipo de impulso positivo deve voltar ao longo do segundo semestre deste ano.
Fisher disse que existem evidências substanciais de que as ações do Fed evitaram um colapso. Os sinais são animadores, acrescentou, mas "não estamos fora de perigo ainda". Ele disse ainda que a perspectiva para a inflação era fraca. Grande parte do discurso formal de Fisher foi uma repetição de um feito em Washington no final de maio. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
BC SINALIZA BAIXO RISCO INFLACIONÁRIO E JUROS CAEM
15:45 CENÁRIO: BC SINALIZA BAIXO RISCO INFLACIONÁRIO E JUROS CAEM
O relatório de inflação divulgado hoje pelo Banco Central trouxe ao mercado de juros a percepção de que há folga nas projeções de inflação, ainda que estejam sendo observados sinais de recuperação da economia brasileira. Por isso, os juros futuros reagiram em queda, estendendo para um horizonte mais longo o tempo de estabilidade da Selic após o final do ciclo de distensão monetária, que está próximo. O BC também revisou sua projeção para o crescimento do PIB em 2009, de 1,2% para 0,8%, mas essa mudança foi melhor do que as expectativas, que estavam em porcentual mais próximo a zero. A Bovespa, por sua vez, está resistindo à realização de lucros observada em Nova York, onde, apesar de dados macroeconômicos positivos, o mercado preferiu olhar para a taxa de poupança dos EUA em maio, a maior em 15 anos. No câmbio, o dólar pronto inverteu de queda para alta ante o real, mas em níveis próximos aos fechamento de ontem.
O relatório de inflação divulgado hoje pelo Banco Central trouxe ao mercado de juros a percepção de que há folga nas projeções de inflação, ainda que estejam sendo observados sinais de recuperação da economia brasileira. Por isso, os juros futuros reagiram em queda, estendendo para um horizonte mais longo o tempo de estabilidade da Selic após o final do ciclo de distensão monetária, que está próximo. O BC também revisou sua projeção para o crescimento do PIB em 2009, de 1,2% para 0,8%, mas essa mudança foi melhor do que as expectativas, que estavam em porcentual mais próximo a zero. A Bovespa, por sua vez, está resistindo à realização de lucros observada em Nova York, onde, apesar de dados macroeconômicos positivos, o mercado preferiu olhar para a taxa de poupança dos EUA em maio, a maior em 15 anos. No câmbio, o dólar pronto inverteu de queda para alta ante o real, mas em níveis próximos aos fechamento de ontem.
STIGLITZ: OS EFEITOS DA RECESSÃO DEVEM TER LONGA DURAÇÃO
STIGLITZ: OS EFEITOS DA RECESSÃO DEVEM TER LONGA DURAÇÃO
Nova York, 25 - Os efeitos da recessão econômica devem ter longa duração, na avaliação de Joseph Stiglitz. Em entrevista coletiva na sede da ONU, em Nova York, o acadêmico acrescentou que alguns destes efeitos ainda devem ser sentidos, em particular, nos países em desenvolvimento.
Esta percepção deriva do que ele classifica como "dinâmica de qualquer declínio econômico". "Se os negócios piorarem em alguns países e o desemprego aumentar, há mais calotes e bancos podem ter problemas. Ainda não sabemos o impacto total que provavelmente vai haver", acrescentou o Nobel.Ele diz que as melhores projeções para os países em desenvolvimento "são muito pessimistas. O que impressiona mais é que até o outono de 2008, o Banco Mundial estava relativamente otimista de que os países em desenvolvimento seriam capazes de administrar a crise sem muita dificuldade. Agora, mudaram para uma visão bastante pessimista." A razão para isso, acredita ele, está relacionada à rede de proteção social nestes países, que deixa o impacto "muito mais severo. Exceto pela China, os países (em desenvolvimento) não tem os recursos que os países industrializados têm."
O pior aspecto da recessão pode ter acabado, diz ele, em referência ao que avalia como "colapso do sistema financeiro".
"Mas, antes da crise, o que sustentava a economia mundial e a América era o suporte que a bolha imobiliária dava ao consumo nos EUA. A taxa de poupança era zero, já subiu a 5% e há razão para acreditar que vai subir ainda mais."
Assim, para a economia mundial como um todo, o professor diz que uma questão fundamental é o enfraquecimento na demanda agregada global. "Pode haver alguns altos e baixos", afirmou, sobre o desempenho da economia no mundo. Nos EUA, depois que os efeitos do estímulo fiscal chegarem ao fim, não deve haver vontade política para novas medidas nesta área, diante do tamanho do déficit do país, completa. (Nalu Fernandes)
Nova York, 25 - Os efeitos da recessão econômica devem ter longa duração, na avaliação de Joseph Stiglitz. Em entrevista coletiva na sede da ONU, em Nova York, o acadêmico acrescentou que alguns destes efeitos ainda devem ser sentidos, em particular, nos países em desenvolvimento.
Esta percepção deriva do que ele classifica como "dinâmica de qualquer declínio econômico". "Se os negócios piorarem em alguns países e o desemprego aumentar, há mais calotes e bancos podem ter problemas. Ainda não sabemos o impacto total que provavelmente vai haver", acrescentou o Nobel.Ele diz que as melhores projeções para os países em desenvolvimento "são muito pessimistas. O que impressiona mais é que até o outono de 2008, o Banco Mundial estava relativamente otimista de que os países em desenvolvimento seriam capazes de administrar a crise sem muita dificuldade. Agora, mudaram para uma visão bastante pessimista." A razão para isso, acredita ele, está relacionada à rede de proteção social nestes países, que deixa o impacto "muito mais severo. Exceto pela China, os países (em desenvolvimento) não tem os recursos que os países industrializados têm."
O pior aspecto da recessão pode ter acabado, diz ele, em referência ao que avalia como "colapso do sistema financeiro".
"Mas, antes da crise, o que sustentava a economia mundial e a América era o suporte que a bolha imobiliária dava ao consumo nos EUA. A taxa de poupança era zero, já subiu a 5% e há razão para acreditar que vai subir ainda mais."
Assim, para a economia mundial como um todo, o professor diz que uma questão fundamental é o enfraquecimento na demanda agregada global. "Pode haver alguns altos e baixos", afirmou, sobre o desempenho da economia no mundo. Nos EUA, depois que os efeitos do estímulo fiscal chegarem ao fim, não deve haver vontade política para novas medidas nesta área, diante do tamanho do déficit do país, completa. (Nalu Fernandes)
NY: PETRÓLEO RECUA ACOMPANHANDO BOLSAS E VAI ABAIXO DE US$ 70
NY: PETRÓLEO RECUA ACOMPANHANDO BOLSAS E VAI ABAIXO DE US$ 70
Nova York, 26 - Os contratos futuros de petróleo operam em queda, revertendo os ganhos exibidos anteriormente, em linha com a fraqueza nas bolsas. Mais cedo, o contrato atingiu a máxima de US$ 71,29 por barril, mas passou a ser negociado abaixo da marca de US$ 70.
O mercado continua bastante dividido entre as expectativas de uma recuperação, que elevariam a demanda por petróleo, e os estoques elevados, que pressionam os preços.
"Não estamos recebendo nenhum suporte das bolsas com o S&P 500 em baixa. O mercado quer ver se consegue sustentar o rali de ontem, quando o petróleo subiu 2,3%", comentou Gene McGillian, analista da Tradition Energy.
Os mercados internacionais estão fracos mesmo após dados terem mostrado aumento de 1,4% na renda pessoal nos EUA em maio, bem acima da expectativa de alta de 0,2%. A confiança do consumidor dos EUA, medida pela Universidade de Michigan, subiu para 70,8 em junho, superando a previsão de 69,0.
As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
Nova York, 26 - Os contratos futuros de petróleo operam em queda, revertendo os ganhos exibidos anteriormente, em linha com a fraqueza nas bolsas. Mais cedo, o contrato atingiu a máxima de US$ 71,29 por barril, mas passou a ser negociado abaixo da marca de US$ 70.
O mercado continua bastante dividido entre as expectativas de uma recuperação, que elevariam a demanda por petróleo, e os estoques elevados, que pressionam os preços.
"Não estamos recebendo nenhum suporte das bolsas com o S&P 500 em baixa. O mercado quer ver se consegue sustentar o rali de ontem, quando o petróleo subiu 2,3%", comentou Gene McGillian, analista da Tradition Energy.
Os mercados internacionais estão fracos mesmo após dados terem mostrado aumento de 1,4% na renda pessoal nos EUA em maio, bem acima da expectativa de alta de 0,2%. A confiança do consumidor dos EUA, medida pela Universidade de Michigan, subiu para 70,8 em junho, superando a previsão de 69,0.
As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
EUA: CONFIANÇA DO CONSUMIDOR SOBE A 70,8 EM JUN, MAIOR DESDE SET
EUA: CONFIANÇA DO CONSUMIDOR SOBE A 70,8 EM JUN, MAIOR DESDE SET
Nova York, 26 - O índice de confiança do consumidor dos EUA, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 70,8 em junho, o maior nível desde setembro. A leitura preliminar apontava índice de 69,0 e economistas esperavam que ela
fosse mantida. Em maio, o índice estava em 68,7.
O componente de condições atuais subiu para 73,2 em junho, de 67,7 em maio, enquanto que o de expectativas caiu a 69,2 em junho, de 69,4 no mês anterior.
O índice sobre as expectativas para a inflação em um ano foi para 3,1% em junho, de 2,8% em maio, e o para inflação em cinco anos foi para 3,0%, de 2,9% em maio. As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
Nova York, 26 - O índice de confiança do consumidor dos EUA, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 70,8 em junho, o maior nível desde setembro. A leitura preliminar apontava índice de 69,0 e economistas esperavam que ela
fosse mantida. Em maio, o índice estava em 68,7.
O componente de condições atuais subiu para 73,2 em junho, de 67,7 em maio, enquanto que o de expectativas caiu a 69,2 em junho, de 69,4 no mês anterior.
O índice sobre as expectativas para a inflação em um ano foi para 3,1% em junho, de 2,8% em maio, e o para inflação em cinco anos foi para 3,0%, de 2,9% em maio. As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
VISANET É CASE DE SUCESSO DO BRASIL, MAS BOVESPA ENFRENTA CONSOLIDAÇÃO
VISANET É CASE DE SUCESSO DO BRASIL, MAS BOVESPA ENFRENTA CONSOLIDAÇÃO
São Paulo, 26 - Se o mercado precisava de um comprovante do interesse estrangeiro pelos ativos voltados ao mercado doméstico brasileiro, a oferta pública inicial da VisaNet preencheu essa lacuna. Mas o sucesso da maior oferta pública inicial de ações (IPO) mundial deste ano pode ser ofuscado pelo comportamento frágil das bolsas
externas e, com peso secundário, pelas projeções mais moderadas para a economia brasileira neste ano, feitas pelo Banco Central hoje. Para completar, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que terminou ontem no nível máximo, ficou vulnerável para uma consolidação.
Com uma participação dos investidores estrangeiros em torno de 80%, a oferta pública inicial da VisaNet captou R$ 8,397 bilhões, tornando-se a maior da história da Bovespa. A operação superou a da OGX Petróleo e Gás, que movimentou R$ 6,7 bilhões em 2008. Confirmando informações antecipadas pela Agência Estado, o preço da ação
saiu a R$ 15. A VisaNet faz sua estreia na Bovespa na próxima segunda-feira. O valor de mercado da empresa ficou em R$ 20,5 bilhões, muito próximo ao da concorrente Redecard (R$ 21,1 bilhões). Segundo dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a oferta movimentou 559.813.928 ações ordinárias, indicando que foram
exercidos o lote principal, o suplementar e uma parte do adicional.
A participação de 80% dos estrangeiros supera a média das ofertas nos últimos cinco anos, nas quais a participação desses agentes girou em torno de 68%. A operação poderia embalar uma abertura positiva para a Bovespa, mas os mercados acionários externos indicam retração das compras de ações.
Além dos fatores externos e da disposição para consolidação, o mercado recebe ainda a revisão para baixo da projeção de crescimento da economia brasileira em 2009. De acordo com projeção apresentada no relatório de inflação do Banco Central hoje, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano é de 0,8%, patamar
0,4 ponto porcentual abaixo do projetado no documento de março, quando a estimativa de evolução econômica era de 1,2%. A projeção, no entanto, pode ampliar a expectativa sobre cortes nos juros, o que tende a ajudar a produção e o
consumo.
(Patricia Lara)
São Paulo, 26 - Se o mercado precisava de um comprovante do interesse estrangeiro pelos ativos voltados ao mercado doméstico brasileiro, a oferta pública inicial da VisaNet preencheu essa lacuna. Mas o sucesso da maior oferta pública inicial de ações (IPO) mundial deste ano pode ser ofuscado pelo comportamento frágil das bolsas
externas e, com peso secundário, pelas projeções mais moderadas para a economia brasileira neste ano, feitas pelo Banco Central hoje. Para completar, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que terminou ontem no nível máximo, ficou vulnerável para uma consolidação.
Com uma participação dos investidores estrangeiros em torno de 80%, a oferta pública inicial da VisaNet captou R$ 8,397 bilhões, tornando-se a maior da história da Bovespa. A operação superou a da OGX Petróleo e Gás, que movimentou R$ 6,7 bilhões em 2008. Confirmando informações antecipadas pela Agência Estado, o preço da ação
saiu a R$ 15. A VisaNet faz sua estreia na Bovespa na próxima segunda-feira. O valor de mercado da empresa ficou em R$ 20,5 bilhões, muito próximo ao da concorrente Redecard (R$ 21,1 bilhões). Segundo dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a oferta movimentou 559.813.928 ações ordinárias, indicando que foram
exercidos o lote principal, o suplementar e uma parte do adicional.
A participação de 80% dos estrangeiros supera a média das ofertas nos últimos cinco anos, nas quais a participação desses agentes girou em torno de 68%. A operação poderia embalar uma abertura positiva para a Bovespa, mas os mercados acionários externos indicam retração das compras de ações.
Além dos fatores externos e da disposição para consolidação, o mercado recebe ainda a revisão para baixo da projeção de crescimento da economia brasileira em 2009. De acordo com projeção apresentada no relatório de inflação do Banco Central hoje, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano é de 0,8%, patamar
0,4 ponto porcentual abaixo do projetado no documento de março, quando a estimativa de evolução econômica era de 1,2%. A projeção, no entanto, pode ampliar a expectativa sobre cortes nos juros, o que tende a ajudar a produção e o
consumo.
(Patricia Lara)
PIB chinês crescerá 8% no 3o tri, diz economista do governo
PIB chinês crescerá 8% no 3o tri, diz economista do governo
PEQUIM (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) da China irá crescer mais de 8 por cento no terceiro trimestre deste ano sobre igual período do ano passado, e mais de 9 por cento no quarto trimestre, previu um economista do governo nesta sexta-feira.
No primeiro trimestre, o crescimento foi de 6,1 por cento ante o ano anterior. Os dados do segundo trimestre sairão em 16 de julho.
"Para a China, não é difícil alcançar um crescimento cíclico", disse Chen Dongqi, vice-diretor do instituto macroeconômico da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento.
Um estatístico do governo disse nesta semana que a expansão do segundo trimestre deve ser de cerca de 8 por cento sobre o ano passado.
(Por Langi Chiang e Alan Wheatley)
PEQUIM (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) da China irá crescer mais de 8 por cento no terceiro trimestre deste ano sobre igual período do ano passado, e mais de 9 por cento no quarto trimestre, previu um economista do governo nesta sexta-feira.
No primeiro trimestre, o crescimento foi de 6,1 por cento ante o ano anterior. Os dados do segundo trimestre sairão em 16 de julho.
"Para a China, não é difícil alcançar um crescimento cíclico", disse Chen Dongqi, vice-diretor do instituto macroeconômico da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento.
Um estatístico do governo disse nesta semana que a expansão do segundo trimestre deve ser de cerca de 8 por cento sobre o ano passado.
(Por Langi Chiang e Alan Wheatley)
BOVESPA ACUMULA SAÍDA R$ 3,188 BI EM K EXTERNO EM JUNHO ATÉ DIA 23
07:34 BOVESPA ACUMULA SAÍDA R$ 3,188 BI EM K EXTERNO EM JUNHO ATÉ DIA 23
São Paulo, 26 - Os estrangeiros já retiraram R$ 3,188 bilhões da Bovespa em junho, com a saída de R$ 1,061 bilhão no dia 23 - data marcada pela Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações ordinárias da Brasil Telecom Participações e da Brasil
Telecom operadora. Na terça-feira, o Ibovespa subiu 0,64%, com forte giro de R$ 6,988 bilhões, dos quais R$ 2,564 bilhões eram referentes à oferta.
O saldo negativo apurado em junho é resultado de compras de R$ 28,870 bilhões e vendas de R$ 32,059 bilhões. Com isso, no acumulado do ano, o volume de entradas, que fechou o mês de maio em R$ 11,2 bilhões, caiu para R$ 8,011 bilhões.
(Fabiana Holtz)
São Paulo, 26 - Os estrangeiros já retiraram R$ 3,188 bilhões da Bovespa em junho, com a saída de R$ 1,061 bilhão no dia 23 - data marcada pela Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações ordinárias da Brasil Telecom Participações e da Brasil
Telecom operadora. Na terça-feira, o Ibovespa subiu 0,64%, com forte giro de R$ 6,988 bilhões, dos quais R$ 2,564 bilhões eram referentes à oferta.
O saldo negativo apurado em junho é resultado de compras de R$ 28,870 bilhões e vendas de R$ 32,059 bilhões. Com isso, no acumulado do ano, o volume de entradas, que fechou o mês de maio em R$ 11,2 bilhões, caiu para R$ 8,011 bilhões.
(Fabiana Holtz)
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