Boa noite!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
CHINA DEVE TIRAR LIDERANÇA DOS EUA EM VENDA DE VEÍCULOS EM 2009
CHINA DEVE TIRAR LIDERANÇA DOS EUA EM VENDA DE VEÍCULOS EM 2009
MME: POÇO SECO NO PRÉ-SAL NÃO MUDA ESTUDOS PARA MARCO REGULATÓRIO
MME: POÇO SECO NO PRÉ-SAL NÃO MUDA ESTUDOS PARA MARCO REGULATÓRIO
Brasília, 9 - O Ministério de Minas e Energia informou há pouco, por meio de sua assessoria de imprensa, que o fato de não ter sido encontrado petróleo em um poço que vinha sendo perfurado na camada pré-sal da Bacia de Santos não muda em nada os estudos que estão sendo feitos para o novo marco regulatório do setor petrolífero. Foi anunciado nesta semana, pelo consórcio formado pelas empresas Hess, Exxon e Petrobras, que o poço que vinha sendo perfurado na Bacia de Santos na área do pré-sal estava seco.
Desde que começaram os debates sobre o pré-sal, o governo vem dizendo que, como no pré-sal o risco de insucesso é baixo, seria necessário mudar a legislação para a exploração nessa área. Pelo regime atual de concessão, o óleo extraído do subsolo pertence à empresa que explora o bloco. Esse tipo de sistema é mais comum quando há risco de a empresa gastar dinheiro perfurando um poço e não encontrar nada.
Para o pré-sal, o que se comenta nos bastidores é que o regime a ser adotado deverá ser de partilha, próprio para áreas de baixo risco, no qual o petróleo pertence à União, que remunera os operadores com um porcentual fixo do óleo ou das receitas.
O poço seco encontrado em Santos poderia, em uma primeira análise, reduzir as expectativas com relação ao pré-sal. Para o governo, porém, essa redução de expectativa não deverá resultar em alterações na legislação que está sendo montada para o pré-sal. A avaliação de uma fonte do governo é de que apenas um poço sem petróleo não seria suficiente para mudar a perspectiva de que há muito óleo na região.
Outra fonte lembra que, no campo de Tupi, por exemplo, onde a Petrobras acredita haver de cinco a oito bilhões de barris de petróleo, foi encontrado óleo em todos os poços perfurados. (Leonardo Goy)
Brasília, 9 - O Ministério de Minas e Energia informou há pouco, por meio de sua assessoria de imprensa, que o fato de não ter sido encontrado petróleo em um poço que vinha sendo perfurado na camada pré-sal da Bacia de Santos não muda em nada os estudos que estão sendo feitos para o novo marco regulatório do setor petrolífero. Foi anunciado nesta semana, pelo consórcio formado pelas empresas Hess, Exxon e Petrobras, que o poço que vinha sendo perfurado na Bacia de Santos na área do pré-sal estava seco.
Desde que começaram os debates sobre o pré-sal, o governo vem dizendo que, como no pré-sal o risco de insucesso é baixo, seria necessário mudar a legislação para a exploração nessa área. Pelo regime atual de concessão, o óleo extraído do subsolo pertence à empresa que explora o bloco. Esse tipo de sistema é mais comum quando há risco de a empresa gastar dinheiro perfurando um poço e não encontrar nada.
Para o pré-sal, o que se comenta nos bastidores é que o regime a ser adotado deverá ser de partilha, próprio para áreas de baixo risco, no qual o petróleo pertence à União, que remunera os operadores com um porcentual fixo do óleo ou das receitas.
O poço seco encontrado em Santos poderia, em uma primeira análise, reduzir as expectativas com relação ao pré-sal. Para o governo, porém, essa redução de expectativa não deverá resultar em alterações na legislação que está sendo montada para o pré-sal. A avaliação de uma fonte do governo é de que apenas um poço sem petróleo não seria suficiente para mudar a perspectiva de que há muito óleo na região.
Outra fonte lembra que, no campo de Tupi, por exemplo, onde a Petrobras acredita haver de cinco a oito bilhões de barris de petróleo, foi encontrado óleo em todos os poços perfurados. (Leonardo Goy)
PETROBRAS É MULTADA EM R$ 10 MILHÕES POR DESCUMPRIR ORDEM JUDICIAL
PETROBRAS É MULTADA EM R$ 10 MILHÕES POR DESCUMPRIR ORDEM JUDICIAL
Curitiba, 9 - A juíza Paula Regina Rodrigues Matheus, da 2ª Vara do Trabalho de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, condenou a Petrobras a pagar multa de R$ 10 milhões em razão de descumprimento de decisão judicial que determinava a troca de turno durante a greve ocorrida em março deste ano na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A decisão foi publicada em edital na segunda-feira. A assessoria de imprensa da Repar disse que o assunto foi encaminhado ao departamento jurídico, mas não havia uma resposta até o fim da tarde. (Evandro Fadel)
Curitiba, 9 - A juíza Paula Regina Rodrigues Matheus, da 2ª Vara do Trabalho de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, condenou a Petrobras a pagar multa de R$ 10 milhões em razão de descumprimento de decisão judicial que determinava a troca de turno durante a greve ocorrida em março deste ano na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A decisão foi publicada em edital na segunda-feira. A assessoria de imprensa da Repar disse que o assunto foi encaminhado ao departamento jurídico, mas não havia uma resposta até o fim da tarde. (Evandro Fadel)
DÓLAR CAI FORTE ANTE EURO E LIBRA COM VOLTA DO APETITE AO RISCO
DÓLAR CAI FORTE ANTE EURO E LIBRA COM VOLTA DO APETITE AO RISCO
Toronto, 9 - O dólar recuou sensivelmente em relação ao euro e à libra esterlina nesta quinta-feira, quando o apetite pelo risco retornou e a condição do dólar como moeda de reserva global voltou ao foco do mercado. Numa repentina reversão do espasmo de aversão ao risco de ontem, os investidores voltaram para as ações, commodities e moedas sensíveis ao risco.
O conselheiro do Estado da China, Dai Bingguo, disse aos líderes do G-8 e do G-5 reunidos em Aquila, na Itália, que o regime internacional de câmbio precisa ser diversificado, de acordo com o porta-voz do Ministério de Assuntos Estrangeiros da China, Ma Zhaoxu.
No fim da tarde, o euro subia para US$ 1,4030, de US$ 1,3878 de ontem. A libra subia para US$ 1,6350, de US$ 1,6052. As informações são da Dow Jones. (Regina Cardeal)
Toronto, 9 - O dólar recuou sensivelmente em relação ao euro e à libra esterlina nesta quinta-feira, quando o apetite pelo risco retornou e a condição do dólar como moeda de reserva global voltou ao foco do mercado. Numa repentina reversão do espasmo de aversão ao risco de ontem, os investidores voltaram para as ações, commodities e moedas sensíveis ao risco.
O conselheiro do Estado da China, Dai Bingguo, disse aos líderes do G-8 e do G-5 reunidos em Aquila, na Itália, que o regime internacional de câmbio precisa ser diversificado, de acordo com o porta-voz do Ministério de Assuntos Estrangeiros da China, Ma Zhaoxu.
No fim da tarde, o euro subia para US$ 1,4030, de US$ 1,3878 de ontem. A libra subia para US$ 1,6350, de US$ 1,6052. As informações são da Dow Jones. (Regina Cardeal)
EUROPA: RELATÓRIO MENSAL DA AIE SOBRE MERCADO DE PETRÓLEO SAI 6ªF
EUROPA: RELATÓRIO MENSAL DA AIE SOBRE MERCADO DE PETRÓLEO SAI 6ªF
São Paulo, 9 - A agenda de indicadores da Europa para sexta-feira traz como destaques a divulgação do relatório mensal sobre o mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE) e os dados de produção industrial da França e da Itália. Os horários são de Brasília. (Gustavo Nicoletta)
Clique para ampliar!
São Paulo, 9 - A agenda de indicadores da Europa para sexta-feira traz como destaques a divulgação do relatório mensal sobre o mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE) e os dados de produção industrial da França e da Itália. Os horários são de Brasília. (Gustavo Nicoletta)
Clique para ampliar!
EUROPA: BOLSAS FECHAM EM ALTA; RESULTADO DA ALCOA ANIMA MERCADO
EUROPA: BOLSAS FECHAM EM ALTA; RESULTADO DA ALCOA ANIMA MERCADO
Londres, 9 - Os principais índices do mercado de ações europeu encerraram em alta, após registrarem queda nas últimas sessões, ganhando força em meio à divulgação de um resultado menos fraco que o previsto pela Alcoa, que melhorou o sentimento dos investidores e deu impulso particularmente aos papéis do setor de mineração.
O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,7%, para 199,41 pontos.
Em termos de mercados locais as bolsas subiram, Londres avançou 0,45%, Frankfurt 1,26%, Paris alta de 0,54%, Madri + 0,88%.
A temporada de balanços dos EUA foi inaugurada simbolicamente ontem com a divulgação dos resultados da Alcoa. A companhia registrou um prejuízo líquido no segundo trimestre, mas a receita superou a expectativa dos analistas.
Na próxima semana, uma série de empresas - entre elas a Intel e a Johnson & Johnson, ambas componentes do índice Dow Jones -, divulgarão os balanços do segundo trimestre. Alguns operadores afirmaram que estarão mais atentos às previsões das empresas para o segundo semestre do que aos resultados de fato.
"Se não recebermos algumas previsões decentes, seguiremos para baixo durante algum tempo", disse Jamie Cox, sócio-gerente do Harris Financial Group.
A Philips Electronics inaugurará a temporada europeia de balanços do segundo trimestre na segunda-feira. "Não estamos esperando um desastre", disse Alain Bokobza, diretor de estratégia europeia do Société Générale, sobre a expectativa para
os resultados trimestrais. "Os gerentes foram flexíveis e ajustaram as bases de custo rapidamente para proteger os lucros", acrescentou.
Entre as mineradoras, as ações da Vedanta Resources subiram 3,6% e as da Antofagasta avançaram 2,6%. Também tiveram alta Anglo American (+5,6%), Xstrata (+3,9%) e Rio Tinto (+3,8%).
"Quando os preços das commodities estão subindo, é muito melhor comprar papéis de empresas do setor de metais do que do segmento petrolífero. As mineradoras possuem uma alavancagem operacional muito maior", afirmou Bokobza.
Os bancos também tiveram um dia positivo, com Deutsche Bank subindo 4,6% e HSBC Holdings avançando 1,4%.
As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
Londres, 9 - Os principais índices do mercado de ações europeu encerraram em alta, após registrarem queda nas últimas sessões, ganhando força em meio à divulgação de um resultado menos fraco que o previsto pela Alcoa, que melhorou o sentimento dos investidores e deu impulso particularmente aos papéis do setor de mineração.
O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,7%, para 199,41 pontos.
Em termos de mercados locais as bolsas subiram, Londres avançou 0,45%, Frankfurt 1,26%, Paris alta de 0,54%, Madri + 0,88%.
A temporada de balanços dos EUA foi inaugurada simbolicamente ontem com a divulgação dos resultados da Alcoa. A companhia registrou um prejuízo líquido no segundo trimestre, mas a receita superou a expectativa dos analistas.
Na próxima semana, uma série de empresas - entre elas a Intel e a Johnson & Johnson, ambas componentes do índice Dow Jones -, divulgarão os balanços do segundo trimestre. Alguns operadores afirmaram que estarão mais atentos às previsões das empresas para o segundo semestre do que aos resultados de fato.
"Se não recebermos algumas previsões decentes, seguiremos para baixo durante algum tempo", disse Jamie Cox, sócio-gerente do Harris Financial Group.
A Philips Electronics inaugurará a temporada europeia de balanços do segundo trimestre na segunda-feira. "Não estamos esperando um desastre", disse Alain Bokobza, diretor de estratégia europeia do Société Générale, sobre a expectativa para
os resultados trimestrais. "Os gerentes foram flexíveis e ajustaram as bases de custo rapidamente para proteger os lucros", acrescentou.
Entre as mineradoras, as ações da Vedanta Resources subiram 3,6% e as da Antofagasta avançaram 2,6%. Também tiveram alta Anglo American (+5,6%), Xstrata (+3,9%) e Rio Tinto (+3,8%).
"Quando os preços das commodities estão subindo, é muito melhor comprar papéis de empresas do setor de metais do que do segmento petrolífero. As mineradoras possuem uma alavancagem operacional muito maior", afirmou Bokobza.
Os bancos também tiveram um dia positivo, com Deutsche Bank subindo 4,6% e HSBC Holdings avançando 1,4%.
As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
BOE EMBARALHA ANALISTAS E CONFUNDE EXPECTATIVAS P/REUNIÃO DE AGOSTO
14:28 BOE EMBARALHA ANALISTAS E CONFUNDE EXPECTATIVAS P/REUNIÃO DE AGOSTO
Londres, 9 - Ao decidir deixar inalterada a estratégia de compra de títulos, o Banco da Inglaterra não só surpreendeu como embaralhou as expectativas dos analistas sobre os próximos passos da política de desaperto quantitativo.
Com os juros já no piso de 0,5% ao ano, era esperado que a autoridade ampliasse hoje o volume do programa em 25 bilhões de libras, para o teto de 150 bilhões de libras estabelecido meses atrás.
Agora, apesar de enxergarem a necessidade de mais alívio monetário, os economistas se dividem sobre as próximas decisões do BC inglês - e a reunião de agosto ganha uma importância inesperada.
Para alguns, o freio de hoje sinaliza que o afrouxamento quantitativo chegou ao final. Já outros analistas dizem que a autoridade terá até mesmo de ampliar o limite do programa, aumentando ainda mais a compra de títulos nos próximos meses.
"Eles devem parar o programa por aqui, não porque estão extremamente confiantes com a recuperação econômica, mas porque já fizeram tanto que agora devem aguardar os efeitos", acredita Karen Ward, do HSBC.
Para Peter Dixon, do Commerzbank, a decisão de hoje pode ser vista como evidência de que o BoE pode fazer uma parada na estratégia de imprimir dinheiro novo, algo polêmico e com resultados ainda desconhecidos. "Nada impede que o BC faça uma pausa por alguns meses e retome o programa depois."
Já outros analistas avaliam que a fragilidade econômica levará o Banco da Inglaterra a tomar novas medidas. A primeira seria fazer em agosto aquilo que era aguardado para hoje: anunciar mais 25 bilhões de libras, atingindo o limite.
Instituições como o BNP Paribas e o Standard Chartered veem a possibilidade de o BoE ir além e até pedir autorização do Tesouro para elevar o teto permitido, superando os 150 bilhões de libras.
Samra Al-Harthy e Sarah Hewin, do Standard Chartered, escrevem que o BC inglês deve "manter a mente aberta" sobre a ampliação do limite. "A recessão tem sido mais severa do que o esperado, com possibilidade de uma retração de 5,2% no PIB do segundo trimestre na base anual."
O economista Dominic Bryant, do BNP Paribas, diz que está "confiante" de que a autoridade superará os 150 bilhões de libras, mas avalia que o prazo para essa atitude "está mais incerto", após a surpresa de hoje.
Apesar dos sinais de retomada, ele lembra que o PIB do primeiro trimestre sofreu forte revisão para baixo (de -1,9% para -2,4%, na margem) impedindo qualquer revisão mais expressiva das projeções a serem divulgadas no próximo relatório de inflação do BoE, também em agosto.
Para Karen, do HSBC, se a política monetária não se mexer mais a partir de agora, a inflação só atingirá a meta de 2% em dois anos.
"Não vemos a inflação se tornando um problema nos próximos dois anos, o que deve permitir que o BoE mantenha os juros em nível baixo por um período prolongado", diz o Standard Chartered. (Daniela Milanese)
Londres, 9 - Ao decidir deixar inalterada a estratégia de compra de títulos, o Banco da Inglaterra não só surpreendeu como embaralhou as expectativas dos analistas sobre os próximos passos da política de desaperto quantitativo.
Com os juros já no piso de 0,5% ao ano, era esperado que a autoridade ampliasse hoje o volume do programa em 25 bilhões de libras, para o teto de 150 bilhões de libras estabelecido meses atrás.
Agora, apesar de enxergarem a necessidade de mais alívio monetário, os economistas se dividem sobre as próximas decisões do BC inglês - e a reunião de agosto ganha uma importância inesperada.
Para alguns, o freio de hoje sinaliza que o afrouxamento quantitativo chegou ao final. Já outros analistas dizem que a autoridade terá até mesmo de ampliar o limite do programa, aumentando ainda mais a compra de títulos nos próximos meses.
"Eles devem parar o programa por aqui, não porque estão extremamente confiantes com a recuperação econômica, mas porque já fizeram tanto que agora devem aguardar os efeitos", acredita Karen Ward, do HSBC.
Para Peter Dixon, do Commerzbank, a decisão de hoje pode ser vista como evidência de que o BoE pode fazer uma parada na estratégia de imprimir dinheiro novo, algo polêmico e com resultados ainda desconhecidos. "Nada impede que o BC faça uma pausa por alguns meses e retome o programa depois."
Já outros analistas avaliam que a fragilidade econômica levará o Banco da Inglaterra a tomar novas medidas. A primeira seria fazer em agosto aquilo que era aguardado para hoje: anunciar mais 25 bilhões de libras, atingindo o limite.
Instituições como o BNP Paribas e o Standard Chartered veem a possibilidade de o BoE ir além e até pedir autorização do Tesouro para elevar o teto permitido, superando os 150 bilhões de libras.
Samra Al-Harthy e Sarah Hewin, do Standard Chartered, escrevem que o BC inglês deve "manter a mente aberta" sobre a ampliação do limite. "A recessão tem sido mais severa do que o esperado, com possibilidade de uma retração de 5,2% no PIB do segundo trimestre na base anual."
O economista Dominic Bryant, do BNP Paribas, diz que está "confiante" de que a autoridade superará os 150 bilhões de libras, mas avalia que o prazo para essa atitude "está mais incerto", após a surpresa de hoje.
Apesar dos sinais de retomada, ele lembra que o PIB do primeiro trimestre sofreu forte revisão para baixo (de -1,9% para -2,4%, na margem) impedindo qualquer revisão mais expressiva das projeções a serem divulgadas no próximo relatório de inflação do BoE, também em agosto.
Para Karen, do HSBC, se a política monetária não se mexer mais a partir de agora, a inflação só atingirá a meta de 2% em dois anos.
"Não vemos a inflação se tornando um problema nos próximos dois anos, o que deve permitir que o BoE mantenha os juros em nível baixo por um período prolongado", diz o Standard Chartered. (Daniela Milanese)
Papéis da Petrobras caem com notícia sobre poço seco
Papéis da Petrobras caem com notícia sobre poço seco
Cláudia Schüffner, do Rio
09/07/2009
A notícia sobre a perfuração de um poço pela Exxon e Hess que se mostrou seco no pré-sal da bacia de Santos respingou ontem nas ações da Petrobras. Apesar da estatal ter participação minoritária de 20% no BM-S-22, bloco onde foi perfurado o poço Guarani, as ações preferenciais (sem direito a voto) caíram 0,82% e as ordinárias (com direito a voto) 1,41%, queda maior que a do Ibovespa (- 0,56%).
Agora aumentaram os questionamentos sobre o potencial de reservas de outros blocos na área do pré-sal em torno do bloco BM-S-22. Isso porque tanto esse bloco como o BM-S-21, BM-S-8, BM-S-9 e BM-S-10 estão em cima de uma estrutura apelidada de Pão de Açúcar. Ali se projetava inicialmente a existência de reservatórios com 33 bilhões de barris de óleo.
A frustração com os resultados obtidos pela Exxon, operadora do bloco, levaram alguns analistas do mercado financeiro a consolidar a impressão de que o pré-sal não é um "bilhete premiado". Isso sem contar o aumento do risco político com a proximidade da nova regulamentação do setor, sobre a qual pouco se conhece.
A analista Paula Kovarsky, do banco Itaú, lembra que a notícia sobre o poço seco da Exxon e Hess veio logo após algumas notícias negativas como o defeito na árvore de natal molhada instalada pela Petrobras para testar o campo de Tupi, que agora pode ficar fora de produção por até quatro meses.
"O mercado como um todo é exagerado e muitas vezes os movimentos do papel são altamente psicológicos. Mas é inegável que estamos mais perto do risco político e que a paralisação da produção em Tupi é resultado de algum problema. É claro que os imprevistos acontecem, principalmente em uma nova fronteira como o pré-sal mas veio tudo junto", afirma a analista, que projeta para o entorno do Pão de Açúcar apenas 25% dos 30 bilhões de barris que se previa inicialmente.
Emerson Leite, analista do time de petróleo, gás e petroquímica do Credit Suisse, ressalta que o problema em Tupi deve requerer a intervenção de uma sonda de águas ultraprofundas, equipamento caro e que está sendo usada em outros blocos do pré-sal que estão em fase exploratória.
Para o analista, que antecipou o fracasso da Exxon no BM-S-22, isso não significa que a área não tem enorme potencial. A partir de informações obtidas junto a especialistas, o Credit Suisse acha que, ao que parece, há mais potencial na área próxima dos campos de Tupi, Iara e Júpiter do que nas outras.
Cláudia Schüffner, do Rio
09/07/2009
A notícia sobre a perfuração de um poço pela Exxon e Hess que se mostrou seco no pré-sal da bacia de Santos respingou ontem nas ações da Petrobras. Apesar da estatal ter participação minoritária de 20% no BM-S-22, bloco onde foi perfurado o poço Guarani, as ações preferenciais (sem direito a voto) caíram 0,82% e as ordinárias (com direito a voto) 1,41%, queda maior que a do Ibovespa (- 0,56%).
Agora aumentaram os questionamentos sobre o potencial de reservas de outros blocos na área do pré-sal em torno do bloco BM-S-22. Isso porque tanto esse bloco como o BM-S-21, BM-S-8, BM-S-9 e BM-S-10 estão em cima de uma estrutura apelidada de Pão de Açúcar. Ali se projetava inicialmente a existência de reservatórios com 33 bilhões de barris de óleo.
A frustração com os resultados obtidos pela Exxon, operadora do bloco, levaram alguns analistas do mercado financeiro a consolidar a impressão de que o pré-sal não é um "bilhete premiado". Isso sem contar o aumento do risco político com a proximidade da nova regulamentação do setor, sobre a qual pouco se conhece.A analista Paula Kovarsky, do banco Itaú, lembra que a notícia sobre o poço seco da Exxon e Hess veio logo após algumas notícias negativas como o defeito na árvore de natal molhada instalada pela Petrobras para testar o campo de Tupi, que agora pode ficar fora de produção por até quatro meses.
"O mercado como um todo é exagerado e muitas vezes os movimentos do papel são altamente psicológicos. Mas é inegável que estamos mais perto do risco político e que a paralisação da produção em Tupi é resultado de algum problema. É claro que os imprevistos acontecem, principalmente em uma nova fronteira como o pré-sal mas veio tudo junto", afirma a analista, que projeta para o entorno do Pão de Açúcar apenas 25% dos 30 bilhões de barris que se previa inicialmente.
Emerson Leite, analista do time de petróleo, gás e petroquímica do Credit Suisse, ressalta que o problema em Tupi deve requerer a intervenção de uma sonda de águas ultraprofundas, equipamento caro e que está sendo usada em outros blocos do pré-sal que estão em fase exploratória.
Para o analista, que antecipou o fracasso da Exxon no BM-S-22, isso não significa que a área não tem enorme potencial. A partir de informações obtidas junto a especialistas, o Credit Suisse acha que, ao que parece, há mais potencial na área próxima dos campos de Tupi, Iara e Júpiter do que nas outras.
EUA DESCARTAM AMEAÇA AO DÓLAR;MOEDA NÃO FOI ASSUNTO DE LULA E OBAMA
EUA DESCARTAM AMEAÇA AO DÓLAR;MOEDA NÃO FOI ASSUNTO DE LULA E OBAMA
L'Áquila, 9 - A Casa Branca afirmou que não vê nenhuma ameaça ao status do dólar como moeda de reserva internacional, minimizando recentes pedidos por um conjunto mais diverso de moedas de reserva. O dólar não foi assunto no encontro bilateral entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente Luís Inácio Lula da Silva, nesta manhã.
As moedas também não foram discutidas na reunião de ontem do G-8, apesar de sugestões de autoridades da China e da Rússia de que o dólar não deve ser a moeda de reserva dominante. "Acho que, apesar de todas as conversas que se pode ouvir, não vejo que há qualquer movimento que se distancie da noção de que o dólar é essa moeda", afirmou Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca.
Especulações de que o assunto surgiria em L'Aquila pressionaram o dólar nas últimas semanas. No entanto, a decisão do presidente chinês, Hu Jintao, de não participar da reunião do G-8 pode ter ajudado a deixar o assunto de lado.
Segundo uma pessoa que teve acesso a um esboço do documento que será emitido após o fim da reunião do G-8 desta quinta-feira, o grupo das oito nações mais ricas do mundo e o grupo das cinco maiores economias em desenvolvimento, o G-5, vão prometer não implementar desvalorizações competitivas de moedas.
"Nós vamos nos abster da desvalorização competitiva de nossas moedas e promover um sistema monetário internacional estável e de bom funcionamento", afirma o documento, segundo a fonte. As informações são da Dow Jones. (Danielle Chaves)
L'Áquila, 9 - A Casa Branca afirmou que não vê nenhuma ameaça ao status do dólar como moeda de reserva internacional, minimizando recentes pedidos por um conjunto mais diverso de moedas de reserva. O dólar não foi assunto no encontro bilateral entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente Luís Inácio Lula da Silva, nesta manhã.
As moedas também não foram discutidas na reunião de ontem do G-8, apesar de sugestões de autoridades da China e da Rússia de que o dólar não deve ser a moeda de reserva dominante. "Acho que, apesar de todas as conversas que se pode ouvir, não vejo que há qualquer movimento que se distancie da noção de que o dólar é essa moeda", afirmou Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca.
Especulações de que o assunto surgiria em L'Aquila pressionaram o dólar nas últimas semanas. No entanto, a decisão do presidente chinês, Hu Jintao, de não participar da reunião do G-8 pode ter ajudado a deixar o assunto de lado.
Segundo uma pessoa que teve acesso a um esboço do documento que será emitido após o fim da reunião do G-8 desta quinta-feira, o grupo das oito nações mais ricas do mundo e o grupo das cinco maiores economias em desenvolvimento, o G-5, vão prometer não implementar desvalorizações competitivas de moedas.
"Nós vamos nos abster da desvalorização competitiva de nossas moedas e promover um sistema monetário internacional estável e de bom funcionamento", afirma o documento, segundo a fonte. As informações são da Dow Jones. (Danielle Chaves)
Assinar:
Postagens (Atom)