BOVESPA TEM ENTRADA DE R$ 537,418 MI EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 24
São Paulo, 27 - A Bovespa registrou a entrada de R$ 537,418 milhões em capital externo no dia 24. Neste dia, o Ibovespa fechou em baixa de 0,28%, aos 49.672,12 pontos.
Com isso, no acumulado de junho o saldo negativo diminuiu para R$ 2,650 bilhões, resultado de compras de R$ 31,277 bilhões e vendas de R$ 33,928 bilhões. Em 2009, o volume de entradas chega a R$ 8,549 bilhões. (Fabiana Holtz)
sábado, 27 de junho de 2009
O que o investidor espera e o que pode esperar do IPO do ano na bolsa?
O que o investidor espera e o que pode esperar do IPO do ano na bolsa?
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney
SÃO PAULO - Controverso, o IPO (Initial Public Offering) da VisaNet foi o assunto da semana que passou e será o assunto da segunda-feira (1), dia de estreia das ações na bolsa. Até lá, sobra apreensão do investidor, seja ele institucional, pessoa física, participante ou não da oferta.
O IPO da VisaNet marca o retorno das ofertas, que sumiram da bolsa desde que a crise começou. Inevitavelmente, faz lembrar as estreias bombásticas de Bovespa Holding, Redecard e BM&F, faz lembrar daquela expectativa por uma disparada dos papéis na abertura, ou a frustração de quando acontece o inverso.
O mercado para no final de semana com a ansiedade toda voltada para as 10h00 da segunda-feira. A exclusão de 23 corretoras do processo apimentou ainda mais o evento, aumentou a apreensão de uns, antecipou frustração a outros.
O otimismo de quem está dentro vai da possibilidade de maior procura pelas ações na estreia, exatamente pelo imbróglio com as corretoras ter excluído tanta gente das reservas. As ações parecem atrativas, a julgar pelo exemplo da abertura de capital da Visa nos Estados Unidos, ou pela opinião de alguns especialistas.
Sem surpresa
Nick Eihorn, estrategista de IPOs da Renaissance Capital, afirmou ao portal MarketWatch que "há muito interesse neste IPO, não será surpresa se for bem".
Ao avaliar os fundamentos da companhia, destacou "margens operacionais fortes e se beneficia dos mesmos fatores de crescimento que a Visa, com a migração dos meios de pagamento do dinheiro vivo para cartões de crédito e débito, principalmente em mercados emergentes como o Brasil".
Nova Bovespa?
Há tempos que a bolsa brasileira não assiste a uma grande estreia. A julgar pelos números da VisaNet, a expectativa é que a segunda-feira (1) resgate um pouco do que foi a bombástica oferta da Bovespa Holding, ou a posterior abertura de capital da BM&F, ambas na segunda metade de 2007, ambas com valorização expressiva para quem entrou.
Tentando administrar a apreensão, um investidor que preferiu o anonimato acredita que apesar da torcida, tudo pode acontecer. Avaliar tanto os fundamentos do papel como as possibilidades da estreia, para ele, é como "jogar uma moeda para o alto". Afinal, ainda não há histórico de cotações ou analistas que cubram esta ação.
28% lá fora
A partir daí, o mercado busca lidar com o que tem em mãos. Lá fora, lá atrás, a abertura de capital da Visa, em março de 2008 na NYSE, registrou alta de 28,41% dos papéis, que apareciam cotados a US$ 56,50 ao final de seu primeiro pregão.
Cabe mencionar que o preço das ações durante o processo de abertura de capital da Visa ficou em US$ 44,00 cada, acima do intervalo estimado pelos coordenadores da oferta (US$ 37,00 a US$ 42,00). Por aqui, a precificação dos ativos da VisaNet ficou em R$ 15,00, no teto das estimativas.
Lembrar a estreia das ações da Visa na NYSE empolga, como empolgou na época Aldo Luiz Mendes, vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, grande acionista da VisaNet: "VisaNet está para a Bovespa como a Visa está para Wall Street".
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney
SÃO PAULO - Controverso, o IPO (Initial Public Offering) da VisaNet foi o assunto da semana que passou e será o assunto da segunda-feira (1), dia de estreia das ações na bolsa. Até lá, sobra apreensão do investidor, seja ele institucional, pessoa física, participante ou não da oferta.
O IPO da VisaNet marca o retorno das ofertas, que sumiram da bolsa desde que a crise começou. Inevitavelmente, faz lembrar as estreias bombásticas de Bovespa Holding, Redecard e BM&F, faz lembrar daquela expectativa por uma disparada dos papéis na abertura, ou a frustração de quando acontece o inverso.
O mercado para no final de semana com a ansiedade toda voltada para as 10h00 da segunda-feira. A exclusão de 23 corretoras do processo apimentou ainda mais o evento, aumentou a apreensão de uns, antecipou frustração a outros.
O otimismo de quem está dentro vai da possibilidade de maior procura pelas ações na estreia, exatamente pelo imbróglio com as corretoras ter excluído tanta gente das reservas. As ações parecem atrativas, a julgar pelo exemplo da abertura de capital da Visa nos Estados Unidos, ou pela opinião de alguns especialistas.
Sem surpresa
Nick Eihorn, estrategista de IPOs da Renaissance Capital, afirmou ao portal MarketWatch que "há muito interesse neste IPO, não será surpresa se for bem".
Ao avaliar os fundamentos da companhia, destacou "margens operacionais fortes e se beneficia dos mesmos fatores de crescimento que a Visa, com a migração dos meios de pagamento do dinheiro vivo para cartões de crédito e débito, principalmente em mercados emergentes como o Brasil".
Nova Bovespa?
Há tempos que a bolsa brasileira não assiste a uma grande estreia. A julgar pelos números da VisaNet, a expectativa é que a segunda-feira (1) resgate um pouco do que foi a bombástica oferta da Bovespa Holding, ou a posterior abertura de capital da BM&F, ambas na segunda metade de 2007, ambas com valorização expressiva para quem entrou.
Tentando administrar a apreensão, um investidor que preferiu o anonimato acredita que apesar da torcida, tudo pode acontecer. Avaliar tanto os fundamentos do papel como as possibilidades da estreia, para ele, é como "jogar uma moeda para o alto". Afinal, ainda não há histórico de cotações ou analistas que cubram esta ação.
28% lá fora
A partir daí, o mercado busca lidar com o que tem em mãos. Lá fora, lá atrás, a abertura de capital da Visa, em março de 2008 na NYSE, registrou alta de 28,41% dos papéis, que apareciam cotados a US$ 56,50 ao final de seu primeiro pregão.
Cabe mencionar que o preço das ações durante o processo de abertura de capital da Visa ficou em US$ 44,00 cada, acima do intervalo estimado pelos coordenadores da oferta (US$ 37,00 a US$ 42,00). Por aqui, a precificação dos ativos da VisaNet ficou em R$ 15,00, no teto das estimativas.
Lembrar a estreia das ações da Visa na NYSE empolga, como empolgou na época Aldo Luiz Mendes, vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, grande acionista da VisaNet: "VisaNet está para a Bovespa como a Visa está para Wall Street".
Bolsa terá motivação extra, mas precisa lidar com um desconforto no calendário
Bolsa terá motivação extra, mas precisa lidar com um desconforto no calendário
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney
SÃO PAULO - Duas questões-chave devem determinar uma semana bem movimentada para a bolsa. O problema é que estas questões apontam para direções opostas. Ou pode subir bem, ou engatilhar uma descida mais traumática.
Os próximos dias despontam como determinantes por estes motivos. A primeira questão é a grande atração da semana, o IPO da VisaNet na segunda-feira (29). Outro ponto, por muitos ignorado, é que os próximos dias marcam o final do primeiro semestre.
Motivação extra
Vamos aos fatos. A oferta da VisaNet aparece como a volta dos IPOs, de certa forma um sinal de que o mercado está mais receptivo, confiável. "Acho que o IPO vai trazer uma motivação extra, de alta", acredita Rafael Ferri, da TBCS. Os números da oferta já a colocam como o maior IPO da bolsa brasileira; pode resgatar o volume que havia perdido fôlego nos últimos dias.
A exclusão de diversas corretoras do processo deixou muita gente, que gostaria de estar dentro, de fora. Fica a expectativa por uma injeção de recursos na busca por estes novos ativos.
Enfeitando o pavão
Por outro lado, passada a segunda-feira, a semana encerra o primeiro semestre do ano na quarta-feira. "Eles vão enfeitar o pavão para o fechamento do semestre. Acabou o semestre, fechou bonito os fundos, acho que vai ser queda forte depois para os mercados", pondera Rafael Diniz, da TOV Corretora.
Para tentar melhorar seu desempenho no acumulado do período, investidores institucionais podem operar de maneira viesada. "Eles vão tentar melhorar [a performance acumulada], de repente a gente pode ver o índice dando uma beliscada nos 53.400 [pontos]. Depois é só para baixo", alerta Diniz.
"O start é esse, tocando a resistência de 53.400 [pontos] do índice futuro, começa a ficar bem com cara de queda o mercado".
Uma pausa
Fora estes dois pontos cruciais, a semana reserva outros argumentos. Mais otimista, Ferri cita motivos para acreditar em ganhos: "as taxas de juros futuros continuam a cair, apesar de perspectivas de aceleração do processo de afrouxamento monetário, acho que tem espaço para mais dois ou três cortes", para o diretor da TBCS, a próxima semana tem cara de 54.500 pontos.
Além destes eventos, sempre é preciso respeito com a agenda de indicadores. Até porque sai Relatório de Emprego nos Estados Unidos na quinta-feira. Apesar da importância, "já está precificado", minimiza Ferri.
Uma novidade positiva pode vir das montadoras, que podem reportar vendas excedentes a 10 milhões de unidades pela primeira vez no ano. Os dados saem na quarta-feira. Já que acaba com feriado nos Estados Unidos na sexta-feira, certeza é de uma semana movimentada, com algumas questões fundamentais, até a sexta-feira.
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney
SÃO PAULO - Duas questões-chave devem determinar uma semana bem movimentada para a bolsa. O problema é que estas questões apontam para direções opostas. Ou pode subir bem, ou engatilhar uma descida mais traumática.
Os próximos dias despontam como determinantes por estes motivos. A primeira questão é a grande atração da semana, o IPO da VisaNet na segunda-feira (29). Outro ponto, por muitos ignorado, é que os próximos dias marcam o final do primeiro semestre.
Motivação extra
Vamos aos fatos. A oferta da VisaNet aparece como a volta dos IPOs, de certa forma um sinal de que o mercado está mais receptivo, confiável. "Acho que o IPO vai trazer uma motivação extra, de alta", acredita Rafael Ferri, da TBCS. Os números da oferta já a colocam como o maior IPO da bolsa brasileira; pode resgatar o volume que havia perdido fôlego nos últimos dias.
A exclusão de diversas corretoras do processo deixou muita gente, que gostaria de estar dentro, de fora. Fica a expectativa por uma injeção de recursos na busca por estes novos ativos.
Enfeitando o pavão
Por outro lado, passada a segunda-feira, a semana encerra o primeiro semestre do ano na quarta-feira. "Eles vão enfeitar o pavão para o fechamento do semestre. Acabou o semestre, fechou bonito os fundos, acho que vai ser queda forte depois para os mercados", pondera Rafael Diniz, da TOV Corretora.
Para tentar melhorar seu desempenho no acumulado do período, investidores institucionais podem operar de maneira viesada. "Eles vão tentar melhorar [a performance acumulada], de repente a gente pode ver o índice dando uma beliscada nos 53.400 [pontos]. Depois é só para baixo", alerta Diniz.
"O start é esse, tocando a resistência de 53.400 [pontos] do índice futuro, começa a ficar bem com cara de queda o mercado".
Uma pausa
Fora estes dois pontos cruciais, a semana reserva outros argumentos. Mais otimista, Ferri cita motivos para acreditar em ganhos: "as taxas de juros futuros continuam a cair, apesar de perspectivas de aceleração do processo de afrouxamento monetário, acho que tem espaço para mais dois ou três cortes", para o diretor da TBCS, a próxima semana tem cara de 54.500 pontos.
Além destes eventos, sempre é preciso respeito com a agenda de indicadores. Até porque sai Relatório de Emprego nos Estados Unidos na quinta-feira. Apesar da importância, "já está precificado", minimiza Ferri.
Uma novidade positiva pode vir das montadoras, que podem reportar vendas excedentes a 10 milhões de unidades pela primeira vez no ano. Os dados saem na quarta-feira. Já que acaba com feriado nos Estados Unidos na sexta-feira, certeza é de uma semana movimentada, com algumas questões fundamentais, até a sexta-feira.
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