terça-feira, 24 de novembro de 2009
PRINCIPAL DESAFIO DO PLANO DE BANDA LARGA É BAIXAR PREÇOS DA CONEXÃO
PRINCIPAL DESAFIO DO PLANO DE BANDA LARGA É BAIXAR PREÇOS DA CONEXÃO
Brasília, 24 - O desafio principal do plano nacional de banda larga, na avaliação do Ministério das Comunicações, é baixar o preço da conexão para que os serviços possam chegar às classes mais carentes da população e ao interior do País. Na proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, a banda larga popular teria um preço máximo de R$ 30 por mês. Outro objetivo do projeto "O Brasil em Alta Velocidade" é o de aumentar em dez vezes a velocidade mínima de conexão, saindo hoje de 200 quilobits por segundo (kbps) para 2 megabits por segundo (mbps), em 2014.
Para estimular a expansão das redes, o Ministério defende a realização de novas licitações para a concessão de licenças de TV por assinatura via cabo. A meta é ampliar a cobertura dos serviços de banda larga por esta modalidade para 25% do total de domicílios.
A proposta traça ainda diretrizes regulatórias a serem seguidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para estimular a competição na oferta, o Ministério propõe que a Anatel revise o regulamento de remuneração de redes e de compartilhamento de infraestrutura, para que sejam criadas condições mais favoráveis à entrada de novos prestadores no mercado.
Costa propõe que as empresas responsáveis pela construção de obras públicas de infraestrutura - como habitação, saneamento e energia - sejam obrigadas a incluir dutos e fibras ópticas que possam ser usadas para a comunicação. Há ainda a sugestão para que sejam criadas linhas de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essas linhas seriam usadas para a expansão das redes, para projetos de inclusão digital das prefeituras e para a implantação de lan houses, entre outras aplicações.
O ministério também propõe incluir os provedores de internet que são microempresas ou empresas de pequeno porte em regimes fiscais diferenciados, como o Supersimples e o Simples Nacional.
O ministério destaca ainda que os eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos - como a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos de 2016 - exigem uma infraestrutura de banda larga "moderna e abrangente".
Para coordenar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, o ministério propõe a criação de um comitê gestor, que ficaria responsável pelo acompanhamento e revisão periódica das metas. Este comitê seria composto por representantes de órgãos de Governo, da indústria e das prestadoras de serviços. (Gerusa Marques)
Brasília, 24 - O desafio principal do plano nacional de banda larga, na avaliação do Ministério das Comunicações, é baixar o preço da conexão para que os serviços possam chegar às classes mais carentes da população e ao interior do País. Na proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, a banda larga popular teria um preço máximo de R$ 30 por mês. Outro objetivo do projeto "O Brasil em Alta Velocidade" é o de aumentar em dez vezes a velocidade mínima de conexão, saindo hoje de 200 quilobits por segundo (kbps) para 2 megabits por segundo (mbps), em 2014.
Para estimular a expansão das redes, o Ministério defende a realização de novas licitações para a concessão de licenças de TV por assinatura via cabo. A meta é ampliar a cobertura dos serviços de banda larga por esta modalidade para 25% do total de domicílios.
A proposta traça ainda diretrizes regulatórias a serem seguidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para estimular a competição na oferta, o Ministério propõe que a Anatel revise o regulamento de remuneração de redes e de compartilhamento de infraestrutura, para que sejam criadas condições mais favoráveis à entrada de novos prestadores no mercado.
Costa propõe que as empresas responsáveis pela construção de obras públicas de infraestrutura - como habitação, saneamento e energia - sejam obrigadas a incluir dutos e fibras ópticas que possam ser usadas para a comunicação. Há ainda a sugestão para que sejam criadas linhas de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essas linhas seriam usadas para a expansão das redes, para projetos de inclusão digital das prefeituras e para a implantação de lan houses, entre outras aplicações.
O ministério também propõe incluir os provedores de internet que são microempresas ou empresas de pequeno porte em regimes fiscais diferenciados, como o Supersimples e o Simples Nacional.
O ministério destaca ainda que os eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos - como a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos de 2016 - exigem uma infraestrutura de banda larga "moderna e abrangente".
Para coordenar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, o ministério propõe a criação de um comitê gestor, que ficaria responsável pelo acompanhamento e revisão periódica das metas. Este comitê seria composto por representantes de órgãos de Governo, da indústria e das prestadoras de serviços. (Gerusa Marques)
PERFIL DAS EXPORTAÇÕES FAZ A DIFERENÇA NO RESULTADO DOS FRIGORÍFICOS
PERFIL DAS EXPORTAÇÕES FAZ A DIFERENÇA NO RESULTADO DOS FRIGORÍFICOS
São Paulo, 24 - O comportamento do mercado externo apresentou, mais uma vez, o principal impacto nos resultados das indústrias produtoras de carne no terceiro trimestre deste ano, e deve manter-se como a principal influência dos próximos balanços. Como a recuperação das exportações de carne bovina e de frango segue em um ritmo mais lento do que o esperado inicialmente, o perfil de atuação dessas companhias no mercado internacional foi fundamental para os resultados reportados nos três meses encerrados em setembro.
"A diversificação de mercados para os quais as indústrias exportam e o maior peso de países emergentes em seus portfólios estão fazendo a diferença", afirma o analista da Link Investimentos Rafael Cintra. Indústrias mais expostas a mercados maduros, como o europeu e o norte-americano, continuam sentindo mais os efeitos da retração na demanda. Já países do Oriente Médio, Américas e Ásia, com exceção do Japão, vêm apresentando uma reação mais acelerada, permitindo, inclusive, aumentos de preço.
O perfil das exportações do frigorífico Minerva, por exemplo, tem possibilitado um desempenho superior à média do mercado. No terceiro trimestre, a empresa registrou alta de 14% na receita obtida com as vendas no mercado externo. Na comparação com o segundo trimestre, o avanço foi de 2,9%. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, as exportações brasileiras de carne bovina in natura caíram 36%, em valor, no terceiro trimestre,em
comparação a igual intervalo de 2008.
"Graças ao seu menor porte em relação aos concorrentes de capital aberto, o Minerva vem conseguindo implementar de forma eficaz a estratégia de focar nos mercados mais rentáveis, obtendo neste trimestre preço médio de carne in natura 19% acima da média brasileira", observa a analista da Ativa Corretora Luciana Leocádio.
"Estamos focados em mercados emergentes, que sofreram menos com a crise", confirma o diretor Financeiro do Minerva, Edison Ticle. As Américas são o principal destino das vendas externas da empresa, com fatia de 24,3%, seguida pelo grupo da Comunidade dos Estados Independentes, liderado pela Rússia (20%), Oriente Médio (19,8%), Ásia (14%) e Europa (11,2%).
Para os próximos trimestres, o executivo mostrou bastante otimismo com o desenvolvimento do mercado do Chile, aberto no segundo trimestre deste ano, e com os emergentes asiáticos. "Além do Chile, onde já tivemos bons resultados neste trimestre, a China continental é outro mercado bastante promissor, no qual estudamos ter presença local", diz o executivo. Hoje, o Brasil exporta para a China via Hong Kong, mas o processo de abertura do mercado chinês avança, segundo o executivo.
Apesar do cenário adverso, a Marfrig Alimentos também conseguiu avançar no mercado internacional no terceiro trimestre. A receita líquida com exportações avançou 22% em relação ao mesmo período de 2008, segundo o resultado consolidado, mas a base de comparação é prejudicada em razão de aquisições ocorridas em 12 meses.
Em relação ao segundo trimestre, o crescimento da receita no mercado externo é de 1,6%.
A empresa tem como meta não exportar mais de 20% de seu volume para um único país. Ainda assim, a Europa mantém uma elevada participação nas exportações da empresa,com uma fatia de aproximadamente 37,4%, seguida por Oriente Médio (19,5%) e Rússia (17,3%). Mas, além da variedade nos destinos, a empresa busca a diversificação de proteínas, ao exportar também carne de frango, minimizando riscos de exposição a um único segmento.
"A estratégia da companhia de focar na diversificação geográfica e de proteínas, aliado ao crescimento gradual em industrializados, vem se mostrando acertada", diz a analista da Ativa.
Para a JBS Friboi, que tem uma exposição maior a mercados maduros, os efeitos da crise são mais duradouros. A receita da empresa com exportações caiu 9% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o segundo trimestre, a retração foi de 11%. "Por ser mais internacionalizada, a JBS tem uma exposição diferenciada e a sua performance acaba sofrendo mais com o mercado externo", afirma Luciana.
Câmbio -
Além da lentidão na retomada da demanda externa, a valorização do real atrasa o retorno das exportações aos níveis pré-crise. Durante a apresentação de resultados do terceiro trimestre, executivos das indústrias de carne destacaram que o movimento do câmbio vem prejudicando o seu resultado operacional, apesar de, em alguns casos, beneficiar a linha financeira do balanço.
Esse foi o caso da BRF-Brasil Foods, por exemplo, que obteve um resultado financeiro de R$ 223 milhões no terceiro trimestre como reflexo dos efeitos da variação cambial sobre a sua dívida em moeda estrangeira. Por outro lado, as exportações caíram 18,8% em receita, na comparação com o terceiro trimestre de 2008.
"A contínua apreciação do real dificulta o crescimento da rentabilidade das exportações da empresa. O cenário de curto prazo deve ser ainda difícil", observa em relatório a analista da Brascan Corretora Denise Messer, lembrando que a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) já espera uma retração de 10% no volume embarcado em 2010, após estabilidade este ano, evidenciando a perda de competitividade do produto nacional.
É consenso entre analistas, portanto, que o movimento do câmbio será fundamental para os próximos resultados das indústrias de alimentos. "Permanecendo estável,não haverá impacto adicional em relação ao que já teve, especialmente sobre preço. Caso contrário, o câmbio vai tornar os produtos brasileiros cada vez menos competitivos em relação a outros países", acrescenta Luciana, da Ativa. (Tatiana Freitas)
São Paulo, 24 - O comportamento do mercado externo apresentou, mais uma vez, o principal impacto nos resultados das indústrias produtoras de carne no terceiro trimestre deste ano, e deve manter-se como a principal influência dos próximos balanços. Como a recuperação das exportações de carne bovina e de frango segue em um ritmo mais lento do que o esperado inicialmente, o perfil de atuação dessas companhias no mercado internacional foi fundamental para os resultados reportados nos três meses encerrados em setembro.
"A diversificação de mercados para os quais as indústrias exportam e o maior peso de países emergentes em seus portfólios estão fazendo a diferença", afirma o analista da Link Investimentos Rafael Cintra. Indústrias mais expostas a mercados maduros, como o europeu e o norte-americano, continuam sentindo mais os efeitos da retração na demanda. Já países do Oriente Médio, Américas e Ásia, com exceção do Japão, vêm apresentando uma reação mais acelerada, permitindo, inclusive, aumentos de preço.
O perfil das exportações do frigorífico Minerva, por exemplo, tem possibilitado um desempenho superior à média do mercado. No terceiro trimestre, a empresa registrou alta de 14% na receita obtida com as vendas no mercado externo. Na comparação com o segundo trimestre, o avanço foi de 2,9%. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, as exportações brasileiras de carne bovina in natura caíram 36%, em valor, no terceiro trimestre,em
comparação a igual intervalo de 2008.
"Graças ao seu menor porte em relação aos concorrentes de capital aberto, o Minerva vem conseguindo implementar de forma eficaz a estratégia de focar nos mercados mais rentáveis, obtendo neste trimestre preço médio de carne in natura 19% acima da média brasileira", observa a analista da Ativa Corretora Luciana Leocádio.
"Estamos focados em mercados emergentes, que sofreram menos com a crise", confirma o diretor Financeiro do Minerva, Edison Ticle. As Américas são o principal destino das vendas externas da empresa, com fatia de 24,3%, seguida pelo grupo da Comunidade dos Estados Independentes, liderado pela Rússia (20%), Oriente Médio (19,8%), Ásia (14%) e Europa (11,2%).
Para os próximos trimestres, o executivo mostrou bastante otimismo com o desenvolvimento do mercado do Chile, aberto no segundo trimestre deste ano, e com os emergentes asiáticos. "Além do Chile, onde já tivemos bons resultados neste trimestre, a China continental é outro mercado bastante promissor, no qual estudamos ter presença local", diz o executivo. Hoje, o Brasil exporta para a China via Hong Kong, mas o processo de abertura do mercado chinês avança, segundo o executivo.
Apesar do cenário adverso, a Marfrig Alimentos também conseguiu avançar no mercado internacional no terceiro trimestre. A receita líquida com exportações avançou 22% em relação ao mesmo período de 2008, segundo o resultado consolidado, mas a base de comparação é prejudicada em razão de aquisições ocorridas em 12 meses.
Em relação ao segundo trimestre, o crescimento da receita no mercado externo é de 1,6%.
A empresa tem como meta não exportar mais de 20% de seu volume para um único país. Ainda assim, a Europa mantém uma elevada participação nas exportações da empresa,com uma fatia de aproximadamente 37,4%, seguida por Oriente Médio (19,5%) e Rússia (17,3%). Mas, além da variedade nos destinos, a empresa busca a diversificação de proteínas, ao exportar também carne de frango, minimizando riscos de exposição a um único segmento.
"A estratégia da companhia de focar na diversificação geográfica e de proteínas, aliado ao crescimento gradual em industrializados, vem se mostrando acertada", diz a analista da Ativa.
Para a JBS Friboi, que tem uma exposição maior a mercados maduros, os efeitos da crise são mais duradouros. A receita da empresa com exportações caiu 9% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o segundo trimestre, a retração foi de 11%. "Por ser mais internacionalizada, a JBS tem uma exposição diferenciada e a sua performance acaba sofrendo mais com o mercado externo", afirma Luciana.
Câmbio -
Além da lentidão na retomada da demanda externa, a valorização do real atrasa o retorno das exportações aos níveis pré-crise. Durante a apresentação de resultados do terceiro trimestre, executivos das indústrias de carne destacaram que o movimento do câmbio vem prejudicando o seu resultado operacional, apesar de, em alguns casos, beneficiar a linha financeira do balanço.
Esse foi o caso da BRF-Brasil Foods, por exemplo, que obteve um resultado financeiro de R$ 223 milhões no terceiro trimestre como reflexo dos efeitos da variação cambial sobre a sua dívida em moeda estrangeira. Por outro lado, as exportações caíram 18,8% em receita, na comparação com o terceiro trimestre de 2008.
"A contínua apreciação do real dificulta o crescimento da rentabilidade das exportações da empresa. O cenário de curto prazo deve ser ainda difícil", observa em relatório a analista da Brascan Corretora Denise Messer, lembrando que a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) já espera uma retração de 10% no volume embarcado em 2010, após estabilidade este ano, evidenciando a perda de competitividade do produto nacional.
É consenso entre analistas, portanto, que o movimento do câmbio será fundamental para os próximos resultados das indústrias de alimentos. "Permanecendo estável,não haverá impacto adicional em relação ao que já teve, especialmente sobre preço. Caso contrário, o câmbio vai tornar os produtos brasileiros cada vez menos competitivos em relação a outros países", acrescenta Luciana, da Ativa. (Tatiana Freitas)
NY: DÓLAR SE MANTÉM FIRME FRENTE EURO E MOEDAS COMMODITIES
NY: DÓLAR SE MANTÉM FIRME FRENTE EURO E MOEDAS COMMODITIES
Nova York, 24 - O dólar se manteve firme frente seus principais rivais em Nova York, mas dentro de margens estreitas em uma sessão marcada pela fraqueza das ações e commodities, segundo traders e analistas. Além de avançar frente ao euro, o dólar ganhou terreno contra as moedas commodities, como os dólares canadense e australiano.
"Foi um dia bastante quieto e os mercados estavam razoavelmente sem direção", disse Adam Boyton, estrategista de câmbio do Deutsche Bank em Nova York. "Muito risco está saindo da mesas", acrescentou.
Não é exatamente um movimento de aversão ao risco, mas existe "uma relutância geral através do mercado para assumir novas posições" antes do feriado de Ação de Graças, na quinta-feira e final do ano, segundo Boyton.
As transações foram um tanto voláteis ao longo do dia, refletindo as condições de baixa liquidez do mercado, segundo analistas. As flutuações do mercado de moedas imitaram os movimentos dos preços de outras classes de ativos.
Entre as notícias do dia, a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve não teve um impacto imediato sobre os mercados de moedas apesar de uma incomum referência direta a taxa cambial.
O Fed reconheceu o declínio do dólar, dizendo que aparentemente refletia a reversão da demanda por segurança. A ata também revelou que "qualquer tendência para uma intensificação da depreciação do dólar ou de colocar significativa pressão de alta sobre a inflação serão atentamente observadas".
Embora o Fed tenha observado crescentes sinais de uma recuperação sustentada, "a ata fez pouco para alterar a perspectiva de que as taxas de empréstimos vão permanecer excepcionalmente baixas por um período prolongado", disse Omer Esiner, analista sênior de mercado da Travelex Global Business Payments em Washington.
No final da tarde em Nova York, o euro estava em US$ 1,4965, de US$ 1,4964 ontem; o iene estava em 88,55 por dólar, de 89,02 por dólar ontem; o euro estava em 132,49 ienes, de 133,22 ienes ontem; a libra estava em US$ 1,6586, de US$ 1,6615 ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
Nova York, 24 - O dólar se manteve firme frente seus principais rivais em Nova York, mas dentro de margens estreitas em uma sessão marcada pela fraqueza das ações e commodities, segundo traders e analistas. Além de avançar frente ao euro, o dólar ganhou terreno contra as moedas commodities, como os dólares canadense e australiano.
"Foi um dia bastante quieto e os mercados estavam razoavelmente sem direção", disse Adam Boyton, estrategista de câmbio do Deutsche Bank em Nova York. "Muito risco está saindo da mesas", acrescentou.
Não é exatamente um movimento de aversão ao risco, mas existe "uma relutância geral através do mercado para assumir novas posições" antes do feriado de Ação de Graças, na quinta-feira e final do ano, segundo Boyton.
As transações foram um tanto voláteis ao longo do dia, refletindo as condições de baixa liquidez do mercado, segundo analistas. As flutuações do mercado de moedas imitaram os movimentos dos preços de outras classes de ativos.
Entre as notícias do dia, a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve não teve um impacto imediato sobre os mercados de moedas apesar de uma incomum referência direta a taxa cambial.
O Fed reconheceu o declínio do dólar, dizendo que aparentemente refletia a reversão da demanda por segurança. A ata também revelou que "qualquer tendência para uma intensificação da depreciação do dólar ou de colocar significativa pressão de alta sobre a inflação serão atentamente observadas".
Embora o Fed tenha observado crescentes sinais de uma recuperação sustentada, "a ata fez pouco para alterar a perspectiva de que as taxas de empréstimos vão permanecer excepcionalmente baixas por um período prolongado", disse Omer Esiner, analista sênior de mercado da Travelex Global Business Payments em Washington.
No final da tarde em Nova York, o euro estava em US$ 1,4965, de US$ 1,4964 ontem; o iene estava em 88,55 por dólar, de 89,02 por dólar ontem; o euro estava em 132,49 ienes, de 133,22 ienes ontem; a libra estava em US$ 1,6586, de US$ 1,6615 ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
NY: AÇÕES FECHAM EM BAIXA REAGINDO À REVISÃO DO PIB/EUA DO 3ºTRI
NY: AÇÕES FECHAM EM BAIXA REAGINDO À REVISÃO DO PIB/EUA DO 3ºTRI
Nova York, 24 - Os índices do mercado de ações dos EUA fecharam em baixa, pressionados por dados que mostraram uma expansão menor do que a inicialmente divulgada nos gastos com consumo e no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americanos durante o terceiro trimestre.
Também pesou sobre as bolsas o fato de a Comissão de Regulação Bancária da China exigir que os bancos do país cumpram as exigências de capital até o final do ano.
O fato gerou receios no setor financeiro e também sobre qual seria o potencial impacto nos EUA de um desaquecimento econômico na China.
"O que você está vendo é uma total incerteza com o que acontecerá a seguir", disse George Feiger, executivo-chefe da Contango Capital Advisors. "A economia está sobrevivendo com base em estímulos fiscais e, mais cedo ou mais tarde, eles deixarão de existir. O setor de imóveis comerciais continua se deteriorando e um quarto das hipotecas residenciais são mais altas do que o valor dos imóveis. Você olha para isso e se pergunta 'até onde posso apostar em uma alta?'".
O Dow Jones caiu 17,24 pontos, ou 0,16%, para 10.433,71 pontos, após ter fechado a sessão de segunda-feira no maior nível dos últimos 13 meses. O JPMorgan foi o componente com o pior desempenho, caindo 1,85%. Também recuaram Bank of America (-1,17%) e Walt Disney (-0,82%).
A Hewlett-Packard - que faz parte do Dow Jones - perdeu 1,63% após divulgar lucro e receita que corresponderam aos resultados preliminares publicados pela companhia no início do mês. Os investidores esperavam que os números fossem melhores.
O Nasdaq caiu 6,83 pontos, ou 0,31%, para 2.169,18 pontos, pressionado por componentes como a Dell, que recuou 3,2%. A First Global reduziu a perspectiva de desempenho das ações da companhia para "dentro da média do mercado", de "moderadamente acima da média".
O S&P 500 fechou em baixa de 0,59 ponto, ou 0,05%, para 1.105,65 pontos, puxado por componentes dos setores financeiro e de tecnologia, mas recebendo suporte de ganhos nos segmentos de telecomunicações e de saúde.
O volume negociado na New York Stock Exchange (Nyse) somou 952,1 milhões de ações,de 980,1 milhões de ações ontem. No Nasdaq, o volume somou 1,807 bilhão de ações negociadas, de 1,791 bilhão de ações ontem; 1.113 ações subiram e 1.612 caíram. As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
Nova York, 24 - Os índices do mercado de ações dos EUA fecharam em baixa, pressionados por dados que mostraram uma expansão menor do que a inicialmente divulgada nos gastos com consumo e no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americanos durante o terceiro trimestre.
Também pesou sobre as bolsas o fato de a Comissão de Regulação Bancária da China exigir que os bancos do país cumpram as exigências de capital até o final do ano.
O fato gerou receios no setor financeiro e também sobre qual seria o potencial impacto nos EUA de um desaquecimento econômico na China.
"O que você está vendo é uma total incerteza com o que acontecerá a seguir", disse George Feiger, executivo-chefe da Contango Capital Advisors. "A economia está sobrevivendo com base em estímulos fiscais e, mais cedo ou mais tarde, eles deixarão de existir. O setor de imóveis comerciais continua se deteriorando e um quarto das hipotecas residenciais são mais altas do que o valor dos imóveis. Você olha para isso e se pergunta 'até onde posso apostar em uma alta?'".
O Dow Jones caiu 17,24 pontos, ou 0,16%, para 10.433,71 pontos, após ter fechado a sessão de segunda-feira no maior nível dos últimos 13 meses. O JPMorgan foi o componente com o pior desempenho, caindo 1,85%. Também recuaram Bank of America (-1,17%) e Walt Disney (-0,82%).
A Hewlett-Packard - que faz parte do Dow Jones - perdeu 1,63% após divulgar lucro e receita que corresponderam aos resultados preliminares publicados pela companhia no início do mês. Os investidores esperavam que os números fossem melhores.
O Nasdaq caiu 6,83 pontos, ou 0,31%, para 2.169,18 pontos, pressionado por componentes como a Dell, que recuou 3,2%. A First Global reduziu a perspectiva de desempenho das ações da companhia para "dentro da média do mercado", de "moderadamente acima da média".
O S&P 500 fechou em baixa de 0,59 ponto, ou 0,05%, para 1.105,65 pontos, puxado por componentes dos setores financeiro e de tecnologia, mas recebendo suporte de ganhos nos segmentos de telecomunicações e de saúde.
O volume negociado na New York Stock Exchange (Nyse) somou 952,1 milhões de ações,de 980,1 milhões de ações ontem. No Nasdaq, o volume somou 1,807 bilhão de ações negociadas, de 1,791 bilhão de ações ontem; 1.113 ações subiram e 1.612 caíram. As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
NY: PETRÓLEO FECHA EM BAIXA COM RECEIOS SOBRE OFERTA ABUNDANTE
NY: PETRÓLEO FECHA EM BAIXA COM RECEIOS SOBRE OFERTA ABUNDANTE
Nova York, 24 - O preço dos contratos futuros de petróleo caiu na New York Mercantile Exchange (Nymex) e fechou a sessão no menor nível em mais de um mês, pressionado pela percepção de que há um excesso de oferta da commodity no mercado.
O contrato do petróleo para janeiro negociado na Nymex caiu US$ 1,54, ou 1,99%, para US$ 76,02 por barril - o menor nível de fechamento desde 14 de outubro. Os preços da commodity estão na ponta mais baixa do intervalo de negociação do último mês, que vai de US$ 75 a US$ 80 por barril.
As vendas foram promovidas por produtores, refinarias e outros consumidores de petróleo, que precisam lidar com o atual excedente e temem que preços mais altos possam inundar ainda mais o mercado com a commodity.
Nas últimas quatro sessões, os operadores do setor comercial empurraram para baixo os preços dos contratos de vencimento mais próximo, indicando que há um excesso de oferta de petróleo no curto prazo. O desconto do contrato janeiro para o contrato fevereiro na Nymex mais que dobrou durante o período, para US$ 1,17.
"O lado comercial do mercado não tem escolha a não ser assumir uma postura defensiva, colocando pressão contratos de vencimento mais próximo", disse Darin Newsom, analista da consultoria DTN. "Eles não precisam e nem querem comprar petróleo bruto."
Além disso, a perspectiva para o consumo da commodity e de seus combustíveis derivados foi prejudicada por dados do Departamento do Comércio dos EUA segundo os quais o Produto Interno Bruto (PIB) revisado do país cresceu a uma taxa anualizada de 2,8% no terceiro trimestre deste ano. Originalmente, o governo havia anunciado uma expansão de 3,5% para o PIB do período.
Amanhã, o Departamento de Energia dos EUA divulgará seu relatório semanal sobre os estoques norte-americanos de petróleo e derivados. Analistas esperam um aumento de 1,5 milhão de barris nos estoques de petróleo, alta de 500 mil barris nos de gasolina e ganho de 200 mil barris nos de destilados. As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
Nova York, 24 - O preço dos contratos futuros de petróleo caiu na New York Mercantile Exchange (Nymex) e fechou a sessão no menor nível em mais de um mês, pressionado pela percepção de que há um excesso de oferta da commodity no mercado.
O contrato do petróleo para janeiro negociado na Nymex caiu US$ 1,54, ou 1,99%, para US$ 76,02 por barril - o menor nível de fechamento desde 14 de outubro. Os preços da commodity estão na ponta mais baixa do intervalo de negociação do último mês, que vai de US$ 75 a US$ 80 por barril.
As vendas foram promovidas por produtores, refinarias e outros consumidores de petróleo, que precisam lidar com o atual excedente e temem que preços mais altos possam inundar ainda mais o mercado com a commodity.
Nas últimas quatro sessões, os operadores do setor comercial empurraram para baixo os preços dos contratos de vencimento mais próximo, indicando que há um excesso de oferta de petróleo no curto prazo. O desconto do contrato janeiro para o contrato fevereiro na Nymex mais que dobrou durante o período, para US$ 1,17.
"O lado comercial do mercado não tem escolha a não ser assumir uma postura defensiva, colocando pressão contratos de vencimento mais próximo", disse Darin Newsom, analista da consultoria DTN. "Eles não precisam e nem querem comprar petróleo bruto."
Além disso, a perspectiva para o consumo da commodity e de seus combustíveis derivados foi prejudicada por dados do Departamento do Comércio dos EUA segundo os quais o Produto Interno Bruto (PIB) revisado do país cresceu a uma taxa anualizada de 2,8% no terceiro trimestre deste ano. Originalmente, o governo havia anunciado uma expansão de 3,5% para o PIB do período.
Amanhã, o Departamento de Energia dos EUA divulgará seu relatório semanal sobre os estoques norte-americanos de petróleo e derivados. Analistas esperam um aumento de 1,5 milhão de barris nos estoques de petróleo, alta de 500 mil barris nos de gasolina e ganho de 200 mil barris nos de destilados. As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
NY: JUROS/TREASURIES CAEM APÓS FORTE LEILÃO; MERCADO IGNORA ATA/FED
NY: JUROS/TREASURIES CAEM APÓS FORTE LEILÃO; MERCADO IGNORA ATA/FED
Nova York, 24 - Os preços dos Treasuries subiram, com respectiva queda dos juros, impulsionados pela forte demanda registrada no leilão primário de T-notes de 5 anos,
que reforçou o apelo dos bônus da dívida do governo americano como algo a mais do que apenas um embelezamento de carteira de final de ano.
A venda de hoje foi a segunda de um total de três que somam um volume recorde de US$ 118 bilhões e o sucesso da emissão ofuscou a divulgação da ata do último de política monetária do Federal Reserve, realizado nos dias 3 e 4 de novembro. A ata do banco central norte-americano ofereceu pouca distração aos investidores do mercado de bônus, apesar de uma altamente incomum referência da autoridade monetária ao desempenho do dólar.
Alguns observadores do mercado viam poucas chances de uma forte demanda pela oferta recorde de US$ 42 bilhões em T-notes de 5 anos. Contudo, o leilão foi um sucesso em todas as frentes. As novas notes foram colocadas a uma taxa máxima de 2,175%, abaixo do yield de 2,20% precificado no mercado "when-issued" - onde o título é negociado antes de seu lançamento oficial.
A proporção de ofertas feitas/aceitas (bid-to-cover) alcançou 2,81 do valor da emissão e ficou acima da proporção de 2,63 do leilão de T-notes de 5 anos realizado em outubro e da média de 2,37 dos últimos quatro leilões. Finalmente, a demanda de grandes investidores institucionais também foi robusta. As ofertas indiretas alcançaram 60,9% das novas notes, comparado com 54,8% do leilão de outubro e da média de 48,2% das quatro últimas operações de emissão de T-notes de 5 anos.
Embora não tenha influenciado no movimento de alta do mercado, a ata do Fed surpreendeu com uma referência ao dólar, que normalmente é uma assunto proibido para os membros do banco central. Segundo a ata, os membros do Fed descreveram o recente declínio do dólar como "ordenado" e que qualquer tendência para esta queda de acentuar ou "colocar uma significativa pressão de alta sobre a inflação seria atentamente observada".
A estratégia do Fed para sair dos programas especiais que têm ajudado os mercados ao longo dos últimos dois anos de crise foi uma questão de destaque da discussão, segundo revelou a ata. Os formuladores da política agora também estão considerando a venda de ativos para diminuir o balanço patrimonial quando as condições do mercado forem suficientemente estáveis. No geral, o mercado de bônus ignorou as revisões nas previsões do banco central, divulgadas junto com a ata.
No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,258%, de 4,287% ontem; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,313%, de 3,360% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 0,726%, de 0,730% ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
Nova York, 24 - Os preços dos Treasuries subiram, com respectiva queda dos juros, impulsionados pela forte demanda registrada no leilão primário de T-notes de 5 anos,
que reforçou o apelo dos bônus da dívida do governo americano como algo a mais do que apenas um embelezamento de carteira de final de ano.
A venda de hoje foi a segunda de um total de três que somam um volume recorde de US$ 118 bilhões e o sucesso da emissão ofuscou a divulgação da ata do último de política monetária do Federal Reserve, realizado nos dias 3 e 4 de novembro. A ata do banco central norte-americano ofereceu pouca distração aos investidores do mercado de bônus, apesar de uma altamente incomum referência da autoridade monetária ao desempenho do dólar.
Alguns observadores do mercado viam poucas chances de uma forte demanda pela oferta recorde de US$ 42 bilhões em T-notes de 5 anos. Contudo, o leilão foi um sucesso em todas as frentes. As novas notes foram colocadas a uma taxa máxima de 2,175%, abaixo do yield de 2,20% precificado no mercado "when-issued" - onde o título é negociado antes de seu lançamento oficial.
A proporção de ofertas feitas/aceitas (bid-to-cover) alcançou 2,81 do valor da emissão e ficou acima da proporção de 2,63 do leilão de T-notes de 5 anos realizado em outubro e da média de 2,37 dos últimos quatro leilões. Finalmente, a demanda de grandes investidores institucionais também foi robusta. As ofertas indiretas alcançaram 60,9% das novas notes, comparado com 54,8% do leilão de outubro e da média de 48,2% das quatro últimas operações de emissão de T-notes de 5 anos.
Embora não tenha influenciado no movimento de alta do mercado, a ata do Fed surpreendeu com uma referência ao dólar, que normalmente é uma assunto proibido para os membros do banco central. Segundo a ata, os membros do Fed descreveram o recente declínio do dólar como "ordenado" e que qualquer tendência para esta queda de acentuar ou "colocar uma significativa pressão de alta sobre a inflação seria atentamente observada".
A estratégia do Fed para sair dos programas especiais que têm ajudado os mercados ao longo dos últimos dois anos de crise foi uma questão de destaque da discussão, segundo revelou a ata. Os formuladores da política agora também estão considerando a venda de ativos para diminuir o balanço patrimonial quando as condições do mercado forem suficientemente estáveis. No geral, o mercado de bônus ignorou as revisões nas previsões do banco central, divulgadas junto com a ata.
No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,258%, de 4,287% ontem; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,313%, de 3,360% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 0,726%, de 0,730% ontem. As informações são da Dow Jones. (Suzi Katzumata)
FONTES: ANALISTAS SAEM OTIMISTAS DE 3ª REUNIÃO COM BC EM SÃO PAULO
FONTES: ANALISTAS SAEM OTIMISTAS DE 3ª REUNIÃO COM BC EM SÃO PAULO
São Paulo, 24 - O grupo de especialistas que participaram da terceira e última reunião do Banco Central com analistas do mercado financeiro nesta terça-feira em São Paulo saiu mais otimista do encontro, confidenciou à Agência Estado um dos participantes do encontro, iniciado às 16h30. "Meu grupo saiu do encontro acreditando na combinação de crescimento da economia com inflação sob controle em 2010", disse um economista. Para ele, em 2011, o grupo acredita que poderá haver crescimento econômico na esteira do investimento puxado pelas importações.
"No meu grupo, ninguém acha que não vai ter aumento de juros, mas todos esperam que esta elevação se dará mais para o final de 2010", disse a fonte, para quem, em conversas com os participantes dos encontros anteriores, chegou a perceber um certo grau de pessimismo. "Na somatória das percepções dos três grupos, parece-me que as pessoas estão confusas. No grupo que participou da reunião anterior, muita gente acredita que o aumento da Selic virá já no primeiro trimestre de 2010", continuou a fonte. No que se refere aos representantes do BC na reunião, a reclamação vem do fato de a autoridade monetária falar muito pouco. "Pelo menos o Mário (Mário Mesquita, diretor de Política Monetária do BC) não engana ninguém. Ele começa a reunião dizendo que nós estamos lá para ajudá-lo na confecção do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e que a dinâmica da reunião não é o BC falar, mas sim ouvir", contemporizou o economista.
Para uma outra das fontes que compareceu ao último encontro do BC com os economistas do mercado, ficou claro entre os analistas que eventuais preocupações com a inflação estão reservadas apenas para 2011, já que, para 2010, o sentimento é de que, apesar da retomada forte na atividade esperada para o ano que vem, a tendência é de espaço para acomodar a inflação ainda no centro da meta de 4,50% perseguida pela autoridade monetária. "O que deu para perceber é que o BC não parece atrasado no processo de alta dos juros, como chegou a se cogitar há pouco tempo no mercado. A maior parte dos analistas acha que a inflação de 2010 não é problema, mas que a de 2011 poderá ser", comentou. "Para 2010, as expectativas de inflação ainda estão bem ancoradas ao redor da meta central", destacou. (Francisco Carlos de Assis e Flavio Leonel)
São Paulo, 24 - O grupo de especialistas que participaram da terceira e última reunião do Banco Central com analistas do mercado financeiro nesta terça-feira em São Paulo saiu mais otimista do encontro, confidenciou à Agência Estado um dos participantes do encontro, iniciado às 16h30. "Meu grupo saiu do encontro acreditando na combinação de crescimento da economia com inflação sob controle em 2010", disse um economista. Para ele, em 2011, o grupo acredita que poderá haver crescimento econômico na esteira do investimento puxado pelas importações.
"No meu grupo, ninguém acha que não vai ter aumento de juros, mas todos esperam que esta elevação se dará mais para o final de 2010", disse a fonte, para quem, em conversas com os participantes dos encontros anteriores, chegou a perceber um certo grau de pessimismo. "Na somatória das percepções dos três grupos, parece-me que as pessoas estão confusas. No grupo que participou da reunião anterior, muita gente acredita que o aumento da Selic virá já no primeiro trimestre de 2010", continuou a fonte. No que se refere aos representantes do BC na reunião, a reclamação vem do fato de a autoridade monetária falar muito pouco. "Pelo menos o Mário (Mário Mesquita, diretor de Política Monetária do BC) não engana ninguém. Ele começa a reunião dizendo que nós estamos lá para ajudá-lo na confecção do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e que a dinâmica da reunião não é o BC falar, mas sim ouvir", contemporizou o economista.
Para uma outra das fontes que compareceu ao último encontro do BC com os economistas do mercado, ficou claro entre os analistas que eventuais preocupações com a inflação estão reservadas apenas para 2011, já que, para 2010, o sentimento é de que, apesar da retomada forte na atividade esperada para o ano que vem, a tendência é de espaço para acomodar a inflação ainda no centro da meta de 4,50% perseguida pela autoridade monetária. "O que deu para perceber é que o BC não parece atrasado no processo de alta dos juros, como chegou a se cogitar há pouco tempo no mercado. A maior parte dos analistas acha que a inflação de 2010 não é problema, mas que a de 2011 poderá ser", comentou. "Para 2010, as expectativas de inflação ainda estão bem ancoradas ao redor da meta central", destacou. (Francisco Carlos de Assis e Flavio Leonel)
MANTEGA: GRUPO ESTIMULARÁ DESENVOLV. TECNOLOGIA MENOS POLUIDORA
MANTEGA: GRUPO ESTIMULARÁ DESENVOLV. TECNOLOGIA MENOS POLUIDORA
Brasília, 24 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco a criação de um grupo de trabalho no governo que vai trabalhar para estimular a indústria automotiva a desenvolver tecnologias novas para reduzir a emissão de poluentes e ajudar na preservação do meio ambiente. O grupo será composto pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.
"O grupo de trabalho vai trabalhar com os fabricantes para que sejam trazidos ao Brasil projetos que tenham preocupação com o meio ambiente", disse Mantega. Ele destacou que a ideia do governo é estimular o uso de energia renováveis, como biocombustíveis, melhorar em termos de redução de emissões os motores flex e estimular o desenvolvimento no Brasil de tecnologias de veículos híbridos, que operam usando energia renovável e eletricidade, além também de estimular a produção de carros mais compactos que usam menos energia e, portanto, poluem menos.
Mantega disse que o grupo de trabalho vai produzir o primeiro relatório em 31 de março de 2010, quando os novos incentivos fiscais aos carros flex anunciados há pouco têm data prevista para se encerrar.
Mantega disse que o objetivo do governo é consolidar a indústria automotiva no Brasil e melhorá-la, de modo que tenha maior participação na produção mundial. Além disso, o governo quer trazer para cá o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a preservação ambiental e menor emissão de carbono. Segundo ele, o momento agora é importante já que as indústrias do setor estão definindo suas estratégias mundiais e é importante que tenham o estímulo a produzir no Brasil. "O objetivo é dar mais condições para o Brasil ser mais competitivo na produção e na geração de emprego", acrescentou o ministro. (Fabio Graner, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo)
Brasília, 24 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco a criação de um grupo de trabalho no governo que vai trabalhar para estimular a indústria automotiva a desenvolver tecnologias novas para reduzir a emissão de poluentes e ajudar na preservação do meio ambiente. O grupo será composto pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.
"O grupo de trabalho vai trabalhar com os fabricantes para que sejam trazidos ao Brasil projetos que tenham preocupação com o meio ambiente", disse Mantega. Ele destacou que a ideia do governo é estimular o uso de energia renováveis, como biocombustíveis, melhorar em termos de redução de emissões os motores flex e estimular o desenvolvimento no Brasil de tecnologias de veículos híbridos, que operam usando energia renovável e eletricidade, além também de estimular a produção de carros mais compactos que usam menos energia e, portanto, poluem menos.
Mantega disse que o grupo de trabalho vai produzir o primeiro relatório em 31 de março de 2010, quando os novos incentivos fiscais aos carros flex anunciados há pouco têm data prevista para se encerrar.
Mantega disse que o objetivo do governo é consolidar a indústria automotiva no Brasil e melhorá-la, de modo que tenha maior participação na produção mundial. Além disso, o governo quer trazer para cá o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a preservação ambiental e menor emissão de carbono. Segundo ele, o momento agora é importante já que as indústrias do setor estão definindo suas estratégias mundiais e é importante que tenham o estímulo a produzir no Brasil. "O objetivo é dar mais condições para o Brasil ser mais competitivo na produção e na geração de emprego", acrescentou o ministro. (Fabio Graner, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo)
DOW JONES CAI 17 PTS (0,16%) E FECHA EM 10.433 PTS
DOW JONES CAI 17 PTS (0,16%) E FECHA EM 10.433 PTS
EUA: AMANHÃ SAEM VENDAS/CASAS NOVAS, RENDA E CONSUMO E OUTROS DADOS
EUA: AMANHÃ SAEM VENDAS/CASAS NOVAS, RENDA E CONSUMO E OUTROS DADOS
Nova York, 24 - Por conta do feriado do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira nos EUA, haverá uma concentração de indicadores econômicos nesta quarta-feira: encomendas de bens duráveis, renda e gastos com consumo pessoal, pedidos de auxílio-desemprego, sentimento do consumidor, vendas de imóveis residenciais novos e estoques de petróleo e derivados. Todos os horários são de Brasília. (Suzi Katzumata)
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Nova York, 24 - Por conta do feriado do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira nos EUA, haverá uma concentração de indicadores econômicos nesta quarta-feira: encomendas de bens duráveis, renda e gastos com consumo pessoal, pedidos de auxílio-desemprego, sentimento do consumidor, vendas de imóveis residenciais novos e estoques de petróleo e derivados. Todos os horários são de Brasília. (Suzi Katzumata)
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FECHAMENTO: BOLSA APAGA REALIZAÇÃO DE LUCROS E RETOMA 67 MIL PONTOS
FECHAMENTO: BOLSA APAGA REALIZAÇÃO DE LUCROS E RETOMA 67 MIL PONTOS
São Paulo, 24 - A Bovespa teve uma sessão bastante volátil, predominantemente em queda, influenciada pelo sinal negativo das Bolsas norte-americanas. No final da tarde, no entanto, os investidores esboçaram reação e reconduziram o índice para o terreno positivo, sem coragem de levar uma realização de lucros mais forte adiante.
O Ibovespa terminou em alta de 0,76%, de volta aos 67 mil pontos, aos 67.317,00 pontos, na máxima do dia. No mês, sobe 9,38% e, no ano, 79,27%. O giro financeiro somou R$ 5,445 bilhões.
Segundo os profissionais consultados, o mercado externo deu justificativas ao longo do dia para a Bolsa doméstica embolsar os gordos lucros acumulados em 2009, ainda mais que os últimos indicadores norte-americanos não têm sido exatamente um sinalizador de que aquele país já reencontrou a rota sustentável de crescimento. Apesar disso, os investidores estão resistentes em se afastar do mercado doméstico. A realização, assim, é passageira e nada mais é do que uma realocação de papéis.
Parte da volatilidade da sessão de hoje decorre da agenda norte-americana, concentrada até amanhã, em razão do feriado de Thanksgiving na quinta-feira. Os dados de hoje foram bastante relevantes, com destaque para segunda prévia do PIB do terceiro trimestre, a confiança do consumidor da Conference Board e a ata da última reunião do Fomc. A cautela veio do PIB, que ficou ligeiramente acima das previsões dos analistas, mas pior do que o número da primeira estimativa divulgada.
A economia norte-americana avançou 2,8% no terceiro trimestre, ante 2,7% previsto. Mas ficou abaixo dos +3,5% da primeira medição. No segundo trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,7%. O número final do PIB de julho a setembro será divulgado em 22 de dezembro. Já o gasto dos consumidores aumentou 2,9% no terceiro trimestre,abaixo dos +3,4% da primeira prévia.
O índice de confiança dos consumidores subiu para 49,5 em novembro, ante uma leitura de 48,7 em outubro - dado revisado de 47,7 divulgado originalmente - e uma expectativa de leitura de 47,0. Por outro lado, o índice de atividade industrial do Federal Reserve Bank de Richmond caiu para 1 em novembro, de 7 em outubro, mas permaneceu em território positivo pelo sétimo mês consecutivo. Leituras acima de zero indicam expansão, enquanto números inferiores denotam contração. Por fim, o preço dos imóveis norte-americanos subiu pelo quinto mês seguido em setembro, na comparação mensal, segundo os índices de preços de imóveis S&P Case-Shiller,embora continuem caindo na comparação com o mesmo período do ano passado.
O dado do PIB acabou sendo o fio condutor das Bolsas norte-americanas, que caíram a sessão toda, mas reduziram as perdas após às 17 horas. A ata da última reunião do Fomc não trouxe novidades, mas ajudou as bolsas a se animarem.
O Fed elevou sua previsão para o crescimento econômico nos EUA para este ano e o próximo, mas espera que a inflação fique levemente abaixo do que esperava anteriormente, por causa da lenta recuperação, informou a ata. As autoridades, no entanto, ainda não chegaram a um consenso sobre se este é o momento para vender ativos como Treasuries e títulos lastreados a hipotecas adquiridos nos últimos meses.
Na Bovespa, Vale e Petrobras não contaram com o estímulo das commodities, que recuaram, mas as ações mostraram resistência. Petrobras ON subiu 0,64% e PN,0,77%, Vale ON avançou 0,57% e PNA, 0,54%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro perdeu 1,99%, para US$ 76,02.
CSN ON caiu 0,80%. Hoje, o conselho de administração da siderúrgica aprovou a compra de participação minoritária no capital social da australiana Riversdale Mining Limited.
Em tempo: o Banco Central informou hoje que o ingresso de investimento estrangeiro para a compra de ações em outubro foi o maior da série histórica iniciada em janeiro de 1947. No mês passado, o ingresso líquido de US$ 14,449 bilhões no mês passado foi recorde e quase 100% maior que a marca histórica anterior, de dezembro de 2007, mês em que ingressaram US$ 7,513 bilhões. (Claudia Violante)
São Paulo, 24 - A Bovespa teve uma sessão bastante volátil, predominantemente em queda, influenciada pelo sinal negativo das Bolsas norte-americanas. No final da tarde, no entanto, os investidores esboçaram reação e reconduziram o índice para o terreno positivo, sem coragem de levar uma realização de lucros mais forte adiante.
O Ibovespa terminou em alta de 0,76%, de volta aos 67 mil pontos, aos 67.317,00 pontos, na máxima do dia. No mês, sobe 9,38% e, no ano, 79,27%. O giro financeiro somou R$ 5,445 bilhões.
Segundo os profissionais consultados, o mercado externo deu justificativas ao longo do dia para a Bolsa doméstica embolsar os gordos lucros acumulados em 2009, ainda mais que os últimos indicadores norte-americanos não têm sido exatamente um sinalizador de que aquele país já reencontrou a rota sustentável de crescimento. Apesar disso, os investidores estão resistentes em se afastar do mercado doméstico. A realização, assim, é passageira e nada mais é do que uma realocação de papéis.
Parte da volatilidade da sessão de hoje decorre da agenda norte-americana, concentrada até amanhã, em razão do feriado de Thanksgiving na quinta-feira. Os dados de hoje foram bastante relevantes, com destaque para segunda prévia do PIB do terceiro trimestre, a confiança do consumidor da Conference Board e a ata da última reunião do Fomc. A cautela veio do PIB, que ficou ligeiramente acima das previsões dos analistas, mas pior do que o número da primeira estimativa divulgada.
A economia norte-americana avançou 2,8% no terceiro trimestre, ante 2,7% previsto. Mas ficou abaixo dos +3,5% da primeira medição. No segundo trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,7%. O número final do PIB de julho a setembro será divulgado em 22 de dezembro. Já o gasto dos consumidores aumentou 2,9% no terceiro trimestre,abaixo dos +3,4% da primeira prévia.
O índice de confiança dos consumidores subiu para 49,5 em novembro, ante uma leitura de 48,7 em outubro - dado revisado de 47,7 divulgado originalmente - e uma expectativa de leitura de 47,0. Por outro lado, o índice de atividade industrial do Federal Reserve Bank de Richmond caiu para 1 em novembro, de 7 em outubro, mas permaneceu em território positivo pelo sétimo mês consecutivo. Leituras acima de zero indicam expansão, enquanto números inferiores denotam contração. Por fim, o preço dos imóveis norte-americanos subiu pelo quinto mês seguido em setembro, na comparação mensal, segundo os índices de preços de imóveis S&P Case-Shiller,embora continuem caindo na comparação com o mesmo período do ano passado.
O dado do PIB acabou sendo o fio condutor das Bolsas norte-americanas, que caíram a sessão toda, mas reduziram as perdas após às 17 horas. A ata da última reunião do Fomc não trouxe novidades, mas ajudou as bolsas a se animarem.
O Fed elevou sua previsão para o crescimento econômico nos EUA para este ano e o próximo, mas espera que a inflação fique levemente abaixo do que esperava anteriormente, por causa da lenta recuperação, informou a ata. As autoridades, no entanto, ainda não chegaram a um consenso sobre se este é o momento para vender ativos como Treasuries e títulos lastreados a hipotecas adquiridos nos últimos meses.
Na Bovespa, Vale e Petrobras não contaram com o estímulo das commodities, que recuaram, mas as ações mostraram resistência. Petrobras ON subiu 0,64% e PN,0,77%, Vale ON avançou 0,57% e PNA, 0,54%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro perdeu 1,99%, para US$ 76,02.
CSN ON caiu 0,80%. Hoje, o conselho de administração da siderúrgica aprovou a compra de participação minoritária no capital social da australiana Riversdale Mining Limited.
Em tempo: o Banco Central informou hoje que o ingresso de investimento estrangeiro para a compra de ações em outubro foi o maior da série histórica iniciada em janeiro de 1947. No mês passado, o ingresso líquido de US$ 14,449 bilhões no mês passado foi recorde e quase 100% maior que a marca histórica anterior, de dezembro de 2007, mês em que ingressaram US$ 7,513 bilhões. (Claudia Violante)
ATA/FED: MEMBROS VEEM CONTINUAÇÃO/RECUPERAÇÃO NOS PRÓX.TRIMESTRES
ATA/FED: MEMBROS VEEM CONTINUAÇÃO/RECUPERAÇÃO NOS PRÓX.TRIMESTRES
Washington, 24 - Os membros do Federal Reserve acreditam que a recuperação está em andamento e esperam que "continue nos próximos trimestres, embora em um ritmo mais lento em comparação com a experiência histórica, particularmente as robustas recuperações que vieram na sequência de profundas recessões anteriores", segundo a ata do último encontro do banco central norte-americano.
"Tal ritmo modesto de expansão vai implicar em apenas lentos progressos no mercado de mão de obra no próximo ano, com o desemprego permanecendo alto", diz a ata.
Muitos membros preveem que a taxa de desemprego vai permanecer bastante elevada ao longo dos próximos dois anos, enquanto o nível de inflação permanecerá abaixo das metas do banco central.
Alguns membros também expressaram preocupação com relação a habilidade da economia em gerar uma recuperação auto-sustentada sem o apoio do governo. De acordo com a ata, os membros do Fed observaram que não estava claro quanto do recente progresso no setor de moradia, gastos de consumo e condições gerais da economia refletiam os efeitos dos programas fiscais temporários para ajudar os setor de automóveis e casas.
Alguns membros disseram que viam os progressos como "incertos", observando que o pendente encerramento de um crédito tributário temporário para a compra do primeiro imóvel residencial, aumento das execuções de hipotecas e a gradual redução do programa de compra de ativos lastreados em hipotecas, podem esfriar a recuperação.
Os participantes do Comitê continuaram a discutir os pesos apropriados a se colocar sobre a folga de recursos, expectativas de inflação e outros fatores na avaliação da perspectiva para a inflação. "No curto prazo, muitos participantes anteciparam que a substancial folga no mercado de mão de obra e de produtos provavelmente vai manter a inflação contida", diz a ata. "No entanto, alguns participantes observaram que a recente alta nos preços do petróleo e outras commodities, assim como aumentos nos preços das importações, procedentes do declínio do valor cambial do dólar, podem dar impulso à pressão inflacionária."
"No geral, muitos participantes avaliaram os riscos para suas perspectivas de inflação ao longo dos próximos trimestres com estando quase equilibrados", diz a ata.
No entanto, alguns membros sentem que os riscos estão balançando para o lado da alta em um horizonte mais longo, "por causa da possibilidade das expectativas de inflação poderem subir como resultado das preocupações públicas com relação os extraordinários estímulos de política monetária e gigantesco déficit orçamentário federal". "Além disso, esses participantes observaram que os bancos podem buscar reduzir de forma considerável seus excessos de reserva à medida que a economia melhora, através da compra de ativos ou afrouxando os padrões de crédito e expandindo seus empréstimos de forma substancial", revela a ata.
"Tal desenvolvimento, se não for compensado por ações do Federal Reserve, podem dar um impulso adicional aos gastos e, potencialmente, para a inflação de fato e esperada", diz a ata. "Para manter as expectativas de inflação ancoradas, todos os participantes concordaram que era importante para a políticas ser capaz de responder as mudanças na perspectiva econômica e para o Federal Reserve continuar a se comunicar de forma clara sua habilidade e intenção para começar a retirar a política monetária de acomodação no momento e ritmo apropriados", diz a ata.
As informações são da Dow Jones e do site do Fed.(Suzi Katzumata)
Washington, 24 - Os membros do Federal Reserve acreditam que a recuperação está em andamento e esperam que "continue nos próximos trimestres, embora em um ritmo mais lento em comparação com a experiência histórica, particularmente as robustas recuperações que vieram na sequência de profundas recessões anteriores", segundo a ata do último encontro do banco central norte-americano.
"Tal ritmo modesto de expansão vai implicar em apenas lentos progressos no mercado de mão de obra no próximo ano, com o desemprego permanecendo alto", diz a ata.
Muitos membros preveem que a taxa de desemprego vai permanecer bastante elevada ao longo dos próximos dois anos, enquanto o nível de inflação permanecerá abaixo das metas do banco central.
Alguns membros também expressaram preocupação com relação a habilidade da economia em gerar uma recuperação auto-sustentada sem o apoio do governo. De acordo com a ata, os membros do Fed observaram que não estava claro quanto do recente progresso no setor de moradia, gastos de consumo e condições gerais da economia refletiam os efeitos dos programas fiscais temporários para ajudar os setor de automóveis e casas.
Alguns membros disseram que viam os progressos como "incertos", observando que o pendente encerramento de um crédito tributário temporário para a compra do primeiro imóvel residencial, aumento das execuções de hipotecas e a gradual redução do programa de compra de ativos lastreados em hipotecas, podem esfriar a recuperação.
Os participantes do Comitê continuaram a discutir os pesos apropriados a se colocar sobre a folga de recursos, expectativas de inflação e outros fatores na avaliação da perspectiva para a inflação. "No curto prazo, muitos participantes anteciparam que a substancial folga no mercado de mão de obra e de produtos provavelmente vai manter a inflação contida", diz a ata. "No entanto, alguns participantes observaram que a recente alta nos preços do petróleo e outras commodities, assim como aumentos nos preços das importações, procedentes do declínio do valor cambial do dólar, podem dar impulso à pressão inflacionária."
"No geral, muitos participantes avaliaram os riscos para suas perspectivas de inflação ao longo dos próximos trimestres com estando quase equilibrados", diz a ata.
No entanto, alguns membros sentem que os riscos estão balançando para o lado da alta em um horizonte mais longo, "por causa da possibilidade das expectativas de inflação poderem subir como resultado das preocupações públicas com relação os extraordinários estímulos de política monetária e gigantesco déficit orçamentário federal". "Além disso, esses participantes observaram que os bancos podem buscar reduzir de forma considerável seus excessos de reserva à medida que a economia melhora, através da compra de ativos ou afrouxando os padrões de crédito e expandindo seus empréstimos de forma substancial", revela a ata.
"Tal desenvolvimento, se não for compensado por ações do Federal Reserve, podem dar um impulso adicional aos gastos e, potencialmente, para a inflação de fato e esperada", diz a ata. "Para manter as expectativas de inflação ancoradas, todos os participantes concordaram que era importante para a políticas ser capaz de responder as mudanças na perspectiva econômica e para o Federal Reserve continuar a se comunicar de forma clara sua habilidade e intenção para começar a retirar a política monetária de acomodação no momento e ritmo apropriados", diz a ata.
As informações são da Dow Jones e do site do Fed.(Suzi Katzumata)
IBOVESPA FECHA EM ALTA DE 0,76%, AOS 67.317,00 PONTOS
IBOVESPA FECHA EM ALTA DE 0,76%, AOS 67.317,00 PONTOS
NY: PETRÓLEO P/JANEIRO CAI US$ 1,54 (1,99%) E FECHA A US$ 76,02
NY: PETRÓLEO P/JANEIRO CAI US$ 1,54 (1,99%) E FECHA A US$ 76,02
PRINCIPAIS BOLSAS EUROPEIAS FECHAM EM BAIXA; CONFIRA OS ÍNDICES
PRINCIPAIS BOLSAS EUROPEIAS FECHAM EM BAIXA; CONFIRA OS ÍNDICES
São Paulo, 24 - Os principais índices de ações do mercado europeu fecharam o pregão de hoje em baixa. A Bolsa de Londres caiu 0,59%, enquanto a Bolsa de Paris recuou 0,75%. A Bolsa de Frankfurt cedeu 0,55% e a Bolsa de Madri perdeu 0,30%.
(Equipe AE)
São Paulo, 24 - Os principais índices de ações do mercado europeu fecharam o pregão de hoje em baixa. A Bolsa de Londres caiu 0,59%, enquanto a Bolsa de Paris recuou 0,75%. A Bolsa de Frankfurt cedeu 0,55% e a Bolsa de Madri perdeu 0,30%.
(Equipe AE)
BOVESPA TEVE SAÍDA DE R$ 416,201 MILHÕES EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 19
BOVESPA TEVE SAÍDA DE R$ 416,201 MILHÕES EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 19
São Paulo, 24 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a saída de R$ 416,201 milhões em capital externo em 19 de novembro. Nesta data, o índice Bovespa (Ibovespa) fechou em queda de 0,28%, aos 66.327,28 pontos.
Com isso, no acumulado do mês, a Bolsa apresenta um saldo positivo de R$ 532,653 milhões, resultado de compras de R$ 25,425 bilhões e vendas de R$ 24,892 bilhões. Em 2009, o superávit está em R$ 19,684 bilhões.
São Paulo, 24 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a saída de R$ 416,201 milhões em capital externo em 19 de novembro. Nesta data, o índice Bovespa (Ibovespa) fechou em queda de 0,28%, aos 66.327,28 pontos.
Com isso, no acumulado do mês, a Bolsa apresenta um saldo positivo de R$ 532,653 milhões, resultado de compras de R$ 25,425 bilhões e vendas de R$ 24,892 bilhões. Em 2009, o superávit está em R$ 19,684 bilhões.
Petrobras – Reduzindo o Risco da Capitalização: Um Primeiro Passo by ITAÚ!
Petrobras – Reduzindo o Risco da Capitalização: Um Primeiro Passo by ITAÚ
A Petrobras emitiu um press release na quinta-feira, 19 de novembro, anunciando que o Conselho Diretor aprovou:
i) a criação de um comitê de acionistas minoritários para acompanhar o processo de transferência de direitos de exploração (até 5 bilhões de boe) e
ii) a utilização de títulos de dívida soberana brasileira na capitalização da empresa.
Neste comunicado, a empresa esclareceu alguns aspectos sobre os processos de aumento de capital e de transferência dos direitos de exploração; no entanto, não foram fornecidos detalhes sobre a avaliação dos barris ou sobre o cronograma para a capitalização. O press release não trouxe quaisquer notícias novas sobre os processos propriamente ditos; contudo, em nossa opinião, esclareceu algumas questões. Na verdade, confirmou a maior parte das nossas idéias iniciais sobre essas e adicionou três pontos importantes:
i) o comitê de acionistas minoritários não deverá ter direitos de veto;
ii) a avaliação dos cinco bilhões de boe será negociada entre a Petrobras e a ANP, ambas com o suporte de empresas independentes de avaliação (a Petrobras já contratou a D&M, mas a ANP não divulgou a sua escolha) e
iii) não apenas o governo, mas também os acionistas minoritários poderão utilizar títulos de dívida brasileira para subscrever o aumento de capital. Além disso, o comunicado confirma que apenas os acionistas atuais da Petrobras, inclusive os acionistas internacionais, poderão participar do aumento de capital (uma oferta privada).
Embora o valor do aumento de capital ainda não esteja definido, este deverá ficar entre a avaliação dos cinco bilhões de boe e aproximadamente três vezes este valor.
A partir de reuniões recentes com políticos envolvidos nas discussões sobre a capitalização e com a administração da Petrobras, nossa conclusão é que haja intenções nítidas de capitalizar a empresa da maneira mais transparente possível, visando ser justos com os acionistas minoritários e prestando uma atenção especial aos possíveis efeitos colaterais da operação sobre os mercados de capitais brasileiros e sobre a percepção de risco dos investidores estrangeiros. É um pouco prematuro recomendar que os investidores apenas relaxem em relação à capitalização; contudo, estamos convictos de que este seja um bom começo.
Em nossa opinião, esta é apenas a primeira de uma série de esclarecimentos que deverão ser prestados ao longo do processo de capitalização. Atitudes como estas apresentadas no press release e discutidas neste relatório fornecem um melhor entendimento do processo de capitalização. Portanto, reiteramos a nossa impressão de que a tese da capitalização passará por um processo de redução de riscos que deverá apresentar um impacto positivo no desempenho das ações da Petrobras, dando suporte à nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do setor)para a empresa, com um valor-justo de R$ 51,3/PETR4 (US$ 59,3/PBR/A) para o final de 2010.
A Petrobras emitiu um press release na quinta-feira, 19 de novembro, anunciando que o Conselho Diretor aprovou:
i) a criação de um comitê de acionistas minoritários para acompanhar o processo de transferência de direitos de exploração (até 5 bilhões de boe) e
ii) a utilização de títulos de dívida soberana brasileira na capitalização da empresa.
Neste comunicado, a empresa esclareceu alguns aspectos sobre os processos de aumento de capital e de transferência dos direitos de exploração; no entanto, não foram fornecidos detalhes sobre a avaliação dos barris ou sobre o cronograma para a capitalização. O press release não trouxe quaisquer notícias novas sobre os processos propriamente ditos; contudo, em nossa opinião, esclareceu algumas questões. Na verdade, confirmou a maior parte das nossas idéias iniciais sobre essas e adicionou três pontos importantes:
i) o comitê de acionistas minoritários não deverá ter direitos de veto;
ii) a avaliação dos cinco bilhões de boe será negociada entre a Petrobras e a ANP, ambas com o suporte de empresas independentes de avaliação (a Petrobras já contratou a D&M, mas a ANP não divulgou a sua escolha) e
iii) não apenas o governo, mas também os acionistas minoritários poderão utilizar títulos de dívida brasileira para subscrever o aumento de capital. Além disso, o comunicado confirma que apenas os acionistas atuais da Petrobras, inclusive os acionistas internacionais, poderão participar do aumento de capital (uma oferta privada).
Embora o valor do aumento de capital ainda não esteja definido, este deverá ficar entre a avaliação dos cinco bilhões de boe e aproximadamente três vezes este valor.
A partir de reuniões recentes com políticos envolvidos nas discussões sobre a capitalização e com a administração da Petrobras, nossa conclusão é que haja intenções nítidas de capitalizar a empresa da maneira mais transparente possível, visando ser justos com os acionistas minoritários e prestando uma atenção especial aos possíveis efeitos colaterais da operação sobre os mercados de capitais brasileiros e sobre a percepção de risco dos investidores estrangeiros. É um pouco prematuro recomendar que os investidores apenas relaxem em relação à capitalização; contudo, estamos convictos de que este seja um bom começo.
Em nossa opinião, esta é apenas a primeira de uma série de esclarecimentos que deverão ser prestados ao longo do processo de capitalização. Atitudes como estas apresentadas no press release e discutidas neste relatório fornecem um melhor entendimento do processo de capitalização. Portanto, reiteramos a nossa impressão de que a tese da capitalização passará por um processo de redução de riscos que deverá apresentar um impacto positivo no desempenho das ações da Petrobras, dando suporte à nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do setor)para a empresa, com um valor-justo de R$ 51,3/PETR4 (US$ 59,3/PBR/A) para o final de 2010.
Mercado já aposta em nova elevação do rating do Brasil, diz Barclays
Mercado já aposta em nova elevação do rating do Brasil, diz Barclays
Segundo os analistas, elevação vai depender da capacidade do país de consolidar seu crescimento em período de estímulos fiscais e monetários
A atual fase de desenvolvimento econômico do Brasil tem estimulado projeções otimistas para os próximos meses. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (23/11), os analistas do banco britânico Barclays afirmaram que o país, junto com Panamá, Peru e Argentina, são neste momento os preferidos das agências de risco na América Latina.
Segundo o Barclays, o mercado já começa a embutir no preço das ações brasileiras uma nova elevação da classificação da dívida soberana.
Em setembro, a última das três principais agências de risco, a Moody’s, finalmente elevou o Brasil à categoria de “grau de investimento”. Para os analistas, as classificações que o país recebeu foram importantes não apenas pela elevação em si mas também pelo momento em que ocorreram.
A melhora da percepção dos mercados globais com relação à economia brasileira foi essencial para que o país tivesse a capacidade de emergir rapidamente da pior crise financeira desde a década de 1980.
Para os analistas do Barclays, como a Moody’s manteve a nota do Brasil com perspectiva positiva, poderia agora dar um passo à frente de seus pares, as agências de risco Fitch e Standard & Poor’s, e garantir ao país outra elevação.
"Contudo, acreditamos que qualquer elevação da classificação deve estar ligada à capacidade do país de consolidar o crescimento, particularmente em um período com estímulos fiscais e monetários tanto internamente quanto no exterior", diz o relatório do banco.
Uma forte demanda interna é um claro sinal de que a economia está crescendo, o que diminui a preocupação com futuros problemas de solvência. Assim, os analistas afirmam que o próximo grande desafio para o Brasil será o de recuperar o controle sobre os gastos fiscais, "uma tarefa difícil de realizar em 2010", especialmente com as eleições gerais, que estão previstas para outubro.
Segundo os analistas, elevação vai depender da capacidade do país de consolidar seu crescimento em período de estímulos fiscais e monetários
A atual fase de desenvolvimento econômico do Brasil tem estimulado projeções otimistas para os próximos meses. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (23/11), os analistas do banco britânico Barclays afirmaram que o país, junto com Panamá, Peru e Argentina, são neste momento os preferidos das agências de risco na América Latina.
Segundo o Barclays, o mercado já começa a embutir no preço das ações brasileiras uma nova elevação da classificação da dívida soberana.
Em setembro, a última das três principais agências de risco, a Moody’s, finalmente elevou o Brasil à categoria de “grau de investimento”. Para os analistas, as classificações que o país recebeu foram importantes não apenas pela elevação em si mas também pelo momento em que ocorreram.
A melhora da percepção dos mercados globais com relação à economia brasileira foi essencial para que o país tivesse a capacidade de emergir rapidamente da pior crise financeira desde a década de 1980.
Para os analistas do Barclays, como a Moody’s manteve a nota do Brasil com perspectiva positiva, poderia agora dar um passo à frente de seus pares, as agências de risco Fitch e Standard & Poor’s, e garantir ao país outra elevação.
"Contudo, acreditamos que qualquer elevação da classificação deve estar ligada à capacidade do país de consolidar o crescimento, particularmente em um período com estímulos fiscais e monetários tanto internamente quanto no exterior", diz o relatório do banco.
Uma forte demanda interna é um claro sinal de que a economia está crescendo, o que diminui a preocupação com futuros problemas de solvência. Assim, os analistas afirmam que o próximo grande desafio para o Brasil será o de recuperar o controle sobre os gastos fiscais, "uma tarefa difícil de realizar em 2010", especialmente com as eleições gerais, que estão previstas para outubro.
BC INGLÊS/KING:QUEDA DA LIBRA AJUDA A IMPULSIONAR DEMANDA ECONÔMICA
BC INGLÊS/KING:QUEDA DA LIBRA AJUDA A IMPULSIONAR DEMANDA ECONÔMICA
Londres, 24 - A economia britânica deve receber um impulso nos próximos meses de diversos desdobramentos, incluindo a desvalorização recente da libra, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, em relatório por escrito a legisladores do Reino Unido.
No texto à Comissão Investigadora do Tesouro, King disse que a libra - que está agora cerca de 25% abaixo do pico de 2007 - vai oferecer suporte à economia conforme ela emerge da recessão, ao lado de outros fatores como o estímulo da política monetária.
"Diversos fatores vão impulsionar a demanda na economia adiante. A desvalorização da libra vai encorajar a demanda a mudar em direção a produtos e serviços britânicos tanto aqui quanto no exterior", disse King.
Mas ele também enfatizou as questões que podem agir para frear os gastos no Reino Unido. A oferta de crédito a empresas e consumidores deve continuar apertada, à medida que os bancos seguem diminuindo a alavancagem, e uma postura cautelosa provavelmente continuará uma vez que a perspectiva para os lucros das empresas e a renda dos consumidores permanece incerta.
King também disse que "há uma necessidade clara para um plano crível para estabilizar as finanças públicas". E, embora haja sinais de retomada na demanda global nos últimos meses, o nível de demanda para exportações britânicas está agora "marcadamente menor do que no verão (hemisfério norte) de 2008".
Embora ele tenha dito que o BOE está monitorando de perto todos os desdobramentos econômicos, ele deixou claro que manter a inflação perto da meta de 2% continua sendo prioridade chave. "Estou pronto para tomar quaisquer ações necessárias no futuro para assegurar que a perspectiva para a inflação continue em linha com a meta de 2%", afirmou King. As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
Londres, 24 - A economia britânica deve receber um impulso nos próximos meses de diversos desdobramentos, incluindo a desvalorização recente da libra, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, em relatório por escrito a legisladores do Reino Unido.
No texto à Comissão Investigadora do Tesouro, King disse que a libra - que está agora cerca de 25% abaixo do pico de 2007 - vai oferecer suporte à economia conforme ela emerge da recessão, ao lado de outros fatores como o estímulo da política monetária.
"Diversos fatores vão impulsionar a demanda na economia adiante. A desvalorização da libra vai encorajar a demanda a mudar em direção a produtos e serviços britânicos tanto aqui quanto no exterior", disse King.
Mas ele também enfatizou as questões que podem agir para frear os gastos no Reino Unido. A oferta de crédito a empresas e consumidores deve continuar apertada, à medida que os bancos seguem diminuindo a alavancagem, e uma postura cautelosa provavelmente continuará uma vez que a perspectiva para os lucros das empresas e a renda dos consumidores permanece incerta.
King também disse que "há uma necessidade clara para um plano crível para estabilizar as finanças públicas". E, embora haja sinais de retomada na demanda global nos últimos meses, o nível de demanda para exportações britânicas está agora "marcadamente menor do que no verão (hemisfério norte) de 2008".
Embora ele tenha dito que o BOE está monitorando de perto todos os desdobramentos econômicos, ele deixou claro que manter a inflação perto da meta de 2% continua sendo prioridade chave. "Estou pronto para tomar quaisquer ações necessárias no futuro para assegurar que a perspectiva para a inflação continue em linha com a meta de 2%", afirmou King. As informações são da Dow Jones. (Nathália Ferreira)
EXTERIOR SE CONCENTRA EM PERCEPÇÃO DO FED SOBRE ESTRATÉGIA DE SAÍDA
EXTERIOR SE CONCENTRA EM PERCEPÇÃO DO FED SOBRE ESTRATÉGIA DE SAÍDA
Londres, 24 - A percepção do Federal Reserve sobre a estratégia de saída para as medidas emergenciais montadas durante a crise é o tema central de interesse dos investidores internacionais nesta terça-feira. Como a liquidez criada pelos bancos centrais se apresenta como principal estimulador do risco, os passos da autoridade monetária norte-americana são acompanhados de perto, com atenção máxima.
A ata da última reunião do Fomc só vem no final do dia, às 17 horas (de Brasília). Enquanto aguardam, os mercados no exterior devolvem parte dos ganhos obtidos ontem, dia marcado por uma nova rajada de apetite pelo risco e valorização das commodities. Depois da disparada, as bolsas e moedas europeias recuam, dando a medida da volatilidade esperada para esta semana de negócios mais restritos pelo feriado de Ação de Graças, na quinta-feira. O ouro consegue se segurar perto da estabilidade.
Ninguém acredita que o Federal Reserve irá mudar a avaliação de que os juros permanecerão baixos por um período longo. Mas os analistas querem ouvir, por exemplo, detalhes sobre o programa de compra de ativos lastreados em hipotecas. Todos viram as palavras do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que defendeu o prolongamento da estratégia por mais tempo que o planejado.
A equipe do Barclays avalia que a ata pode especificar as condições necessárias para que os juros sigam perto de zero. Vale lembrar que o documento trará uma nova rodada de projeções econômicas.
Para Kathy Lien, da corretora GFT, o Fed deve manter o tom de precaução. "Quanto mais cauteloso está o Fed, menor é a probabilidade de implementação de uma estratégia de saída e maior é a chance de a posição do dólar como moeda de carry trade permanecer intacta", disse.
O ING lembra que, dias após a reunião do Fomc de 4 de novembro, Ben Bernanke fez uma rara menção direta à fraqueza do dólar. Seria surpreendente, no entanto, ver o tema tratado na ata.
A agenda de hoje dos Estados Unidos ainda traz a revisão do PIB do terceiro trimestre (11h30), o índice de preços de residências S&P/Case-Schiller (12h), e a confiança do consumidor do Conference Board (13h).
Logo cedo, na Europa, foi confirmada a alta de 0,7% no PIB da Alemanha no terceiro trimestre. Há pouco, a pesquisa de ambiente econômico do instituto Ifo referente a novembro marcou 93,9, acima da projeção de 92,6.
Às 7h32 (de Brasília), as bolsas de Londres (-0,36%), Paris (-0,69%) e Frankfurt (-0,59%) recuavam.
O euro (-0,14%, a US$ 1,4932) e a libra (-0,36%, a US$ 1,6524) também mostravam desvalorizações. Na comparação com o iene, o dólar perdia 0,27%, para 88,65 unidades.
No mesmo horário (acima) o ouro spot (+0,17%, a US$ 1.168,57) registrava alta leve, enquanto o petróleo para janeiro na Nymex eletrônica (-0,26%, a US$ 77,36) cedia.
(Daniela Milanese)
Londres, 24 - A percepção do Federal Reserve sobre a estratégia de saída para as medidas emergenciais montadas durante a crise é o tema central de interesse dos investidores internacionais nesta terça-feira. Como a liquidez criada pelos bancos centrais se apresenta como principal estimulador do risco, os passos da autoridade monetária norte-americana são acompanhados de perto, com atenção máxima.
A ata da última reunião do Fomc só vem no final do dia, às 17 horas (de Brasília). Enquanto aguardam, os mercados no exterior devolvem parte dos ganhos obtidos ontem, dia marcado por uma nova rajada de apetite pelo risco e valorização das commodities. Depois da disparada, as bolsas e moedas europeias recuam, dando a medida da volatilidade esperada para esta semana de negócios mais restritos pelo feriado de Ação de Graças, na quinta-feira. O ouro consegue se segurar perto da estabilidade.
Ninguém acredita que o Federal Reserve irá mudar a avaliação de que os juros permanecerão baixos por um período longo. Mas os analistas querem ouvir, por exemplo, detalhes sobre o programa de compra de ativos lastreados em hipotecas. Todos viram as palavras do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que defendeu o prolongamento da estratégia por mais tempo que o planejado.
A equipe do Barclays avalia que a ata pode especificar as condições necessárias para que os juros sigam perto de zero. Vale lembrar que o documento trará uma nova rodada de projeções econômicas.
Para Kathy Lien, da corretora GFT, o Fed deve manter o tom de precaução. "Quanto mais cauteloso está o Fed, menor é a probabilidade de implementação de uma estratégia de saída e maior é a chance de a posição do dólar como moeda de carry trade permanecer intacta", disse.
O ING lembra que, dias após a reunião do Fomc de 4 de novembro, Ben Bernanke fez uma rara menção direta à fraqueza do dólar. Seria surpreendente, no entanto, ver o tema tratado na ata.
A agenda de hoje dos Estados Unidos ainda traz a revisão do PIB do terceiro trimestre (11h30), o índice de preços de residências S&P/Case-Schiller (12h), e a confiança do consumidor do Conference Board (13h).
Logo cedo, na Europa, foi confirmada a alta de 0,7% no PIB da Alemanha no terceiro trimestre. Há pouco, a pesquisa de ambiente econômico do instituto Ifo referente a novembro marcou 93,9, acima da projeção de 92,6.
Às 7h32 (de Brasília), as bolsas de Londres (-0,36%), Paris (-0,69%) e Frankfurt (-0,59%) recuavam.
O euro (-0,14%, a US$ 1,4932) e a libra (-0,36%, a US$ 1,6524) também mostravam desvalorizações. Na comparação com o iene, o dólar perdia 0,27%, para 88,65 unidades.
No mesmo horário (acima) o ouro spot (+0,17%, a US$ 1.168,57) registrava alta leve, enquanto o petróleo para janeiro na Nymex eletrônica (-0,26%, a US$ 77,36) cedia.
(Daniela Milanese)
BANCOS CENTRAIS DE EMERGENTES TÊM MARGEM P/ELEVAR RESERVA EM OURO
BANCOS CENTRAIS DE EMERGENTES TÊM MARGEM P/ELEVAR RESERVA EM OURO
Cingapura, 24 - Os bancos centrais dos mercados emergentes têm uma margem substancial para aumentar suas reservas em ouro, tendo em vista sua baixa exposição ao mercado do metal em comparação com a dos bancos centrais de países desenvolvidos, segundo um relatório do diretor-geral da Macroeconomia e Câmbio da Bluegold Capital Management, Stephen Jen.
Segundo o relato, a taxa de reservas em ouro, ou o porcentual de reservas em ouro no total das reservas externas é de 37,9%, em média, para os bancos centrais dos EUA, Japão, Europeu, Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Suíça. Já no grupo de países que inclui China, Rússia, Índia, Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong, Brasil e Cingapura a taxa de reserva em ouro dos bancos centrais é em média de 2,2%.
"A conclusão óbvia é que a margem dos bancos centrais dos mercados emergentes para comprar mais ouro é substancial, se eles decidirem diversificar em ouro", destacou Jen.
Segundo o executivo, os oito maiores mercados emergentes detentores de reservas cambiais têm US$ 4,1 trilhões, o que significa que cada 1% de realocação das reservas de ouro corresponderia em média a US$ 41 bilhões em compras de ouro.
"Se esses bancos aumentarem suas reservas em ouro dos 2,2% atuais para conservadores 5%, isto corresponderia a US$ 115 bilhões em compras de ouro", afirmou o executivo.
A compra realizada pelo Banco Central da Índia de 200 toneladas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciada no dia 3 de novembro, que custou cerca de US$ 7 bilhões, tem sido um dos fatores largamente citados como indutor das novas altas recordes registradas pelo ouro. As informações são da Dow Jones. (Clarissa Mangueira)
Cingapura, 24 - Os bancos centrais dos mercados emergentes têm uma margem substancial para aumentar suas reservas em ouro, tendo em vista sua baixa exposição ao mercado do metal em comparação com a dos bancos centrais de países desenvolvidos, segundo um relatório do diretor-geral da Macroeconomia e Câmbio da Bluegold Capital Management, Stephen Jen.
Segundo o relato, a taxa de reservas em ouro, ou o porcentual de reservas em ouro no total das reservas externas é de 37,9%, em média, para os bancos centrais dos EUA, Japão, Europeu, Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Suíça. Já no grupo de países que inclui China, Rússia, Índia, Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong, Brasil e Cingapura a taxa de reserva em ouro dos bancos centrais é em média de 2,2%.
"A conclusão óbvia é que a margem dos bancos centrais dos mercados emergentes para comprar mais ouro é substancial, se eles decidirem diversificar em ouro", destacou Jen.
Segundo o executivo, os oito maiores mercados emergentes detentores de reservas cambiais têm US$ 4,1 trilhões, o que significa que cada 1% de realocação das reservas de ouro corresponderia em média a US$ 41 bilhões em compras de ouro.
"Se esses bancos aumentarem suas reservas em ouro dos 2,2% atuais para conservadores 5%, isto corresponderia a US$ 115 bilhões em compras de ouro", afirmou o executivo.
A compra realizada pelo Banco Central da Índia de 200 toneladas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciada no dia 3 de novembro, que custou cerca de US$ 7 bilhões, tem sido um dos fatores largamente citados como indutor das novas altas recordes registradas pelo ouro. As informações são da Dow Jones. (Clarissa Mangueira)
COBRE PARA DEZEMBRO CAI 0,73% A US$ 3,1125 POR LIBRA PESO
COBRE PARA DEZEMBRO CAI 0,73% A US$ 3,1125 POR LIBRA PESO
PETRÓLEO WTI CAI 0,12% A US$ 77,47 O BARRIL NA NYMEX ELETRÔNICA
PETRÓLEO WTI CAI 0,12% A US$ 77,47 O BARRIL NA NYMEX ELETRÔNICA
EURO CAI 0,11% A US$ 1,4935; DÓLAR CEDE 0,23% A 88,68 IENES
EURO CAI 0,11% A US$ 1,4935; DÓLAR CEDE 0,23% A 88,68 IENES
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