terça-feira, 7 de julho de 2009

Esta charge do Simanca foi feita originalmente para o A TARDE(BA) Boa noite!

LOBÃO: COMISSÃO DO PRÉ-SAL VOLTARÁ A SE REUNIR AMANHÃ ÀS 16 HORAS

LOBÃO: COMISSÃO DO PRÉ-SAL VOLTARÁ A SE REUNIR AMANHÃ ÀS 16 HORAS

Brasília, 7 - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acaba de informar que a comissão interministerial que estuda possíveis mudanças na legislação sobre petróleo com vista à definição das regras de exploração do óleo do pré-sal voltará a se reunir amanhã, às 16 horas.

Integram a comissão, além de Lobão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Além deles também fazem parte do colegiado o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. A reunião é no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência da República.

Como antecipou a Agência Estado na semana passada, Lobão informou que participou no domingo (5) de uma reunião especial para adiantar os trabalhos. Ele não mencionou nenhum prazo para a conclusão dos estudos, mas afirmou: "Acho que nos aproximamos rapidamente de uma solução."

Segundo Lobão, não há divergências entre os participantes da comissão interministerial. O que eles estão definindo são detalhes do texto legal do marco regulatório do petróleo.

O ministro de Minas e Energia participou há pouco da cerimônia de entrega do prêmio de 2009 da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, que homenageou as concessionárias que tiveram os melhores desempenhos em suas regiões e por categoria em 2008. (Leonardo Goy)

HESS, PARCEIRA DA PETROBRAS, CONFIRMA O 1º POÇO SECO DO PRÉ-SAL

HESS, PARCEIRA DA PETROBRAS, CONFIRMA O 1º POÇO SECO DO PRÉ-SAL

Rio, 6 - A petroleira norte-americana Hess Corporation confirmou hoje, em comunicado à imprensa, que resultou seco o poço que vinha sendo perfurado no bloco BM-S-22, na Bacia de Santos. Este é o primeiro poço perfurado no pré-sal de Santos que não encontra um reservatório de petróleo. Até então 100% de todos os outros poços haviam se deparado com reservas de óleo. A Amerada Hess possui 40% da concessão do BM-S-22, que é operado pela Exxon, com 40%. Este é o único bloco na área do polo de Tupi em que a Petrobras não é a operadora. A estatal participa com 20%.

Conhecido como prospecto de Guarani, o poço perfurado no BM-S-22 já vinha sendo comentado nos bastidores do setor como o primeiro resultado negativo do pré-sal brasileiro, porque mesmo após a conclusão dos trabalhos no local, a operadora não havia feito qualquer comunicado à Agência Nacional do Petróleo.

O BM-S-22 já havia tido um poço anterior perfurado com sucesso. O bloco concentra as maiores expectativas dos geólogos devido aos estudos sísmicos realizados no local e que apontam elevadas possibilidades de acumulações na área. O consórcio analisa agora a locação de um terceiro poço no bloco.

A perfuração dos poços no BM-S-22 está sendo realizada pela sonda West Polaris, afretada pela Exxon junto à Seadrill. O contrato tem validade de três anos, mas a Petrobras negocia com a petroleira norte-americana a cessão da sonda de perfuração para atuar em outras áreas do pré-sal da Bacia de Santos. (Kelly Lima)

NY: JUROS DOS TREASURIES CAEM COM QUEDA DO PETRÓLEO E DAS AÇÕES

NY: JUROS DOS TREASURIES CAEM COM QUEDA DO PETRÓLEO E DAS AÇÕES

Nova York, 7 - Os preços dos Treasuries com prazos acima de três anos subiram, com respectiva queda dos juros, com afraqueza das ações e dos preços do petróleo alimentando um movimento de fuga para qualidade, segundo traders e analistas.

Os participantes do mercado de bônus também foram animados por um decente leilão de T-notes de 3 anos, que reafirmou o apetite do investidor estrangeiro pelos bônus governamentais. "Parece que existem compradores de ampla base (para os Treasuries)", disse Tom Spalding, gerente e carteira da Nuveen Investments em Chicago. "Mesmo embora os yields estejam baixos, parece que ainda há um bom interesse."

O leilão primário de US$ 35 bilhões em T-notes de 3 anos - o principal evento do dia - foi um sucesso geral. A proporção ofertas feitas/ofertas aceitas (bid-to-cover), um indicador de demanda, foi de 2,62, que ficou abaixo da taxa de 2,82 registrada em junho - a mais alta desde que a emissão de T-notes de 3 anos foi reintroduzida em novembro -, mas acima da média de 2,51 dos últimos dez leilões anteriores.

As ofertas indiretas - demanda de instituições domésticas e estrangeiras, incluindo bancos centrais estrangeiros - foram robustas, em cerca de 54%, um novo recorde de alta, acima dos 43,8% de junho e dos 37,3% de maio.

O yield das novas T-notes de 3 anos vieram acima do yield cotado no mercado "when-issued", onde os títulos são negociados antes da venda oficial. Quando isso ocorre, significa que o governo teve de pagar mais para vender os títulos da dívida. Mas isso não chegou a ser uma surpresa, visto que o mercado foi para o leilão com os preços nas máximas do dia, uma vez que as ações continuavam a cair.

As novas T-notes de 3 anos foram vendidas com um yield de 1,519%, comparado com a taxa de 1,495% do mercado "when-issued".

A venda de T-notes de 3 anos "foi um bom leilão considerando o movimento de alta que tivemos", disse Carl Lantz, estrategista de renda fixa do Credit Suisse em Nova York. "Parece que os investidores estrangeiros estão voltando ao mercado de Treasuries, o que é um bom sinal", acrescentou.

Os Treasuries também foram ajudados pelo dólar mais forte e fraqueza das commodities e da bolsa, que foi pressionada pelo declínio das ações de companhias de energia. O Dow Jones fechou em baixa de 1,94%, enquanto o S&P-500 caiu 1,97%.

As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)

NY: SAÍDA DOS PACOTES DEVE GERAR CONTROVÉRSIA EM ENCONTRO DO G-8

NY: SAÍDA DOS PACOTES DEVE GERAR CONTROVÉRSIA EM ENCONTRO DO G-8

Nova York, 7 - Economistas em Wall Street avaliam a situação dos estímulos das políticas fiscal e monetária no mundo como um tema sensível nesta reunião do G-8, em L'Aquila, na Itália. Em antecipação ao encontro de três dias que tem início nesta quarta-feira, os analistas em Nova York chamam atenção sobre a divergência entre os Estados Unidos e a Alemanha, com este último pressionando por planos para saída dos pacotes de estímulos, diante do temor que a atual expansão fiscal e monetária irá alimentar a inflação no mundo.

Os profissionais estimam que o governo dos EUA, com suporte do Reino Unido, deve se posicionar favoravelmente à manutenção do estímulo às políticas fiscal e monetária até que apareçam sinais claros de que há estabilidade no cenário econômico mundial. Hoje, segundo a Fox News, em Moscou, o presidente dos EUA, Barack Obama, teria sugerido que não descarta um segundo pacote federal. Sobre o estímulo já em andamento, Obama acrescentou que o processo não poderia ser interrompido rapidamente, uma vez leva tempo para que os reflexos apareçam nos projetos dos Estados e dos municípios no país.

De outro lado, há a expectativa de que a Alemanha irá argumentar em favor da elaboração de uma estratégia conjunta para delinear a saída, ou encerramento, das medidas extraordinárias, em especial de expansão da política monetária implementadas em diversas economias. A chanceler alemã, Angela Merkel, tem sido consistente ao reiterar que não é a favor de uma segunda rodada de medidas de estímulo e tem destacado a necessidade de haver conversas sobre planos para evitar que a inflação dispare no mundo em função dos planos dos governos para o combate à recessão. No encontro em Washington, há pouco mais de 10 dias, Obama e Merkel disseram que conversaram sobre o G-8, falaram em progresso, mas evitaram a questão dos estímulos das políticas federais.

A equipe da consultoria norte-americana IHS Global Insight para assuntos soberanos destaca que pode ser cedo demais para discutir saída dos estímulos diante dos riscos que ainda pairam sobre as economias mundiais. A instituição cita projeção de declínio de 2% para a economia mundial neste ano e prevê que o PIB do G-8, em particular, pode ficar em um intervalo entre -5% a -9% no mesmo período, sem falar no colapso do comércio internacional.

No detalhe, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, não vê com preocupação a habilidade do Federal Reserve para sair do posicionamento monetário atual. "Há inúmeras formas para articular um aperto das condições monetárias. A perda de controle em caso de aceleração da inflação parece muito improvável", afirma. Em oposição, Hatzius diz que se preocupa com a habilidade do Fed em responder a um enfraquecimento maior da atividade econômica ou mesmo da inflação. "Surpresas negativas são mais prováveis do que positivas", adverte. Segundo o economista, haveria muito mais dificuldade em articular flexibilização suficiente para lidar com enfraquecimento adicional da economia.

Os analistas em Nova York acreditam que é improvável que o comunicado do G-8 traga propostas para uma nova moeda de reserva internacional em substituição ao dólar. Apesar das manifestações recentes dos russos com foco para este debate agora no G-8, os analistas lembram que os membros do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), reconhecidamente os principais interessados na questão, não conseguiram chegar a um consenso sobre o tema para a publicação oficial do comunicado da reunião que tiveram no dia 16 de junho, em Ecaterimburgo, na Rússia.
O G-8 reúne Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Rússia. Nesta edição na Itália, que vai do dia 8 ao dia 10, Brasil, Índia, China, México e África do Sul vão participar como observadores e integrar alguns debates e também deve haver um painel com a presença do Egito.

O dia mais importante para o mercado de moedas, diz um estrategista do UBS, será a quinta-feira, dia 9, quando haverá sessões de debates entre os membros do G-8 e os países emergentes convidados. Hoje, um conselheiro do governo russo afirmou que o país defenderá no G-8 uma nova moeda de reserva internacional. Na semana anterior, foram membros do governo chinês que se manifestaram sobre a questão. Mas os economistas não acreditam que o G-8 irá carregar um comunicado com proposição para uma moeda alternativa ao sistema de reserva mundial.

A razão principal para esta percepção é o argumento de que nem mesmo o bloco BRIC fez isso no comunicado que se seguiu ao encontro realizado em junho. Naquele encontro, acrescenta a equipe de estratégia cambial do HSBC, o resultado foi "previsível", sem menção da substituição do dólar no documento oficial divulgado ao final da reunião, na Rússia. Analistas avaliam que, se não houve manifestação formal entre os principais interessados para a substituição do dólar por uma outra moeda supranacional, é mais improvável ainda que qualquer menção apareça no comunicado doG-8, que, mesmo com a presença da Rússia, reúne as sete economias mais industrializadas do globo.

Na prática, argumenta o diretor para mercados emergentes do RBC Capital Markets,Nick Chamie, a substituição do dólar como a principal moeda de reserva global não é um risco para o curto prazo e demandaria um período muito longo para que isso pudesse ocorrer.

Para o Bank of New York Mellon para mercados globais, Michael Woolfolk, uma reestruturação no sistema monetário mundial neste nível seria algo prematuro pelo risco de exacerbar o que já é a recessão mais severa desde a Grande Depressão. Na prática, ele acredita que, ao longo do tempo, o sistema financeiro global irá se tornar menos dependente do dólar no ritmo em que a economia mundial também se tornar cada vez menos dependente da economia dos Estados Unidos. (Nalu Fernandes)

GESTORES DE FUNDOS DE HEDGE E PRIVATE EQUITY CRITICAM REGRAS DA UE

GESTORES DE FUNDOS DE HEDGE E PRIVATE EQUITY CRITICAM REGRAS DA UE

Londres, 7 - Líderes de fundos de hedge e private equity disseram ao governo britânico que os planos da Comissão Europeia para regulamentar o setor, se forem implementados em sua forma atual, poderão afastar os investidores da
Europa.

"Cerca de 60% de toda a atividade de private equity que ocorre na União Europeia tem lugar em Londres. Uma diretriz que torne a Europa significativamente menos atraente para uma indústria altamente internacional que é a de private equity faz muito mais estragos em Londres e no Reino Unido do que em qualquer outro lugar do continente", disse o executivo-chefe da Associação Britânica de Private Equity e Venture Capital, Simon Walker, ao subcomitê da UE na Câmara dos Lordes.

Walker afirmou que o private equity deveria ser inteiramente retirado do escopo das novas regras, destacando que as diretrizes do setor sobre transparência e divulgação de informações foram colocadas em prática no Reino Unido há cerca de 18 meses. Para ele, submeter fundos e gestores não europeus a controles rígidos levaria a uma perda de escolha, já que cerca de 95% dos gestores estão sediados fora da Europa ou usam fundos offshore.

O executivo-chefe da Associação de Gestão de Investimentos Alternativos, Andrew Baker, também expressou frustração com relação aos planos da UE, que, segundo ele, têm um alvo equivocado no setor de serviços financeiros.
Para o presidente da Associação, Robert Jenkins, "é curioso que a resposta de alguns políticos europeus à crise bancária seja regular o setor de gerenciamento de investimentos".

Sobre a proposta de limitar a alavancagem usada por gestores de fundos alternativos, Jenkins disse que qualquer lei contra a alavancagem deve criar um campo justo de concorrência.

Representantes do governo britânico, entre eles o secretário de Negócios, Peter Mandelson, já reclamaram das regras propostas pela UE na forma atual. O secretário de Serviços Financeiros do país, Paul Myners, disse que as regras precisam de uma grande reformulação antes de ficarem de acordo com o objetivo do Reino Unido de se alcançar um "sistema que permita que os gestores de fundos eficientes, bem administrados e bem regulados concorram por negócios sem restrições na UE". As informações são da Dow Jones. (Marcílio Souza)

CFTC CONSIDERA LIMITES PARA RESTRINGIR ESPECULAÇÃO EM COMMODITIES

CFTC CONSIDERA LIMITES PARA RESTRINGIR ESPECULAÇÃO EM COMMODITIES

Washington, 7 - O regulador de commodities dos EUA, em um esforço para reduzir a especulação excessiva, planeja propor limites de negociação em petróleo, gás natural e possivelmente outros ativos. O presidente da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), Gary Gensler, disse hoje que a agência fará audiências durante o verão (hemisfério Norte) para considerar impor limites de posicionamento para "todas as commodities de oferta finita".

A agência reguladora também pretende revisar se dealers de swap, operadores de índices e gestores de fundos negociados em bolsa devem ter permissão de ultrapassar esses limites por meio de isenções de hedge especiais.

"Minha crença firme é de que precisamos usar agressivamente todas as autoridades existentes para assegurar a integridade do mercado", afirmou Gensler.

Se a CFTC acabar decidindo estabelecer limites para energia e outras commodities, seria uma grande mudança da política atual, que deixa boa parte da autoridade para as bolsas. Atualmente, a CFTC impõe limites em certos produtos agrícolas e permite que as bolsas estabeleçam limites em outras commodities como energia e metais, para proteger contra manipulação. Mas não se exige que elas protejam contra especulação excessiva.

Gensler disse ainda que a agência está no processo de alterar drasticamente a maneira como apresenta informações ao público em seu relatório semanal de grandes negociadores, por meio da incorporação de dados sobre dealers de swap, contratos estrangeiros ligados a contratos de futuros dos EUA, posições em mercado gerenciadas profissionalmente tais como fundos de hedge e contratos que ajudem a definir os preços de mercado.

Tal mudança seria uma saída do formato atual dos relatórios, que apenas classificam os maiores negociadores como hedgers ou especuladores e dificultam obter um cenário real do ambiente de mercado. Muitos grandes dealers de derivativos, tais como o Goldman Sachs, podem se declarar como hedgers mesmo que as estratégias de negociação combinem gerenciamento de risco de preço e especulação.

A decisão de reconsiderar limites de posição e isenções de hedge reflete uma atitude diferente do que a que a CFTC demonstrou no verão passado, quando o petróleo e as commodities agrícolas saltaram para máximas históricas. Alguns legisladores acreditam que as elevações de preços estavam ligadas à especulação excessiva por dealers de swap e operadores de índices, e criticaram a agência por não ter agido firmemente. As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)

RÚSSIA DIZ QUE DEFENDERÁ NOVA MOEDA DE RESERVA NO G-8

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