quarta-feira, 8 de julho de 2009

Esta charge do Pelicano foi feita originalmente para o Bom Dia (SP)Boa noite!

ESPECIALISTAS:ANÚNCIO DE POÇO SECO REDUZ EXPECTATIVAS SOBRE PRÉ-SAL

ESPECIALISTAS:ANÚNCIO DE POÇO SECO REDUZ EXPECTATIVAS SOBRE PRÉ-SAL

Rio, 8 - A descoberta do primeiro poço seco na área do Pólo de Tupi, na Bacia de Santos, mostrou que as explorações no pré-sal não são "o bilhete premiado" como a Petrobras vinha sugerindo desde os primeiros estágios de discussões sobre a regulamentação na área. A opinião é praticamente unânime entre analistas e especialistas do setor, mas não reduz as elevadas expectativas para esta nova fronteira geológica. "Nós não estamos sugerindo que o potencial do pré-sal seja questionável, mas que os riscos existem e que as expectativas precisam ser moderadas", argumenta Emerson Leite, em relatório do Credit Suisse, divulgado logo após a confirmação dos resultados negativos do segundo poço perfurado no BM-S-22, na área de Guarani.

O Credit Suisse, inclusive, chegou a revisar para um potencial máximo de 5 bilhões de barris em potencial nos reservatórios do BM-S-22, antes mesmo desta confirmação. Logo após o anúncio das descobertas gigantescas de Tupi (entre 5 e 8 bilhões de barris) vários bancos chegaram a projetar estas reservas potenciais para algo em torno de 15 bilhões. No total, para o Polo de Tupi, o Credit Suisse hoje fala em um potencial de 36 bilhões de barris e não mais de 46 bilhões.

Esta "frustração" de expectativas chegou a ser apontada como uma das causas para o fraco desempenho das ações da Petrobras no after market ontem, mas o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, rechaçou esta hipótese. "As ações caíram acompanhando os preços do barril de petróleo, também em queda. Neste bloco temos uma pequena participação. Não temos muito com que nos preocupar. Outros seis blocos que perfuramos tiveram resultados excelentes", disse Barbassa. A Petrobras participa com 20% do BM-S-22, bloco operado pela Exxon (40%) em parceria com a Hess Corporation (40%).

Para Eduardo Roche, chefe de análise da Modal Asset, a descoberta de um poço seco só gerou "frustração" por causa da elevada expectativa que todos tinham com relação ao pré-sal. "Foi vendido pelo governo, pela ANP, pela Petrobras e por todo mundo uma certa euforia com relação ao pré-sal. Um fato como este isolado é prematuro para tirar o brilho do pré-sal. Mas é um alerta suficiente para o governo baixar a bola e reavaliar o que vai fazer", comentou. Ele lembrou que desde o início das discussões a Comissão Interministerial, que avalia mudanças no marco regulatório do petróleo, tem deixado clara a intenção de se apropriar de maior valor em cima destas reservas que até então não ofereceriam riscos.

O geólogo e consultor John Forman, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), destacou o fato de o novo marco regulatório ter começado a ser discutido num momento de euforia. "O petróleo estava em alta e todos estavam muito entusiasmados com as novas perspectivas do pré-sal. Mas este cenário mudou", disse. Para ele, o fato de apenas um poço ter apresentado resultado negativo, entre mais de 15 perfurados com sucesso em outros blocos da área do pré-sal, seria "perfeitamente normal caso não tivessem sido levantadas tantas expectativas elevadas". "Historicamente, a média de acertos da Petrobras é de 30%. Ou seja, em cem poços, 30 resultam em novas descobertas. Realmente, o índice no Polo de Tupi estava elevado e todos já sabiam que seria difícil manter 100%", avaliou o geólogo.

Para o analista do Banco do Brasil, Nelson Rodrigues de Mattos, há que ser ressaltado o fato de a Petrobras "ainda não ter errado o alvo". "Nas outras seis áreas, a Petrobrás encontrou novas reservas. Não estamos aqui questionando a capacidade da Exxon, mas apontando a experiência da empresa e a precisão em atingir seus alvos", disse. (Kelly Lima)

EUA: PRESIDENTE DO FED DE CHICAGO DEFENDE MAIS ESTÍMULO ECONÔMICO

EUA: PRESIDENTE DO FED DE CHICAGO DEFENDE MAIS ESTÍMULO ECONÔMICO

South Bend, Indiana, 8 - O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, disse nesta quarta-feira que algum estímulo econômico adicional "ajudaria", mas ele evitou defender uma política fiscal mais agressiva para ajudar a tirar os Estados Unidos de uma recessão profunda.

Ao falar aos repórteres em seguida a um discurso na Câmara de Comércio do condado de St. Joseph, em South Bend, Estado de Indiana, Evans disse que "certos tipos de estímulos ajudariam".

Evans, um membro com direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que formula a política monetária, evitou especificar qualquer proposta, já que isso é um papel do Congresso americano. "Nós não propomos políticas fiscais", disse Evans.

Logo após a administração Obama chegar ao poder em janeiro, o Congresso aprovou um pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões, o qual Evans afirma ter tido um impacto positivo até agora, mas "não tanto o quanto
gostaríamos".

As declarações de Evans foram feitas no momento em que membros do Congresso e da administração Obama consideram a ideia de um estímulo adicional, após dados desapontadores do mercado de trabalho em junho.

O Departamento do Trabalho do governo americano reportou na semana passada que a economia perdeu 467.000 empregos em junho (payroll), ultrapassando a projeção dos economistas de uma queda de 350.000 empregos. O dado mostrou que a taxa de desemprego em junho nos EUA cresceu à máxima em 26 anos, para 9,5% da força de trabalho, acima dos 9,4% de desemprego em maio.

Evans disse que existe uma possibilidade "substancial" de que a taxa de desemprego chegue a perto de 10% em 2010.

Evans indicou que não existe pressa em subir taxas de juros para combater a inflação, mesmo que o Fed tenha expandido seu balanço. Evans disse que o núcleo da inflação, que exclui preços de alimentos e energia, está em nível
"aceitável" próximo a 2%.

"As pressões inflacionárias não crescerão sem uma ampla expansão do crédito, e não existem indícios disso no momento", disse Evans. Como resultado, Evans comentou aos repórteres mais tarde que a política monetária "será acomodatícia por um período considerável de tempo". As informações são da Dow Jones. (André Lachini)

Petrobras bloco do pré-sal BM-S-22(HSBC)

O que aconteceu? A ExxonMobil (XOM) e a Hess Corporation (HES) anunciaram ontem que não encontraram petróleo ou gás natural no segundo poço na reserva de Guarani, localizada no bloco do pré-sal BM-S-22 na Bacia de Santos. Os parceiros detêm, cada um, uma participação de 40% no bloco e a Petrobras (que não fez nenhum anúncio relacionado ao assunto) detém os 20% restantes.

Histórico: O BM-S-22 faz parte dos 4 blocos do pré-sal localizados a sudoeste de Tupi. A XOM perfurou seu 1º poço (1ESSO3SPS, ou Azulão-1) no BM-S-22 em out/08, anunciando uma descoberta de petróleo no final de jan/09. Uma estimativa fornecida naquela época, por um geologista brasileiro anônimo, aos noticiários sugeriu possíveis recursos de petróleo de mais de 10 bilhões de barris de petróleo equivalente (boe) no BM-S-22. Em 17/fev, a XOM notificou a ANP de uma 2ª descoberta de petróleo no mesmo poço, o Azulão-1, não fornecendo detalhes. A empresa começou a perfurar seu 2º poço, o Guarani, no começo de junho. O anúncio do poço seco ontem marca o primeiro retrocesso nas atividades de perfuração no pré-sal no Brasil. O BM-S-22 foi o último bloco a ser perfurado na área. A Petrobras encontrou petróleo em todos os 14 poços que perfurou, como operadora, na área do pré-sal, fornecendo estimativas de recursos para Tupi (5-9 bilhões de boe) e Iara (3-4 bilhões de boe).

Impacto em nossas estimativas: Embora o anúncio de ontem seja decepcionante, o impacto sobre os demonstrativos financeiros da Petrobras devem ser mínimos, em nossa opinião. Com participação de 20% no BM-S-22, a Petrobras foi menos afetada que seus parceiros, a XOM e a HES. A área ao sul do BM-S-22 ainda faz parte do financiamento do governo federal e não acreditamos que ela seja leiloada em breve. O poço seco no BM-S-22 possivelmente indica a fronteira sul do cluster do pré-sal; se isso for comprovado, fornece boas informações que podem fazer com que a Petrobras se concentre em seus outros blocos do pré-sal nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.

Avaliação: As ações da Petrobras são negociadas atualmente a P/L 10,3x nossa estimativa de 2010, em linha com seus pares dos mercados emergentes. Nossa avaliação permanece inalterada com um preço alvo de R$34/PN, implicando um retorno potencial total de 16% em relação aos níveis atuais. Temos classificação Neutral (V). Entretanto, o anúncio do poço seco pode incomodar alguns investidores e o recuo nos preços de petróleo pode pressionar as ações no curto prazoClique para ampliar!

Boato do dia!

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EIU: ECONOMIA MUNDIAL ENFRENTA O ENIGMA DOS PREÇOS

EIU: ECONOMIA MUNDIAL ENFRENTA O ENIGMA DOS PREÇOS

Como os governos e os bancos centrais gastaram pesadamente e emitiram moeda para combater a mais brutal das recessões desde os anos 1930, os mercados financeiros estão preocupados com as consequências inflacionárias deste tipo de medida. Apesar de o mundo desenvolvido ter adotado políticas fiscal e monetária agressivas, é a deflação muito mais do que a inflação que permanece como o principal risco para a economia global.

Motivos para se preocupar com a inflação não são difíceis de encontrar. Os EUA, por exemplo, estão a ponto de registrar um déficit orçamentário no valor de quase 15% do PIB em 2009-2010, uma dívida que não era vista no país desde a Segunda Guerra Mundial. O Reino Unido e Japão em particular, mas também muitos outros países da zona do euro, provavelmente irão registrar uma severa deterioração nas finanças públicas nos próximos dois anos ou mais. Em um cenário de perspectivas reduzidas para o crescimento global, todos os países afetados encontrarão dificuldades para restabelecer totalmente suas finanças públicas no curto prazo.

O Federal Reserve, entretanto, está com o balanço patrimonial mais do dobro de seu tamanho em relação aos níveis de antes de 2007, de US$ 800 bilhões para os atuais US$ 2 trilhões. O Banco Central Europeu foi mais agressivo do que sua reputação sugere, ao fornecer aos mercados financeiros US$ 620 bilhões apenas em junho desse ano com o objetivo de enfraquecer a contração na liquidez.

A combinação de medidas fiscais e monetárias fez surgir vários medos: a falta de recursos cada vez mais crescente - particularmente nos EUA - pode fazer com que os governos fiquem tentados a experimentar elevar suas dívidas, que a expansão da oferta monetária possa se mostrar não apenas fortemente inflacionária, mas também difícil de reverter rapidamente, e de os banqueiros centrais em qualquer evento se esforçarem a tempo de normalizar a política monetária, optando ao invés disso pela manutenção da política muito flexível durante muito tempo pelo medo de congelar o embrião da recuperação econômica.

Particularmente refletindo esses medos (bem como uma ligeira queda no otimismo que pode ter encorajado os investidores a abandonar os títulos do governo como porto seguro) os yields dos Treasuries subiram mais de 100 pontos-base de março a junho.

O argumento da deflação

Mas essas angústias ignoram que a preocupação essencial com a resposta agressiva da política macroeconômica agressiva deveria ser com a persistência de pressões deflacionárias em muitas das principais economias mundiais. O exemplo do Japão, onde os preços ao consumidor registraram queda anual entre 1999 e 2005, enfatiza porque o combate à deflação continua sendo uma política prioritária. Não apenas a queda nos preços tornou difícil para o consumidor japonês reconstruir seu orçamento (por causa do aumento do valor real de seus compromissos financeiros), como mais grave ainda, eles também ficaram entorpecidos em relação à eficácia das repostas das autoridades monetárias e fiscais. Isso, por outro lado, atrasou uma eventual recuperação da bolha dos preços dos ativos em 1990-1991, mergulhando o país na subsequente "década perdida".

Três fatores importantes interligados enfatizam porque no momento a deflação continua sendo um risco muito maior do que a inflação. O primeiro é a grande quantidade de capacidade ociosa presente na economia global. O colapso na demanda global provocou quedas nas taxas de utilização da capacidade em todo o mundo desenvolvido, com recordes de baixa próximos dos registrados no pós-guerra. Nos EUA, por exemplo, em maio desse ano as taxas de utilização da capacidade de toda a indústria e indústria automobilística estiveram em 68,3% e 38,3% respectivamente. Essas taxas estão bem abaixo das taxas médias registradas e 1999 e 2008, de 80,7% e 75,4, o que sugere a construção de pressões deflacionárias.

Entretanto, é improvável que vá ocorrer uma recuperação sustentada da capacidade de utilização no médio prazo, apesar do provável aumento temporário na produção, resultado de uma correção nos estoques na sequência do exagerado aumento nos estoques no final de 2008 e começo de 2009. De fato, considerando que a mudança na tendência do consumo nos EUA e de outros mercados importantes será permanente, as empresas terão de descartar mais capacidade. Isso adicionará pressões deflacionárias - veja as pressões para reduzir a capacidade no setor automotivo, onde a oferta de produto pode ser de acima de 90 milhões de unidades globais em relação às vendas anuais de em torno de 50 milhões de unidades.

Os mercados emergentes provavelmente continuarão imunes. O risco pode ser maior na China, onde a expansão do investimento entre 2003-2007 criou um aumento da capacidade em todo o tipo de indústria, incluindo aço e construção naval. O programa de estímulo do governo, que deve expandir o crescimento do investimento, pode agravar esse excesso em alguns dos setores que já estão sendo considerados mais problemáticos. O segundo fator por trás do risco de deflação é que o setor privado ainda continua muito alavancado. Os negócios domésticos em todo o mundo desenvolvido foram duramente atingidos pelo colapso no valor dos ativos - somente nos EUA, as contas domésticas carregam perdas relativas ao colapso no mercado imobiliário, ações e outros ativos no valor de US$ 14 trilhões.

Isso junto com endividamento elevado e incertezas em relação às perspectivas econômicas assegurarão que os negócios domésticos em muitos países priorizem no curto prazo o pagamento das dívidas e a construção de poupança ao invés do consumo, isso deve reduzir o poder de compra das empresas e sua capacidade para repassar os custos para os consumidores. O pico nas taxas de poupança (para 6,9% da renda pessoal disponível em maio, em relação ao recente 0% registrado em abril do ano passado) e a queda de 0,4% em bases anualizadas nas hipotecas no quarto trimestre do ano passado, sugerem que nos EUA esse processo está no caminho.

Intervenção financeira enfraquecida

O terceiro fator é que provavelmente o setor financeiro, principalmente dos EUA,zona do euro e Japão, continuará enfraquecido. Embora os principais bancos centrais mundiais tenham despejado enormes quantidades de dinheiro na economia, os bancos mantiveram quando parte dessa liquidez como um amortecer para o caso de haver novas deteriorações na economia. O resultado é que essa liquidez não encontrou seu caminho em direção à economia e não aumentou as pressões inflacionárias.

Embora a velocidade do dinheiro permaneça muito lenta, esse problema provavelmente vai persistir. Novamente o Japão é uma lembrança instrutiva. Apesar da adoção da flexibilidade quantitativa pelo Banco do Japão no começo da década, o setor financeiro estava muito fraco para dar suporte a um aumento brusco nos empréstimos. Tão sério quanto foi o fato de que anos de deflação e destruição da riqueza via queda continuada nos preços dos ativos e propriedade ter reduzido nitidamente a demanda do setor privado por empréstimos, novamente reduzindo o impacto da flexibilidade quantitativa.

Então, onde estão os riscos?

O impacto de longo prazo das políticas mencionadas acima continua sendo a falta de compreensão, e os prognósticos de suas consequências estão reproduzindo as maiores dificuldades produzidas pela extraordinária natureza da crise atual.
Mas algumas das conclusões são menos encorajadoras. No Japão, por exemplo, a combinação de grande erosão na riqueza e grandes mudanças demográficas talvez possua tendências inflacionarias tão entrincheiradas com a economia que pode se tornar impossível para as autoridades monetárias fazer com que a política retorne totalmente para os níveis de antes da bolha de ativos no começo dos anos 1990.

Embora as características acima apontem a deflação como o principal risco, a ameaça da inflação também não pode ser descartada. A saída do Fed, BCE e outros para a atual política macroeconômica ultra acomodatícia pode ser acidentada. E se, por exemplo, a incapacidade para vender os ativos adquiridos como parte do programa de flexibilização quantitativa significar que o Fed foi incapaz de drenar a liquidez do sistema como ele se moveu para conter as expectativas inflacionárias? Ou se, digamos, a falta de credibilidade no programa de reforma fiscal da administração de Obama disparar uma corrida pelo dólar, forçando o Fed a apertar a política antecipadamente para dar suporte à moeda dos EUA?

Essa é a medida da complexidade da atual crise financeira que os governos e bancos centrais terão de prescrever tanto para a deflação quanto para a inflação ao mesmo tempo. Por enquanto, entretanto, em vista da continuidade dos riscos deflacionários no curto prazo, a manutenção de uma política fiscal e monetária agressiva nos EUA e em outras partes parece apropriada. Isso quer dizer que a volta da torneira fiscal e monetária de 2008-2009 pode se mostrar como a aposta mais fácil na crise atual - fechá-la novamente pode vir a ser um desafio real. (TRADUZIDO POR PATRÍCIA BRAGA)

Fonte: Economist Intelligence Unit

PETROBRAS DESCARTA RISCO DE HAVER POÇOS SECOS ONDE OPERA NO PRÉ-SAL

PETROBRAS DESCARTA RISCO DE HAVER POÇOS SECOS ONDE OPERA NO PRÉ-SAL

São Paulo, 8 - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, acredita que não há risco de encontrar poços vazios nos seis campos de exploração de petróleo na camada pré-sal, operados pela companhia na Bacia de Santos. "Nós temos seis áreas e estamos com todos os dados constatando as nossas informações iniciais", disse, ontem à noite, após participar do evento "Melhores e Maiores", da revista Exame.

O executivo não quis comentar o fato de um dos poços do bloco BM-S-22, na Bacia de Santos, ser seco. Essa área é operada pela Exxon, que possui participação de 40%. Parcela igual tem a Hess Corporation, ficando o restante com a Petrobras. "Não comentamos o que não é operado por nós", disse. No entanto, acrescentou que novos estudos devem ser feitos nessa área. Trata-se do primeiro poço perfurado no pré-sal de Santos em que não foi encontrada reserva de petróleo.

Gabrielli minimizou ainda a questão da interrupção dos testes em Tupi. Na última segunda-feira, dia 6, a Petrobras informou que foi detectado um problema técnico em um dos parafusos do equipamento que controla a pressão e vazão do poço submarino desse bloco, e por isso a companhia precisou suspender o teste de longa duração (TLD). A troca de equipamento deverá durar entre três e quatro meses, mas ainda assim o executivo não acredita que o cronograma para extração de óleo dessa área será comprometido. "É preciso fazer apenas uma substituição e ainda teremos 15 meses para os testes", disse. O início da produção comercial dessa área está previsto para o quarto trimestre de 2010.

O executivo se mostrou confortável em relação às necessidades de financiamento da companhia para os próximos dois anos. Gabrielli reiterou que o caixa é suficiente para arcar com os investimentos por no mínimo dois anos, podendo chegar a cinco.
No cenário de pior estresse, com a cotação média do barril de petróleo a US$ 37 neste ano, US$ 40 no ano que vem e US$ 45 em 2011, as receitas e as captações já feitas seriam suficientes para as necessidades da empresa para os próximos dois anos, disse ele. Já no caso da média ficar em US$ 65, a companhia teria garantidos cinco anos de suas necessidades. Nesse período, o plano é investir US$ 174,4 bilhões, parte proveniente das receitas operacionais e outros US$ 30 bilhões de captações com terceiros. No entanto, só nos cinco primeiros meses deste ano a companhia já conseguiu mais de US$ 33 bilhões. "E, se houver novas oportunidades no mercado, podemos captar mais", afirmou Gabrielli. (Ana Paula Ribeiro)